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Flávio Gonçalves

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Opinião

Os terríveis moldes do negócio Jesse Derry entre Chelsea e Sporting

O Sporting entrou na janela de mercado de verão plenamente consciente que a posição de extremo esquerdo necessitaria de um pelo menos um reforço, um elemento que conseguisse dar outro nível à posição, algo que Pedro Gonçalves não conseguiu fazer. Com Rui Borges no comando, as caraterísticas do internacional português não encaixam tão bem com o perfil desejado, alguém mais vertical e com uma capacidade bem acima da média no um para um. Não é necessário que tenha um perfil associativista ou que se transforme num clássico avançado interior. Pedro Gonçalves tem esse perfil, que faria mais sentido na posição de médio ofensivo, que terá Rodrigo Zalazar como dono. O luso não tem espaço no plantel do Sporting. Não porque não tenha qualidade, mas sim porque já atingiu o seu auge e a relação parece algo esgotada. Souleymane Faye foi um claro erro de casting. Se no Granada os seus pontos fortes eram vistos regularmente, uma vez que os andaluzes jogavam com um bloco baixo e o senegalês liderava o contra-ataque, em Alvalade a realidade era distinta, com os verde e brancos a enfrentarem constantemente equipas com um bloco baixo. O extremo tampouco se adaptou bem e será complicado para os leões reaverem os seis milhões e meio de euros investidos, esperando que surja a hipótese de ceder o atleta a um sítio onde o mesmo se sinta feliz, um pouco à semelhança de Giorgi Kochorashvili.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
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