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Europa League

Entre o sonho e a realidade, Torreense perde em Budapeste | Ferencváros 4-1 Torreense

O Torreense saiu de Budapeste com uma derrota pesada frente ao Ferencváros, por 4-1, na terceira jornada da fase de liga da Europa League. Perante um adversário com maior experiência internacional, a equipa portuguesa conseguiu discutir o encontro durante a primeira parte, mas revelou dificuldades para acompanhar a intensidade dos húngaros após o intervalo. Há, ainda assim, contexto que importa não esquecer. O Torreense, uma equipa da segunda divisão portuguesa, está a competir numa prova europeia de enorme exigência, depois de ter conquistado a Taça de Portugal. A diferença de experiência e de recursos entre os dois clubes é evidente, mas isso não retira mérito à presença dos homens de Torres Vedras nesta fase da competição.

Samuel Pinho · 2 min de leitura
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Europa League

Resistir e Sonhar | Ferencváros x Torreense

Depois dos baldes de água fria frente a Tondela e sobretudo Sunderland, o Torreense vê nova oportunidade de espantar a Europa a ser providenciada por um dos mais rodados adversários que lhe calhou em sorteio. O histórico Ferencváros participa em fases de grupos ou liga europeias consecutivamente desde 2020 e ganhou a liga húngara sete vezes seguidas, até se deixar surpreender a época passada pelo Györ – ora, como grande dominador daquele futebol, restava apenas ao Ferencváros dar uma de Bayern, absorvendo o talento que se atreveu a meter em causa a hegemonia. E assim substituiu o lendário Robbie Keane por Balász Borbély, o eslovaco de 47 que cometeu a proeza (regressando assim a casa, ele que já tinha treinado juniores e equipa secundária do Ferencváros entre 2019 e 2022).  Antecipava-se, por isso, conto de fadas. Que Borbély conseguisse imprimir o registo dominador de outrora em contexto nacional e manter o sucesso recente fora-de-portas, conciliando harmoniosamente os índices competitivos. Enquanto se tem conseguido cumprir com a segunda expectativa (veja-se o percurso dos húngaros, que ultrapassaram todas as rondas de qualificação), as coisas não vão de feição na Liga, com cinco empates em nove jornadas. «Nem tudo correu como planeado nesta temporada», explicou assim na antevisão ao encontro desta quinta-feira. «Os resultados na Liga Europa são bons, mas não acho que exista uma grande diferença na forma como jogamos para as duas competições».

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
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Braga

Ao ritmo dos húngaros | Ferencváros TC 2-0 SC Braga

A deslocação do Braga a Budapeste acabou por ser mais complicada do que aquilo que os minhotos provavelmente antecipavam. Frente a um Ferencváros muito intenso e bem preparado para aquilo que costuma ser o jogo bracarense, a equipa de Carlos Vicens nunca conseguiu verdadeiramente controlar o ritmo da partida. Os húngaros entraram com grande energia, pressionando alto e com referências individuais claras, tentando cortar desde cedo as linhas de construção do Braga. Ainda assim, os minhotos foram conseguindo, a espaços, sair desde trás com alguma qualidade, mas quase sempre sob pressão e sem transformar essa circulação em perigo real perto da baliza adversária. No final, o 2-0 acaba por encaixar bem naquilo que foi o jogo. Taticamente, Vicens manteve a estrutura que tem sido habitual, o 3-4-3, mas com uma nuance que acabou por ter impacto na presença ofensiva da equipa. Os três jogadores da frente surgiam muitas vezes sem posições fixas, recuando para zonas de construção e tentando oferecer linhas de passe entre setores. A ideia passava por ajudar a ultrapassar a primeira linha de pressão do Ferencváros, mas essa movimentação retirava profundidade ao ataque e deixava o Braga muitas vezes sem presença suficiente na frente quando conseguia progredir no terreno. Curiosamente, o primeiro golo nasce precisamente de uma dessas tentativas de ligação vertical, um passe arriscado para um dos avançados que tinha descido no terreno acabou intercetado e deu origem à transição rápida que desbloqueou o marcador.

Samuel Pinho · 3 min de leitura
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Resto do Mundo

Robbie Keane | O goleador que virou treinador do Ferencvaros

No dia 8 de julho de 1980, nascia em Tallaght, Dublin, uma figura histórica para a seleção irlandesa, predestinado para grandes palcos e com um faro para golo, estando no momento certo, à hora certa como o melhor dos finalizadores. Robbie Keane era o jogador dos momentos importantes, quando faltava inspiração, aparecia o irlandês. Era um jogador que não precisava de muito para fazer a diferença, numa fração de segundo, tudo mudava. O seu festejo, uma cambalhota entusiasta recheada de paixão, simbolizava a felicidade pura de pisar os relvados e de marcar um golo, como se fosse o último. A caminhada pelo futebol não podia ter começado da melhor forma. Aos 16 anos, deixou a sua terra natal rumo a Wolverhampton. Keane recusou ofertas do Liverpool e Nottingham Forrest para rumar a um clube onde o tempo de jogo seria mais regular e a adaptação ao futebol profissional mais suave. Um mês depois de completar 17 anos, o rapaz franzino de Dublin apresentava-se às bancadas de Carrow Road com o número dez nas costas e uma vontade gigante de mostrar ao que vinha. Foi uma estreia de sonho, com dois golos marcados e uma demonstração da técnica e maturidade que iriam marcar a sua carreira. 

José Vale · 5 min de leitura
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Braga

O mata-mata mói | Ferencváros x SC Braga

O sorteio da Liga Europa dividiu as dezasseis equipas em dois caminhos - o laranja e o prateado. E sabíamos, a priori, duas coisas: Apesar do sorteio mais simpático, o Braga não vai ter vida muito mais fácil do que o FC Porto. Para além de estar numa excelente forma (cinco vitórias nas últimas cinco partidas disputadas), o Ferencváros tem feito uma campanha europeia muito competente, na qual devemos destacar as vitórias forasteiras no Salzburg (2-3) e no Genk (0-1), bem como a vitória caseira por 1-0 diante do Rangers. Após perder a 1.ª mão do play-off de acesso aos oitavos-de-final diante do Ludogorets (2-1), trouxe a eliminatória para casa, onde bateu os búlgaros por uns esclarecedores 2-0.

Diogo Mesquita · 5 min de leitura
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