Última horaClima de tensão em Alvalade: Rui Borges assobiado antes do Sporting x Marítimo

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Olhar tático ao Rio Ave x Sporting: os riscos do 4×4 e a importância das coberturas leoninas perante a mobilidade de Tamble e Jalen Blesa

O Sporting deslocou-se a Vila do Conde para defrontar o Rio Ave e venceu a equipa de Sotiris Sylaidopoulos por 4-1, num encontro referente à 33.ª jornada da Primeira Liga. Tendo em conta o interessante mercado de janeiro realizado pela equipa vilacondense e as exibições apresentadas nos últimos meses, muito assentes na construção de um ataque possante, móvel e rápido, esperava-se um jogo extremamente exigente para os leões continuarem na luta pelo segundo lugar.

Rodrigo Lima · 9 min de leitura
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Começo demolidor acaba em desilusão | Famalicão 2-2 Benfica

No 22 de Junho, a urgência e a intensidade vertiginosa do Benfica desde o primeiro segundo em Famalicão foi evidente, como quem queria resolver tudo antes que o jogo tivesse tempo de respirar. No arranque da partida, a intensidade encarnada fez parecer inevitável um desfecho tranquilo, mas o futebol raramente se decide impulsos iniciais. Do outro lado, crescia um Famalicão sereno e confiante, sustentado por uma longa série de bons resultados, que voltou a medir forças com um 'grande' sem complexos e com a convicção de quem tem confiança no caminho que pisa. E, quando o apito final soou, o contraste era evidente: o fulgor inicial do Benfica foi diluído numa saída de cabeça baixa, com um resultado que não só sabe a pouco, como abre portas a uma luta acesa com o Sporting por um lugar na Champions League. José Mourinho optou pelo trio de meio-campo mais móvel dos encarnados, com a ideia de instalar uma pressão intensa na primeira fase de construção famalicense e de ter atletas capazes de igualar a mobilidade do trio da equipa da casa. Com Aursnes encarregue de uma marcação apertada a Gustavo Sá, o Benfica conseguiu condicionar o Famalicão a sair pelo lado esquerdo, alternando entre Ríos a saltar na pressão e Barreiro a baixar para cobrir a linha de Van de Looi. Desta forma, foram capazes de anular duas das principais armas da equipa orientada por Hugo Oliveira: os apoios frontais de Gustavo Sá e as bolas longas em diagonal para a velocidade de Sorriso. Asfixiado pela intensidade da pressão, o Famalicão acaba por conceder um penálti na própria saída de bola, convertido por Andreas Schjelderup.

Dinis Jacob · 6 min de leitura
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Olhar tático ao jogo do título: as dinâmicas de Francesco Farioli e Custódio Castro no FC Porto x Alverca

O FC Porto venceu o Alverca por 1-0 no Estádio do Dragão e conquistou o 31.º título de campeão nacional da sua história, colocando um ponto final num jejum de três anos. Mais do que uma simples vitória, este foi o culminar de um processo de reconstrução, tanto para Francesco Farioli, depois das dificuldades sentidas no final da época transata no Ajax, como para os próprios dragões, que vinham de uma temporada 2024/25 marcada por instabilidade e rendimento irregular. Desta vez, a resposta foi muito clara perante a regularidade exibicional e consistência competitiva por parte dos dragões ao longo de toda a época. No encontro da 32.ª jornada da Primeira Liga, a equipa portista teve de ser extremamente competente para ultrapassar um Alverca bem preparado por Custódio Castro, que apresentou soluções eficazes para exponenciar o seu momento defensivo e criar dificuldades aos dragões no plano ofensivo.

Rodrigo Lima · 8 min de leitura
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Olhar tático ao AVS x Sporting: a lenta variação de flanco dos leões, os ajustes de Rui Borges ao intervalo e a importância de Pedro Lima nas transições

O Sporting comprometeu as suas aspirações aos lugares de Champions League depois de empatar (1-1) na deslocação à Vila das Aves, frente ao AVS, na 31.ª jornada da Primeira Liga. Rui Borges procedeu a várias alterações no onze inicial, comparativamente ao jogo a meio da semana com o FC Porto para a Taça de Portugal, fazendo descansar várias peças que estavam no limite físico, a que se juntaram ainda algumas ausências por lesão. Gonçalo Inácio e Morten Hjulmand não puderam dar o seu contributo devido às lesões contraídas no Estádio do Dragão, enquanto Luis Suárez, Maxi Araújo, Eduardo Quaresma e Geny Catamo foram relegados para o banco de suplentes. Assim, Georgios Vagiannidis, Ricardo Mangas, Georgi Kochorashvili, Pedro Gonçalves e Rafael Nel surgiram como titulares nos leões, com o objetivo de trazer também outro dinamismo físico à equipa.

