Carlos Vicens analisou o desfecho do encontro da 10.ª jornada da Primeira Liga. O FC Porto recebeu o Braga no Estádio do Dragão.
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Na ressaca da derrota frente ao Porto, por 2-1, o Braga recebe o Genk na segunda posição da tabela classificativa da prova europeia. Antes de perderem com os dragões, os guerreiros vinham de quatro vitórias consecutivas, para a Taça de Portugal, Liga Europa, campeonato e Taça da Liga. Apesar de um início de temporada algo complicado, com apenas duas vitórias em sete jogos de campeonato, que em muito ditam o sétimo lugar na tabela classificativa a nível interno, a formação capitaneada por Ricardo Horta tem estado sublime na presente edição da Liga Europa: três vitórias em três jogos, ao que se lhes juntam cinco golos marcados e nenhum sofrido, frente a Feyenoord, Celtic e Estrela Vermelha.
Braga
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FC Porto
Há vitórias que dizem mais sobre quem as sofre do que sobre quem as conquista. O triunfo do FC Porto sobre o SC Braga, por 2-1, no Estádio do Dragão, pertence a essa categoria. Foi uma vitória que deu três pontos e manteve a liderança isolada da Liga, mas que, à luz do jogo, revela sobretudo um FC Porto vulnerável, desconfortável, e um Braga que, mesmo perdendo, saiu engrandecido. Houve pragmatismo, houve sobrevivência, mas também uma sensação latente de que, em boa verdade, a equipa de Carlos Vicens foi quem melhor soube jogar futebol. Ora, Francesco Farioli surpreendeu na escolha inicial. O treinador italiano, fiel a um onze-base quase inalterável desde o início da época (com exceção do duelo europeu com o Estrela Vermelha), decidiu mexer. Deixou no banco Gabri Veiga e Borja Sainz e lançou dois dos protagonistas da vitória sofrida em Moreira de Cónegos: Rodrigo Mora e William Gomes. Um sinal de confiança nos jovens, mas também de convicção num plano de jogo que privilegiava a pressão alta e a verticalidade. O problema é que o plano colidiu com a realidade: o SC Braga não se deixou intimidar. Vicens prometera uma equipa sem medo do Dragão, e cumpriu.
Braga
Não gosto de perder ou empatar. Se tiver de ser, que seja como jogámos
Carlos Vicens analisou o desfecho do encontro da 10.ª jornada da Primeira Liga. O FC Porto recebeu o Braga no Estádio do Dragão.
FC Porto
Depois da sempre difícil deslocação ao campo do Moreirense (que os dragões ganharam de forma agónica), o FC Porto regressa ao Dragão para mais um teste de peso na Liga, num momento de reconstrução sob o comando de Francesco Farioli. O técnico italiano, conhecido pela aposta na posse, pressão coordenada e jogo apoiado desde trás, tem procurado construir um novo ciclo azul e branco. Depois de uma fase inicial fulgurante, os dragões começam a demonstrar sinais de fragilidade e de um preocupante cansaço físico, onde as exibições deixaram de ser tão afirmativas e convincentes. Perante o seu público, a equipa azul e branca vai querer impor o seu domínio e confirmar o seu estatuto de candidato incontestável ao título.
Braga
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Realizámos um jogo de nível muito alto
Carlos Vicens falou depois do encontro entre o Braga e o Estrela Vermelha, jogo relativo à terceira jornada da Europa League.
Opinião
Se há algo que o Braga tem mostrado nas noites europeias é que a Pedreira continua a ser um dos palcos mais temidos de Portugal. A atmosfera única, a garra minhota e o toque técnico da equipa de Carlos Vicens prometem mais uma noite de intensidade, desta vez diante do histórico Estrela Vermelha de Belgrado, bicampeão europeu nos anos 90 e símbolo de resistência balcânica. Por outro lado, o Braga não tem passado uma fase feliz na Liga portuguesa, com apenas duas vitórias em oito jogos, o mesmo número de vitórias conquistadas nas duas partidas realizadas, esta época na Liga Europa. Neste início de época marcado por altos e baixos, Carlos Vicens tenta consolidar uma equipa ainda em adaptação às suas ideias, mais focadas no controlo da posse e na circulação paciente. As vitórias europeias sobre o Celtic e o Feyenoord deram moral ao coletivo, mas as derrotas caseiras domésticas frente a Nacional e Gil Vicente, mostram que ainda existe espaço para crescer, sobretudo na solidez defensiva.
Braga
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Foi em 2003 que António Salvador tomou posse como presidente do Braga e durante estes 22 anos de sucessivos mandatos, muita coisa mudou na cidade dos Arcebispos. Um clube que no início dos anos noventa lutava para não descer de divisão, tendo depois períodos episódicos de relativo sucesso com Manuel Cajuda e Jesualdo Ferreira.
Sporting
Não houve pior Sporting na temporada, não houve muitas versões melhores que o Braga nesta época. Por esta razão, a vitória, por mais tangencial que fosse, dos leões aos 90+4 parecia não condizer com o rumo que os 90 minutos quiseram dar ao jogo. Como todos os jogos, o resultado definiu-se entre o demérito dos leões e o mérito arsenalista. Se as críticas de Rui Borges após a vitória contra o Estoril Praia pareciam exageradas, a verdade é que foram premonitórias face ao que se desenrolou em Alvalade. Para lá das questões táticas, que também as houve, os leões jogaram a 70% ou 80% das capacidades num dos jogos mais exigentes da Primeira Liga.
Atualidade
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Carlos Vicens analisou o empate entre o Sporting e o Braga na 7.ª jornada da Primeira Liga. Técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede.