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Itália

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Seleções Internacionais

Entre a glória e o arrependimento: o regresso de Roberto Mancini à Squadra Azzurra

O regresso de Roberto Mancini à seleção italiana situa-se entre dois extremos: uma segunda oportunidade, ou apenas a confirmação de que nunca deveria ter existido uma despedida. Entre a glória de Wembley e o arrependimento de Riade, a Squadra Azzurra volta a entregar o seu destino ao homem que lhe devolveu uma identidade competitiva... e que, pouco tempo depois, a trocou pelos milhões da Arábia Saudita. Há apenas cinco anos, a Itália era campeã da Europa, vencendo a Inglaterra em pleno estádio de Wembley. Durante o período de 10 de outubro de 2018 a 8 de setembro de 2021, a selecção italiana sob o comando de Mancini, estabeleceu um recorde histórico de 37 jogos sem conhecer o sabor da derrota, e que só foi ultrapassado recentemente pela Espanha campeã mundial.Mancini regressa agora à seleção italiana num momento em que esta vive um dos períodos mais negros da sua história recente. A ausência no Mundial de 2022 já tinha representado um duro golpe para uma seleção tetracampeã mundial, mas o que se seguiu foi ainda mais preocupante. O falhanço no Euro 2024 (sendo precocemente eliminada pela Suíça nos oitavos de final da prova), a ausência no Mundial de 2026 (serão uns incompreensíveis e até humilhantes 16 anos de interregno sem disputar a competição mais importante de seleções) e uma sucessão de crises institucionais mergulharam a Azzurra numa espiral de instabilidade como poucas vezes se viu na história do futebol italiano.

Tiago Campos · 6 min de leitura
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Serie A

O jogo de cadeiras no futebol italiano

O futebol italiano não se encontra nos seus tempos mais áureos. Não é recente, mas vem-se agravando ao longo dos anos, com o período de glória a ser apenas uma memória distante e melancólica. São más decisões, atrás de más decisões, que culminaram com a ausência, pela terceira vez consecutiva, em Campeonatos do Mundo.  Nem sempre foi assim. A Itália, mais especificamente a Serie A, representava um grande atrativo para as grandes estrelas do futebol mundial. Havia orgulho e prestígio em jogar na liga italiana. A prova está nos nomes que consolidaram a Serie A nos últimos anos: Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenómeno, Kaká e Zidane. Lendas absolutas e nomes incontestáveis dos últimos anos. Tudo mudou após o escândalo “Calciopoli”, que abalou as estruturas do futebol italiano e, inevitavelmente, retirou algum do prestígio que tanto caracterizava a Serie A. 

José Vale · 4 min de leitura
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Campeonato do Mundo

Não tiveste piada, Gianni Infantino

Arrancou mais uma edição do Campeonato do Mundo, organizado pela primeira vez em três países. Estados Unidos, Canadá e México são os anfitriões. E também pela primeira vez temos 48 seleções a discutir entre si quem será o novo rei do futebol mundial. Sempre fui um pouco tradicionalista. Tenho vagas memórias de mundiais com 24 equipas, mas aqueles que acompanhei mais foram já com 32 seleções. Ou seja, desde o Mundial de França em 1998. E na minha opinião este era o número ideal. Ainda estou a estranhar um pouco esta nova fórmula.

Rui Alves Maria · 2 min de leitura
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