Rodrigo Lima · 8 min de leitura
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Olhar tático ao FC Porto x Sporting: o papel das marcações individuais, a pressão alta dos dragões e a dupla largura dos leões

O Sporting garantiu a presença na final da Taça de Portugal pela terceira vez consecutiva, depois de ter empatado com o FC Porto no Estádio do Dragão (0-0), no jogo da segunda mão da meia-final da prova rainha. Tendo em perspetiva a vantagem de um golo que os leões traziam da primeira mão, era esperado que os dragões assumissem as rédeas do jogo para virar essa desvantagem, como Francesco Farioli já tinha referido em conferência de antevisão. Assim sendo, o FC Porto entrou logo a pressionar à entrada da área do Sporting, sendo percetível a aposta em Deniz Gul novamente para melhorar esse momento de pressão, em detrimento de Terem Moffi. Em 2+4 ou 2+3, dependendo do posicionamento de Alberto Costa, os dragões quiseram orientar a pressão para o lado direito, lado de Diomandé e Eduardo Quaresma, e fechar o espaço de Gonçalo Inácio, tendo em conta a sua capacidade com bola e importância na construção da equipa de Rui Borges.

Rodrigo Lima · 8 min de leitura
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Olhar tático ao FC Porto x Tondela: A mobilidade de Rony Lopes, o papel dos extremos e os ajustes de Francesco Farioli e Gonçalo Feio

O FC Porto deu um passo muito importante na conquista do título ao vencer o Tondela por 2-0 no Estádio do Dragão. Os azuis e brancos entraram em campo depois do dérbi, já a saber da derrota do Sporting frente ao Benfica e cientes de que um triunfo frente à equipa beirã poderia colocar os dragões na rota do título. No encontro referente à 30.ª jornada da Primeira Liga, esperava-se um Tondela personalizado, tendo em conta as ideias de jogo de Gonçalo Feio que foram implementadas nos últimos dois jogos frente ao Vitória SC e ao Gil Vicente. Com a equipa beirã numa situação difícil e a precisar de pontos, o técnico português implementou vários apontamentos táticos para contrariar a equipa de Francesco Farioli, que tiveram efeito, principalmente na primeira parte.

Rodrigo Lima · 10 min de leitura
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Olhar tático ao Braga x FC Porto: as diferenças na primeira fase de pressão e a importância das diagonais e exploração de espaços

O FC Porto passou num dos testes mais difíceis da Primeira Liga e, talvez, no mais exigente a nível teórico desta fase final da temporada no panorama nacional. A equipa de Francesco Farioli derrotou o Braga por 2-1, no encontro relativo à 27.ª jornada da competição, e consolidou a liderança da tabela classificativa, com mais sete pontos do que Sporting (menos um jogo) e Benfica, que ocupam o segundo e terceiro lugar. Perante duas equipas muito semelhantes no que toca à pressão homem a homem e à forma como condicionam a primeira fase de construção adversária com vários jogadores, esperava-se um jogo particularmente parecido ao da primeira volta, no Estádio do Dragão. Ainda assim, a grande diferença entre ambas está na forma como encaram a posse de bola: o FC Porto apresenta-se como uma equipa mais camaleónica, capaz de se ajustar às diferentes fases do jogo, enquanto o Braga privilegia a posse, sendo através dela que se sente mais confortável.

Rodrigo Lima · 6 min de leitura
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Uma convocatória insossa | Portugal

Às 12h30 desta sexta-feira, Roberto Martínez, selecionador nacional, deu a conhecer os convocados para a última data FIFA antes do Mundial 2026. Sem poder contar com os habituais selecionados Cristiano Ronaldo, Rúben Dias, Bernardo Silva, João Palhinha e, até mesmo, Nélson Semedo, o técnico de nacionalidade espanhola promoveu a estreia de Mateus Fernandes na convocatória da seleção principal e o regresso de Tomás Araújo, Rodrigo Mora, Ricardo Horta e Gonçalo Guedes. As partidas frente a México e Estados Unidos, disputadas no Estádio Azteca – na Cidade do México – e no Estádio Mercedes-Benz – em Atlanta -, para além de constituírem um papel importante na consolidação de uma ideia de jogo, têm o intuito de adaptar a equipa às condições climáticas e atmosféricas da América do Norte, bem como a caraterísticas técnicas, táticas e físicas apresentadas por países fora do continente europeu. Assim, tendo em conta esse objetivo do selecionador nacional em adaptar os jogadores à realidade que será vivida durante o Campeonato do Mundo, citando o próprio, será “muito difícil poder entrar” qualquer jogador que ainda não tenha estado nos trabalhos da seleção.

