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Dínamo Minsk

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Opinião

A arte de dominar sem esmagar | Braga 1-0 Dínamo Minsk

Numa eliminatória, a eficácia é a linha que separa a tranquilidade do sobressalto. Frente ao Dínamo Minsk, a turma de Vicens deu uma verdadeira demonstração de domínio, transformando o relvado da Pedreira num monólogo com bola e demonstrando a superioridade individual e coletiva que já esperada. Contudo, a margem mínima de 1-0 ficou longe de traduzir a disparidade de argumentos entre as duas equipas e a hegemonia absoluta que o Braga impôs do início ao fim. O onze inicial minhoto voltou a contar com os reforços Sergio Barcia, Gabriel Silva e Denis Huseinbasic, promovendo ainda a entrada do suíço Adrian Barisic, para o lugar do habitual titular Bright Arrey-Mbi. Do lado bielorrusso, o técnico Aleksandr Shagoyko surpreendeu ao deixar Karen Vardanyan no banco de suplentes, apesar o jovem de 22 anos ser o elemento mais produtivo do ataque, com 8 golos e 5 assistências. Porém, as maiores mudanças relativamente ao último jogo vieram no plano tático, onde as novas nuances posicionais e dinâmicas de ligação desmontaram por completo qualquer tentativa do Dínamo Minsk de manter um bloco defensivo sólido.

Dinis Jacob · 4 min de leitura
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Opinião

Belos e Bielos | Braga x Dínamo Minsk

De um lado, os Belos do Braga, uma equipa capaz de conjugar duas dimensões importantes para uma competição tão característica como a Conference League. Os arsenalistas são, por um lado, uma garantia de competitividade, com presença regular em palcos de outros holofotes e candidatos claros não só a superar todas as pré-eliminatórias, como a sonhar com uma final ou um título, mas, simultaneamente, conjugam um lado alternativo que tão bem é destacado nesta competição. Sem ser uma equipa desconhecida, longe disso, o facto de estar num segundo plano no que toca ao protagonismo português lá fora, continua a dar ao Braga uma misticidade e presença que outros clubes não conseguem ter. Para sonhar mais alto, é preciso manter os pés na terra e, antes dos mais belos adversários, de outro gabarito, superar os Bielos, como quem diz, bielorrussos.  Internacionalmente, e alargando o olhar para lá do futebol, a Bielorrússia fugiu do mapa com o apoio de Aleksandr Lukashenko a Vladimir Putin no conflito bélico entre Rússia e Ucrânia. Ao contrário dos russos, responsáveis pela invasão, os bielorrussos continuam nas provas UEFA, algo que já não aconteceu, por exemplo, nos Jogos Olímpicos, competindo por uma bandeira neutra. Ainda assim, o afastamento dos holofotes que continuam a resistir sobre o Leste da Europa, já por si um cenário alternativo, foi ainda mais acentuado depois desta opção política. Caminhando sozinhos numa Europa com outras cores nas bandeiras, os bielorrussos foram vendo o protagonismo no mapa descer. Até por isso, um jogo contra o Braga é um evento. 

Diogo Ribeiro · 8 min de leitura
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