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Ferencvaros

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Braga

Ao ritmo dos húngaros | Ferencváros TC 2-0 SC Braga

A deslocação do Braga a Budapeste acabou por ser mais complicada do que aquilo que os minhotos provavelmente antecipavam. Frente a um Ferencváros muito intenso e bem preparado para aquilo que costuma ser o jogo bracarense, a equipa de Carlos Vicens nunca conseguiu verdadeiramente controlar o ritmo da partida. Os húngaros entraram com grande energia, pressionando alto e com referências individuais claras, tentando cortar desde cedo as linhas de construção do Braga. Ainda assim, os minhotos foram conseguindo, a espaços, sair desde trás com alguma qualidade, mas quase sempre sob pressão e sem transformar essa circulação em perigo real perto da baliza adversária. No final, o 2-0 acaba por encaixar bem naquilo que foi o jogo. Taticamente, Vicens manteve a estrutura que tem sido habitual, o 3-4-3, mas com uma nuance que acabou por ter impacto na presença ofensiva da equipa. Os três jogadores da frente surgiam muitas vezes sem posições fixas, recuando para zonas de construção e tentando oferecer linhas de passe entre setores. A ideia passava por ajudar a ultrapassar a primeira linha de pressão do Ferencváros, mas essa movimentação retirava profundidade ao ataque e deixava o Braga muitas vezes sem presença suficiente na frente quando conseguia progredir no terreno. Curiosamente, o primeiro golo nasce precisamente de uma dessas tentativas de ligação vertical, um passe arriscado para um dos avançados que tinha descido no terreno acabou intercetado e deu origem à transição rápida que desbloqueou o marcador.

Samuel Pinho · 3 min de leitura
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Resto do Mundo

Robbie Keane | O goleador que virou treinador do Ferencvaros

No dia 8 de julho de 1980, nascia em Tallaght, Dublin, uma figura histórica para a seleção irlandesa, predestinado para grandes palcos e com um faro para golo, estando no momento certo, à hora certa como o melhor dos finalizadores. Robbie Keane era o jogador dos momentos importantes, quando faltava inspiração, aparecia o irlandês. Era um jogador que não precisava de muito para fazer a diferença, numa fração de segundo, tudo mudava. O seu festejo, uma cambalhota entusiasta recheada de paixão, simbolizava a felicidade pura de pisar os relvados e de marcar um golo, como se fosse o último. A caminhada pelo futebol não podia ter começado da melhor forma. Aos 16 anos, deixou a sua terra natal rumo a Wolverhampton. Keane recusou ofertas do Liverpool e Nottingham Forrest para rumar a um clube onde o tempo de jogo seria mais regular e a adaptação ao futebol profissional mais suave. Um mês depois de completar 17 anos, o rapaz franzino de Dublin apresentava-se às bancadas de Carrow Road com o número dez nas costas e uma vontade gigante de mostrar ao que vinha. Foi uma estreia de sonho, com dois golos marcados e uma demonstração da técnica e maturidade que iriam marcar a sua carreira. 

José Vale · 5 min de leitura
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Braga

O mata-mata mói | Ferencváros x SC Braga

O sorteio da Liga Europa dividiu as dezasseis equipas em dois caminhos - o laranja e o prateado. E sabíamos, a priori, duas coisas: Apesar do sorteio mais simpático, o Braga não vai ter vida muito mais fácil do que o FC Porto. Para além de estar numa excelente forma (cinco vitórias nas últimas cinco partidas disputadas), o Ferencváros tem feito uma campanha europeia muito competente, na qual devemos destacar as vitórias forasteiras no Salzburg (2-3) e no Genk (0-1), bem como a vitória caseira por 1-0 diante do Rangers. Após perder a 1.ª mão do play-off de acesso aos oitavos-de-final diante do Ludogorets (2-1), trouxe a eliminatória para casa, onde bateu os búlgaros por uns esclarecedores 2-0.

Diogo Mesquita · 5 min de leitura
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