Manuel Brito Henriques · 4 min de leitura
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Gverreiros apresentam a resposta que a eliminatória pediu | Braga 4-0 Ferencváros

O carimbo para os quartos-de-final da Europa League não foi fácil de adquirir, mas a resposta dos gverreiros em Braga não deixou quaisquer dúvidas sobre qual das equipas mereceu mais a passagem à próxima fase. O Braga entrou de forma fulminante, acrescentando uma maior ameaça ofensiva à qualidade com bola que vimos na primeira mão e que têm demonstrado ao longo de toda a temporada. A pressão alta e marcação individual do Ferencváros manteve-se, mas as dinâmicas introduzidas por Carlos Vicens desmontaram-nas de forma exímia. O detalhe essencial que mudou o ataque bracarense foi o posicionamento adiantado de Gabri Martínez na ala esquerda, que fez inúmeras movimentações diagonais nas costas da defesa adversária. Estes movimentos foram eficazes graças à liberdade posicional do trio de ataque, que retirou as referências às marcações adversárias. Desta forma, foram capazes de acrescentar uma ameaça de saída de bola longa, forçando os húngaros a reduzir a intensidade da pressão. No momento sem bola, o espanhol mantinha-se mais alto que Victor Gómez, do lado contrário, permitindo que Ricardo Horta estivesse encarregue de uma marcação individual ao médio brasileiro, Júlio Romão.

Dinis Jacob · 6 min de leitura
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Lukebakio e Schjelderup foram decisivos nos corredores e abriram caminho para Ivanovic decidir: análise tática ao Arouca x Benfica

Depois de Sporting e FC Porto terem tido a difícil tarefa de derrotar o Arouca já nos instantes finais dos respetivos jogos, foi a vez do Benfica também sentir a dificuldade de jogar perante a equipa de Vasco Seabra. Os encarnados derrotaram os arouquenses por 2-1 na 26.ª jornada da Primeira Liga, no último sábado, em jogo disputado no Estádio Municipal de Arouca. José Mourinho mexeu em várias peças em comparação com o jogo frente ao FC Porto e lançou António Silva, Alexander Bah, Leandro Barreiro e Dodi Lukebakio no onze inicial. Já Vasco Seabra voltou a colocar Javier Sánchez no onze, em detrimento de Boris Popovic. A equipa do Benfica acabou por ter uma entrada em falso, já que, ao minuto 7, o árbitro assinalou grande penalidade a favor do Arouca por infração de António Silva. Na marca dos onze metros, Iván Barbero desviou a bola de Anatoliy Trubin e inaugurou o marcador a favor do conjunto da casa.

Rodrigo Lima · 6 min de leitura
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A renovação de Rui Borges pelo Sporting: um segredo mal guardado e uma continuidade justificada

A renovação de contrato de Rui Borges foi uma das questões que marcaram as eleições do Sporting, com Frederico Varandas a não querer utilizar a possibilidade da continuidade do técnico como trunfo e Bruno Sá a não garantir que o ex-Vitória SC se manteria no cargo. A extensão de vínculo de Rui Borges será uma realidade nas próximas semanas, é um segredo mal guardado, uma decisão fácil de antever. A direção atual dos leões confiou no antigo médio para comandar o projeto, levando a formação de Alvalade a vencer as últimas edições da Primeira Liga e da Taça de Portugal. Já em 2025/26, o Sporting é segundo classificado do campeonato, com legítimas aspirações de continuar a sonhar pelo título, ainda está na Taça de Portugal e realizou uma fase de liga da Champions League histórica, embora a primeira-mão dos oitavos de final frente ao Bodo/Glimt tenha apagado tal facto da memória, que no futebol é bem seletiva.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
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As nuances táticas do Braga x Sporting: a mobilidade de Diego Rodrigues na equipa minhota e os ajustes de Rui Borges na pressão dos leões

Braga e Sporting protagonizaram um jogo de emoções fortes que terminou com uma igualdade a duas bolas, no jogo da 25.ª jornada da Primeira Liga. Em relação ao triunfo diante do FC Porto para a Taça de Portugal, Rui Borges colocou apenas Pedro Gonçalves na esquerda e relegou Luís Guilherme para o banco. Já do lado do Braga, Carlos Vicens não contou com Barisic e lançou Paulo Oliveira para o seu lugar. O treinador espanhol também deu a titularidade a João Moutinho no meio-campo, com Diego Rodrigues a partir da ala esquerda. Tendo em conta o jogo em Alvalade, em que o Sporting tinha tido dificuldades em encaixar nas referências do Braga, sobretudo na primeira fase de construção da equipa minhota, era importante que os leões conseguissem gerir bem as distâncias e os tempos de pressão. A realidade é que o Sporting fez uma primeira parte de grande nível nesse sentido. Para além do trio de ataque formado por Pedro Gonçalves, Trincão e Luis Suárez, Rui Borges colocou Hidemasa Morita mais subido, com Morten Hjulmand a gerir marcações entre a linha defensiva e ofensiva do Sporting.

