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Bruno Pinheiro

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Opinião

As imperfeições do Benfica foram a perfeição do Académico de Viseu

11 empates depois, o Benfica voltou ao mesmo registo. A base da aleatoriedade do resultado de um jogo de futebol explica-o para lá de qualquer outra reflexão. Há erros e imperfeições que o Académico de Viseu, com um jogo em crescendo, conseguiu aproveitar. Mas, acima de tudo, há uma supremacia tão clara e evidente que torna qualquer comparação ao que se foi desenrolando na última temporada tão superficial como a análise que alguém, um dia, fez e levou as bancadas a estar completamente despidas. Mais do que a cor do cachecol que pintaria as bancadas, há que analisar se é de jogos sem adeptos que se quer construir o futebol português. Quando uma das grandes lacunas do nosso futebol se torna numa arma de arremesso e penalização, acentuando a ausência mais presentes dos campos portugueses - onde o Estádio da Luz, naturalmente, não se inclui, mas fica o ponto - há muito de errado. Para lá dos lamentos perante a forma como se jogou futebol para ninguém, não ignorando a força humana que, fora do Estádio, se juntou e se fez ouvir por jogadores, treinadores e pelos poucos humanos que, por qualquer questão laboral, puderam assistir ao jogo, houve um bom espetáculo dentro de campo. O Benfica foi superior e só se pode queixar de falta de contundência nas áreas pelo tropeço. Sendo mais forte em, pelo menos, uma destas, o resultado teria sido assinalável e todas as próximas palavras teriam um sentimento e uma sensação diferentes.

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
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Benfica

À porta fechada, mas de olhos abertos | Benfica x Académico Viseu

O regresso da Primeira Liga traz à Luz um duelo de contrastes para fechar o pano sobre a jornada inaugural. O Benfica inicia a sua 93.ª participação no campeonato nacional, recebendo um Académico de Viseu que regressa ao escalão principal 37 anos depois, para a sua quinta presença. O encontro terá a particularidade de ser disputado à porta fechada, devido a castigo aplicado ao clube encarnado. O Benfica de Marco Silva ainda está longe do nível exibicional exigido. A vitória europeia frente ao Hearts deixou avisos, apesar de uma boa primeira parte, a equipa baixou o ritmo e o treinador assumiu que houve minutos complicados na etapa complementar, onde o 4-1 facilmente se poderia ter transformado num 4-2.

Duarte Rêgo · 5 min de leitura
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