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Bruno Lage

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Benfica

O legado de Bruno Lage no Benfica

Em modo dejá vu, Bruno Lage deixa um legado de controvérsia e um plantel com prestações aquém das expetativas. Depois de uma derrota histórica frente ao Qarabag, mediante julgamentos dos seus, no inferno (gélido) da Luz, o treinador sadino não resistiu à pressão do terceiro anel e Rui Costa tomou, novamente, a decisão que se recusou a tomar há meses atrás. Fim da linha para Bruno Lage, segue-se José Mourinho enquanto treinador do Sport Lisboa e Benfica. Bruno Lage chegou ao Benfica há pouco mais de um ano, numa situação pós-apocalíptica. Caiu de paraquedas. Perceba-se: Bruno Lage é a consequência da inação de Rui Costa e a sua direção, que não tomaram a decisão de romper com Roger Schmidt no tempo certo e apresentar um sucessor à altura atempadamente, recomeçando o projeto. Deixando a época começar, já em situação de descontentamento, foram obrigados a tomar uma decisão simples no tempo errado ao invés de tomar uma decisão difícil no tempo certo. Com a época em andamento e poucos treinadores disponíveis, a única opção era uma cara conhecida. Chegaram tarde ao mercado e já não havia marisco, restou Bruno Lage.

Rui Gonçalves · 5 min de leitura
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Benfica

O fim desastroso de Bruno Lage no Benfica

O que se passou no Estádio da Luz foi uma das maiores humilhações europeias da história do Benfica. Perder em casa contra o Qarabag, uma equipa avaliada em 24 milhões de euros, menos do que custou Richard Rios sozinho, não foi apenas um tropeço, foi um desastre que expôs a falta de ideias de Bruno Lage e a incapacidade da direção em perceber o rumo que o clube levava. O despedimento do treinador era, afinal, inevitável. Bruno Lage preparava os jogos em função do adversário e não em função de uma identidade, uma identidade à Benfica. A explicação que deu antes do jogo sobre a titularidade de Sudakov foi paradigmática: «Ele joga porque o Qarabag tem três médios». Isto é tudo o que não se espera de um treinador do Benfica. A equipa encarnada tinha de impor o seu jogo, obrigar os adversários a adaptarem-se, não o contrário.

Duarte Rêgo · 2 min de leitura
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Benfica

O Anel de Fogo da Luz | Benfica

O Anel de Fogo do Pacífico está longe de se deixar envolver pelo espírito da palavra da paz. A ferradura que envolve o oceano tem cerca de 40 mil quilómetros de extensão e um extenso historial de vazio e destruição. 70% dos sismos com elevada intensidade registam-se nesta zona do planeta, bem como os principais vulcões em atividade da Terra. Circunstâncias naturais e geológicas, relacionadas à colisão de placas tectónicas e ao acumulo da tensão, que é, inviavelmente, libertada em sismos explicam a concentração de fenómenos extremos nesta zona da Terra. Na Luz e no Benfica, há também um Anel de Fogo de instabilidade que faz suceder, de forma quase natural, acontecimentos extremos e preconizados.

Diogo Ribeiro · 4 min de leitura
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Benfica

A tíbia e o tíbio

A tíbia é o osso da canela. Simples, duro, frontal. Nas distritais, onde joguei em miúdo, dizia-se, com mais fé do que fisiologia, que “até ao pescoço é canela”. É a licença poética do arrojo: era para entrar com tudo. O tíbio é o contrário metafórico da tíbia: o frouxo que aquece as mãos no lume brando das palavras e recua quando chega a hora do carrinho. O futebol, sobretudo o do Benfica de hoje, às vezes tem destas ironias: em campo, precisamos de mais tíbia; na tribuna, queremos menos tíbios. Nos momentos que contam, há quem confunda barulho com bravura. Veja-se o comunicado da final da Taça de Portugal de 2025 — esse épico de peito feito e verbo alto — que não foi mais do que um tíbio disfarçado de tíbia. Parecia duro, mas esfumou-se ao segundo dia.

João Marecos · 3 min de leitura
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