Última horaImprensa espanhola revela que FC Porto fez proposta por guarda-redes de histórico do Brasileirão

Tema

Opinião

49 artigos

Opinião

Dérbi decidido na eficácia | Vitória SC foi superior, Braga foi letal

Há jogos que se decidem com controlo, outros com inspiração, mas o Dérbi do Minho acabou por ser decidido na eficácia. Depois da polémica à entrada para a Pedreira, ambas as equipas entraram no encontro para vencer e jogar bom futebol. Um Braga confiante e um Vitória SC atrevido resultaram num jogo eletrizante e muito bem disputado desde o primeiro ao último minuto. A formação de Luís Pinto entrou sem medo de pressionar alto e foi colhendo alguns frutos, mas a competência do trio atacante dos gverreiros acabou por falar mais alto. Os vimaranenses voltaram a demonstrar a capacidade de se bater frente-a-frente com o top quatro da Primeira Liga, apesar de não ter os mesmos recursos. Um dos fatores determinantes para o ritmo de jogo ser tão elevado foi claramente as variações do Vitória SC entre uma pressão alta e um bloco mais compacto (mantendo a linha defensiva relativamente subida). Procuraram pressionar os defesas-centrais mais abertos do Braga (Arrey-Mbi e Barisic), procurando manter as marcações apertadas na zona central de forma a forçar passes de maior distância. Esta abordagem foi bem escolhida para este jogo pois nenhum dos três elementos do eixo defensivo bracarense é particularmente dotado na amplitude de passe. O problema, como tem sido para muitas equipas, encontrou-se nas movimentações do trio ofensivo Horta-Pau Víctor-Zalazar, que dificultou as já exigentes marcações numa estratégia tão corajosa.

Dinis Jacob · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Circulação rápida, movimentos de rutura e o corredor esquerdo como chave: como o Sporting dominou o Moreirense

O Sporting deslocou-se a Moreira de Cónegos e derrotou, de forma categórica, a equipa do Moreirense por 3-0. Para o encontro da 23.ª jornada da Primeira Liga, Vasco Botelho da Costa procedeu a duas alterações face ao último jogo em Vila do Conde, que terminou com o triunfo dos cónegos por 3-0. Cedric Teguia entrou para o lugar de Diogo Travassos, que não pôde ser opção por estar emprestado pelo Sporting, e Álvaro Martínez ocupou o lugar de Francisco Domingos no corredor esquerdo. Já Rui Borges pôde voltar a contar com o regresso de Luis Suárez, que substituiu (no papel) Pedro Gonçalves na posição 9 face ao último jogo, e promoveu ainda a entrada de Geny Catamo para o corredor direito, com Maxi Araújo a baixar para lateral esquerdo, Luís Guilherme a extremo esquerdo e Francisco Trincão a 10.

Rodrigo Lima · 9 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Do ruído ao rendimento | Braga domina o Rio Ave e transforma trabalho em resultados

Um mês depois da derrota embaraçosa na Taça de Portugal diante do Fafe, António Salvador proferiu as palavras «Começa a época a partir de hoje para as competições que temos». Foram declarações arrasadoras que refletiam uma inconsistência muito visível dentro das quatro linhas no início da temporada. A verdade é que a recente forma minhota tem dado muita razão ao presidente. O Braga dominou o Rio Ave durante 90 minutos, logo depois de uma exímia goleada ao AVS SAD. Não sendo os adversários mais difíceis do calendário, a turma de Carlos Vicens soube aproveitar as oportunidades para ganhar confiança e, mais importante, estabelecer uma tão necessária identidade. Carlos Vicens trouxe uma filosofia de jogo totalmente nova para o clube, baseada numa ideia de confortabilidade com bola mas muito capaz em transições, com muita liberdade posicional no último terço. São conceitos ambiciosos, mas que encaixam perfeitamente com a qualidade e profundidade do plantel do Braga. Esta experiência trata-se de uma novidade não só para os bracarenses, como também para o próprio técnico espanhol, visto que é a sua primeira oportunidade como treinador principal de uma equipa deste nível. Antes de chegar a Portugal, foi adjunto de Pep Guardiola no Manchester City e treinou vários escalões de formação na academia dos cityzens.

