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FC Porto

Resistir, esperar, matar: o manual europeu dos dragões | FC Porto 2-0 Estugarda

O FC Porto apurou-se para os quartos de final da Liga Europa ao vencer o Estugarda por 2-0, no Estádio do Dragão, fechando a eliminatória com um convincente 4-1 no agregado. William Gomes desbloqueou o jogo ainda na primeira parte, num momento em que os dragões viviam encostados ao seu meio-campo, e Victor Froholdt, já na etapa complementar, assinou um golo de exceção que não só confirmou a vitória como cristalizou uma noite de resistência, inteligência e inspiração individual. Ora, o ambiente que se viveu no Dragão foi mais do que um simples cenário de jogo. Houve ali qualquer coisa de quase ritual, como se o estádio soubesse, desde o primeiro instante, que a noite não seria feita de domínio, mas de sobrevivência (até pela peculiar invasão de adeptos germânicos ao estádio). E foi exatamente isso que o FC Porto teve de fazer durante largos períodos. Sobreviver, resistir, aguentar.

Raul Saraiva · 6 min de leitura
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Opinião

Gverreiros apresentam a resposta que a eliminatória pediu | Braga 4-0 Ferencváros

O carimbo para os quartos-de-final da Europa League não foi fácil de adquirir, mas a resposta dos gverreiros em Braga não deixou quaisquer dúvidas sobre qual das equipas mereceu mais a passagem à próxima fase. O Braga entrou de forma fulminante, acrescentando uma maior ameaça ofensiva à qualidade com bola que vimos na primeira mão e que têm demonstrado ao longo de toda a temporada. A pressão alta e marcação individual do Ferencváros manteve-se, mas as dinâmicas introduzidas por Carlos Vicens desmontaram-nas de forma exímia. O detalhe essencial que mudou o ataque bracarense foi o posicionamento adiantado de Gabri Martínez na ala esquerda, que fez inúmeras movimentações diagonais nas costas da defesa adversária. Estes movimentos foram eficazes graças à liberdade posicional do trio de ataque, que retirou as referências às marcações adversárias. Desta forma, foram capazes de acrescentar uma ameaça de saída de bola longa, forçando os húngaros a reduzir a intensidade da pressão. No momento sem bola, o espanhol mantinha-se mais alto que Victor Gómez, do lado contrário, permitindo que Ricardo Horta estivesse encarregue de uma marcação individual ao médio brasileiro, Júlio Romão.

Dinis Jacob · 6 min de leitura
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