Rodrigo Lima · 9 min de leitura
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Olhar tático ao Gil Vicente x Benfica: Bloco médio, corredores laterais como espaço-chave e a importância das variações de flanco

O Benfica superou uma das deslocações mais difíceis desta temporada 2025/26 na Primeira Liga. A equipa de José Mourinho venceu o Gil Vicente por 2-1, em jogo relativo à 24.ª jornada. O técnico encarnado promoveu duas alterações face ao último encontro frente ao Real Madrid: Gianluca Prestianni rendeu Richard Ríos e António Silva ocupou o lugar de Tomás Araújo. Já César Peixoto não pôde contar com Gustavo Varela, por estar emprestado pelo Benfica, e lançou Héctor para o seu lugar, além de apostar em Agustín Moreira e Marvin Elimbi em detrimento de Joelson Fernandes e Antonio Espigares, após a derrota frente ao Estoril Praia. As duas equipas apresentaram muitas semelhanças estruturais. A partir de um bloco médio, alternavam entre um 4-4-2 e um 4-3-3, dependendo sobretudo dos movimentos de Rafa Silva no Benfica e de Santi García no Gil Vicente. Na primeira fase de pressão, ambas procuravam condicionar a saída adversária com uma estrutura de 2+3. Perante organizações muito compactas e com prioridade em fechar o corredor central, os corredores laterais assumiam-se como fundamentais para criar superioridades e, consequentemente, perigo.

Rodrigo Lima · 8 min de leitura
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Um olhar tático ao FC Porto x Arouca: as mudanças táticas de Vasco Seabra e o papel do corredor esquerdo na equipa de Francesco Farioli

O FC Porto regressou ao Estádio do Dragão após a vitória frente ao Rio Ave e voltou a vencer, desta vez diante do Arouca de Vasco Seabra (3-1). Em relação ao jogo anterior, Francesco Farioli não pôde contar com Alan Varela devido a suspensão e fez regressar Jakub Kiwior, que voltou a formar dupla no eixo defensivo com Jan Bednarek, enquanto Pablo Rosário assumiu a posição de 6’. O Arouca, por sua vez, também teve várias ausências importantes por suspensão - Hynju Lee, Espen van Ee e Tiago Esgaio - e lançou para os seus lugares o jovem Diogo Monteiro, Pablo Gozalbez e Brian Mansilla. Perante estas limitações, Vasco Seabra fez várias alterações táticas em comparação com a forma habitual de jogar da equipa.

Rodrigo Lima · 8 min de leitura
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Rodrigo Mora a falso 9: encaixa no modelo de jogo de Francesco Farioli?

O FC Porto voltou a triunfar para a Primeira Liga, desta vez frente ao Rio Ave de Sotiris Silaidopoulos, por 1-0, no Estádio do Dragão. Num jogo em que o FC Porto foi tendo o controlo e capacidade para criar oportunidades - apesar de voltar a pecar na finalização - saltou à vista a entrada de Rodrigo Mora para falso 9, entre o minuto 75’, quando Francesco Farioli retirou Deniz Gul para lançar Seko Fofana, e o minuto 85’, momento em que colocou Terem Moffi por Victor Froholdt. Nesse período, viu-se Rodrigo Mora a recuar várias vezes no terreno para ser mais uma solução na zona intermediária, gerar combinações e funcionar como elemento importante na criação de superioridades, formando um 4x3 nessa zona. Ainda assim, fica a questão: faz sentido utilizar Rodrigo Mora a falso 9? Para responder, é necessário perceber o contexto em que está inserido e, sobretudo, as ideias-chave de Francesco Farioli no seu modelo de jogo. Sabe-se que o técnico italiano prima por um estilo específico, padronizado e muito baseado na componente física. Nesse sentido, Rodrigo Mora, no início da temporada, era um jogador que claramente não se enquadrava nesse perfil: mais técnico, mais criativo, mais confortável com tempo de bola, menos capacidade física. Daí também se explicam as dificuldades que teve para se impor no arranque da época, depois de uma temporada transata em que foi um dos melhores - ou mesmo o melhor - jogador dos dragões.

Rodrigo Lima · 7 min de leitura
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