Dinis Jacob · 4 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

O mercado do Rio Ave e a situação (que gera revolta nos adeptos) de ser um clube satélite

O Rio Ave é um histórico da Primeira Liga, habituado a realizar temporadas seguras no campeonato, conseguindo trazer alguns craques para Portugal, ou trabalhar elementos que já estavam em solo luso. É uma equipa simpática, menos para os grandes rivais locais: Varzim e Leixões. Os vilacondenses foram um dos mais recentes conjuntos a ser inserido em um conglomerado de equipas. Hoje em dia o futebol é cada vez mais um negócio, onde o lucro passou a ser o principal objetivo. Em certos casos, deixam-se os princípios de lado, perdendo-se a identidade. Os vilacondenses não viveram uma situação fácil ao nível financeiro. Outrora o futebol era gerido por uma SDUQ (Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas), mas o momento aflitivo levou à conversão para uma SAD (Sociedade Anónima Desportiva), mudança apoiada pelos sócios, conscientes de que o clube corria risco de entrar em espiral negativa, como aconteceu a outros históricos. Em 2024, Alexandrina Cruz promoveu a venda de uma grande fatia desta SAD, permitindo a entrada de um investidor. Evangelos Marinakis, rosto reconhecido do futebol europeu, detentor do Olympiacos e do Nottingham Forest, viu em Vila do Conde uma oportunidade de negócio, de aumentar a sua rede e a sua influência. O empresário comprou 80% da SAD do Rio Ave por 20 milhões de euros, com vista a limpar as dívidas e a investir na equipa principal, procurando a longo prazo melhorar as infraestruturas.

Ricardo João Lopes · 6 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

A importância tática dos laterais no FC Porto de Francesco Farioli

O FC Porto carimbou a passagem aos oitavos de final da Europa League depois de receber e vencer o Rangers por 3-1, na passada quinta-feira, no Estádio do Dragão. Os dragões terminaram a fase de grupos no 5.º lugar da prova, com 17 pontos, fruto de cinco vitórias (Salzburgo, Estrela Vermelha, Nice, Malmo e Rangers), dois empates (Utrecht e Viktoria Plzen) e apenas uma derrota, frente ao Nottingham Forest. Perante um Rangers organizado num 5-4-1, com clara intenção de fechar o corredor central e impedir que jogadores como Rodrigo Mora ou Samu Aghehowa recebessem entrelinhas, ganharam especial relevância os movimentos dos laterais, em particular Francisco Moura. E é precisamente a partir deste contexto que se torna pertinente analisar a importância tática dos laterais no FC Porto de Francesco Farioli, tendo em conta a fase consistente da equipa e o sucesso alcançado até ao momento na temporada.

Rodrigo Lima · 6 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

O jogo associativo de Samu Aghehowa e a adaptação posicional de Santi García: análise tática do FC Porto x Gil Vicente

O FC Porto somou a 11.ª vitória consecutiva na Primeira Liga ao receber o Gil Vicente e vencer a equipa de César Peixoto por 3-0. Tal como tinha acontecido diante do Vitória SC, Francesco Farioli voltou a colocar Thiago Silva no onze inicial, manteve Jakub Kiwior pela esquerda e Martim Fernandes no lado direito. Gabri Veiga assumiu a posição de médio interior em detrimento de Rodrigo Mora, e Pêpê foi titular em vez de William Gomes, comparativamente ao jogo frente ao Viktoria Plzen. Já César Peixoto não promoveu alterações face à vitória diante do Nacional (2-1). Em relação à estratégia para o jogo, o Gil Vicente voltou a apresentar a estrutura que tem sido apanágio desta época e que tanto sucesso tem tido, não só pelo lugar que ocupa na tabela classificativa, mas também pelo caudal ofensivo e consistência defensiva que tem demonstrado.

