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O regresso aos três centrais e o velho vício de recuar | Shakhtar Donetsk 0-1 Sporting

As semanas de transição técnica costumam empurrar os treinadores interinos para o caminho do conservadorismo, mas Tiago Fernandes decidiu contrariar a regra na sua segunda passagem por Londres ao comando do Sporting. No tempo entre a saída de Rui Borges e a chegada de Paulo Fonseca ao Sporting, e com apenas um treino para preparar a visita ao terreno emprestado de Stamford Bridge, o técnico leonino promoveu cinco alterações e resgatou o sistema de três centrais, desenhando um 3-4-1-2 que procurava devolver estabilidade defensiva à equipa sem abdicar de peso na frente. Contudo, a grande ironia da noite europeia do Sporting reside no facto de, apesar da revolução no quadro tático, os três pontos terem nascido dos velhos hábitos desta época, tanto no momento de construir o golo como na incapacidade de gerir a vantagem com bola.

Duarte Rêgo · 3 min de leitura
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