Rodrigo Lima · 8 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

O impacto tático de Georgiy Sudakov num Benfica dominador em Vila do Conde

O Benfica regressou às vitórias no Estádio dos Arcos, após vencer o Rio Ave por 2-0. Comparativamente ao jogo do Estádio do Dragão, que ditou a eliminação das águias da Taça de Portugal, José Mourinho lançou Andreas Schjelderup para o lugar de Sidney Cabral e Georgiy Sudakov para a posição do lesionado Richard Ríos. Do lado do Rio Ave, Sotiris Sylaidopoulos promoveu apenas uma alteração no onze inicial, com a entrada de Nicolaos Athanasiou para o lugar de Vrousai, colocando o defesa grego como ala esquerdo e deslocando João Tomé para ala direito. Com o Rio Ave organizado num 5-2-3 em organização ofensiva e a defender num 5-4-1, o Benfica conseguiu, em grande parte da primeira parte, manusear muito bem as superioridades numéricas e a criação de espaços e vantagens nos três corredores. Nesse contexto, Georgiy Sudakov teve um papel preponderante a partir da posição de ‘10’. Face à desvantagem dos dois médios do Rio Ave perante o trio do Benfica — com encaixes individuais entre Leandro Barreiro e Aursnes com Aguilera e Andreas Ntoi —, o internacional ucraniano movimentou-se por todo o campo, oferecendo várias linhas de passe e encontrando espaço nas costas dos médios vilacondenses. Além disso, não hesitou em baixar no terreno para participar na construção, e essa constante dúvida gerada nas suas movimentações acabou por ser uma das chaves para uma pressão menos eficaz do Rio Ave na primeira parte.

Rodrigo Lima · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

A importância de João Simões na dinâmica ofensiva e na imprevisibilidade do jogo do Sporting

A entrada de João Simões, com apenas 18 anos, na equipa titular do Sporting tem surgido com uma grande naturalidade, tendo em conta as exibições que tem realizado ao serviço dos leões. O médio português soma atualmente 16 jogos na presente temporada, com um golo e uma assistência, mas mais do que os números, João Simões tem oferecido várias soluções ao Sporting, sobretudo na dinâmica ofensiva da equipa. Olhando para as características do jogador, percebemos que se trata de um médio bastante completo: forte na condução de bola, competente na finalização e muito inteligente nos movimentos sem bola. Destaca-se pela capacidade de baixar no terreno para oferecer soluções diretas ou indiretas (atrair adversários) na construção, mas também pelos movimentos de ataque ao espaço, idealmente pelo lado esquerdo.

Rodrigo Lima · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

O plano estratégico do AVS SAD para tentar condicionar o FC Porto no Estádio do Dragão

O FC Porto somou a oitava vitória consecutiva na Primeira Liga, a décima quinta na competição, depois de bater o último classificado AVS SAD por 2-0, no Estádio do Dragão. O início de temporada do conjunto da Vila das Aves tem sido marcado por grandes dificuldades. A equipa começou sob o comando de José Mota, passou depois por João Pedro Sousa – que também não conseguiu obter consistência exibicional – e acabou por recorrer a João Henriques na tentativa de inverter o ciclo negativo e dar nova direção à equipa. Na estreia de João Henriques no comando do AVS SAD, frente ao Nacional, a equipa deixou escapar uma vantagem de dois golos, mas apresentou bons indicadores para uma formação que, neste início de temporada, se tinha mostrado anti-competitiva em vários encontros. Na antevisão ao jogo da 16.ª jornada, Francesco Farioli destacou a exigência da partida, salientando que João Henriques tinha apenas um jogo no comando do AVS SAD, o que tornava mais difícil analisar os padrões e dinâmicas da equipa adversária.

Rodrigo Lima · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

A mobilidade do Braga que criou problemas ao Benfica e a importância de Georgiy Sudakov e Fredrik Aursnes na reação das águias

Braga e Benfica protagonizaram um dos jogos mais emocionantes desta temporada na Primeira Liga. As duas equipas empataram a duas bolas, no Estádio Municipal de Braga, num encontro de emoções fortes, a contar para a 16.ª jornada do campeonato. No plano tático, José Mourinho voltou a contar com Leandro Barreiro e lançou o médio luxemburguês no onze inicial depois de dois jogos de ausência por lesão. Tendo em conta o modelo de jogo recente adotado pelo técnico do Benfica, muito por força da ausência de jogadores com um perfil mais desequilibrador, a equipa encarnada passou a privilegiar o processo ofensivo com muitos jogadores pelo corredor central. Aursnes, Sudakov e Leandro Barreiro surgiam próximos, apoiados ainda por Enzo Barrenechea e Richard Ríos. Perante esta concentração de jogadores numa zona tão nevrálgica e importante para a equipa do Braga, Carlos Vicens voltou a recorrer a várias das dinâmicas já utilizadas frente ao FC Porto, tanto na estrutura da equipa como nas escolhas para o onze inicial. Pau Víctor foi novamente titular e teve um papel fundamental. Os primeiros 30 minutos do Braga foram de clara imposição sobre o Benfica, com a equipa minhota instalada em grande parte no meio-campo adversário. Tal como no Estádio do Dragão, Pau Víctor assumiu um papel híbrido, descendo frequentemente no terreno para reforçar o corredor central e funcionar como um quarto ou quinto médio na saída desde trás. Este posicionamento não só criou superioridades num espaço-chave do jogo, como também levantou dúvidas nas referências defensivas do Benfica. Se Otamendi acabasse por ser atraído, o Braga encontrava espaço para explorar a profundidade, através de bolas longas para possíveis ataques ao espaço de Ricardo Horta ou Leonardo Lelo.

Rodrigo Lima · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Um olhar tático sobre o Vitória SC x Sporting: nuances, superioridades no corredor central e variabilidade ofensiva dos leões

A um dia da véspera de Natal, o Sporting passou com distinção na sempre difícil deslocação à Cidade Berço. No encontro que marcou o fecho da 15.ª jornada da Primeira Liga, a equipa comandada por Rui Borges goleou o Vitória SC por 4-1, consolidou o 2.º lugar da tabela classificativa e manteve a desvantagem de cinco pontos para o líder FC Porto. No plano tático, Rui Borges surpreendeu ao lançar, pela primeira vez esta temporada, a dupla Luís Suárez–Fotis Ioannidis num jogo de elevada exigência. Ainda assim, tendo em conta a capacidade de pressão alta do Vitória SC, fazia sentido que o Sporting procurasse explorar as costas da equipa de Luís Pinto e a profundidade que poderia surgir em determinados momentos do encontro. Do outro lado, o técnico vimaranense manteve a sua habitual estrutura em 4-2-4 ou 4-4-2, consoante o bloco, mas também promoveu alterações na frente de ataque, com Oumar Camara a juntar-se a Alioune Ndoye.

Rodrigo Lima · 6 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Pressão organizada, ajustes táticos e Vangelis Pavlidis: as chaves da vitória do Benfica perante o Moreirense

O Benfica chegava a Moreira de Cónegos no melhor momento da temporada, tendo em conta as últimas exibições e resultados. Depois das palavras fortes de José Mourinho para com a equipa no encontro frente ao Atlético CP, os encarnados derrotaram Ajax e Nacional, empataram com o Sporting - tendo sido, no cômputo geral, superiores aos leões - e voltaram a triunfar na Champions League, desta vez frente ao Nápoles. O Moreirense, por sua vez, depois de um início de temporada com um registo superlativo nos jogos em casa, somando vitórias nos primeiros quatro encontros disputados no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, vinha de dois empates frente a Estoril e Famalicão. No que toca às escolhas dos dois treinadores, não houve grandes surpresas. Do lado dos cónegos, Alanzinho, um dos jogadores mais influentes da manobra ofensiva do Moreirense, viu o quinto cartão amarelo na última jornada e não esteve disponível, sendo substituído por Benny. Já no Benfica, e depois da titularidade de Franjo Ivanovic no último jogo, era expectável que Vangelis Pavlidis voltasse ao onze inicial da equipa encarnada.

Rodrigo Lima · 8 min de leitura
Ler a crónica

Chegaste ao fim.