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Pau Víctor

53 artigos

Braga

O abafado ambiente na casa do engenheiro | Bétis x Braga

Há 23 anos, o Porto vencia o Celtic para conquistar a sua primeira Taça UEFA no mesmo La Cartuja onde o Braga disputa a sua temporada. Com o habitual quarto posto nacional já praticamente assegurado, resta ao projecto arsenalista a glória europeia para tornar positiva a estreia de Carlos Vicens. A juntar a esse reforço simbólico, o lembrete de que a primeira e única vez que o Braga alcançou uma meia-final europeia faz já 15 anos, o que parece pouco para tanta consistência do projecto encabeçado por António Salvador; Para dar passo em frente e repetir o feito, bastará ao Braga aguentar a pressão de mais de sessenta mil eufóricos – porque do outro lado, na Andaluzia verde e branca, nunca se viu o clube chegar tão longe na segunda competição continental.

Pedro Cantoneiro · 6 min de leitura
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Opinião

Do ruído ao rendimento | Braga domina o Rio Ave e transforma trabalho em resultados

Um mês depois da derrota embaraçosa na Taça de Portugal diante do Fafe, António Salvador proferiu as palavras «Começa a época a partir de hoje para as competições que temos». Foram declarações arrasadoras que refletiam uma inconsistência muito visível dentro das quatro linhas no início da temporada. A verdade é que a recente forma minhota tem dado muita razão ao presidente. O Braga dominou o Rio Ave durante 90 minutos, logo depois de uma exímia goleada ao AVS SAD. Não sendo os adversários mais difíceis do calendário, a turma de Carlos Vicens soube aproveitar as oportunidades para ganhar confiança e, mais importante, estabelecer uma tão necessária identidade. Carlos Vicens trouxe uma filosofia de jogo totalmente nova para o clube, baseada numa ideia de confortabilidade com bola mas muito capaz em transições, com muita liberdade posicional no último terço. São conceitos ambiciosos, mas que encaixam perfeitamente com a qualidade e profundidade do plantel do Braga. Esta experiência trata-se de uma novidade não só para os bracarenses, como também para o próprio técnico espanhol, visto que é a sua primeira oportunidade como treinador principal de uma equipa deste nível. Antes de chegar a Portugal, foi adjunto de Pep Guardiola no Manchester City e treinou vários escalões de formação na academia dos cityzens.

Dinis Jacob · 4 min de leitura
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Opinião

Nulo, mas seguro | Go Ahead Eagles 0-0 SC Braga

O SC Braga foi a Deventer com um objetivo simples, sair vivo e sem sustos, num jogo em que o contexto pedia mais cabeça do que brilho. O ambiente no De Adelaarshorst ajudou o Go Ahead Eagles a empurrar o jogo para um registo de intensidade e duelos, mas a equipa minhota respondeu com maturidade, mas com pouco espetáculo e muita segurança. Taticamente, o desenho também empurrou o encontro para essa zona “cinzenta”. O Go Ahead manteve a sua base, o Braga apresentou-se com um bloco bem montado, sem grandes aventuras, e isso notou-se desde cedo: havia bola, havia circulação, mas faltava espaço. O Braga teve mais posse e rematou mais, porém quase sempre em zonas controladas, sem aquela aceleração que transforma domínio em perigo real. Foi um jogo de gestão, controlar sem se expor, impor sem se partir.

Samuel Pinho · 2 min de leitura
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Opinião

Pouco brilho mas muita resiliência: Braga resiste a um Famalicão que pode sonhar alto| Famalicão 1-2 Braga

A vitória do Braga em Famalicão levanta uma questão inevitável: estará a equipa bracarense finalmente a encontrar a consistência que tanto tem faltado esta época? O jogo do passado sábado deixou alguns sinais claros, sendo alguns positivos e outros nem tanto. De qualquer das formas, aproveitaram a oportunidade para voltar ao quinto lugar da Primeira Liga. Já o Famalicão, foi uma equipa que se mostrou capaz de se bater frente-a-frente contra o adversário, sendo capaz de condicionar os processos ofensivos e de criar oportunidades que poderiam ter mudado o contexto do jogo. A equipa da casa arrancou melhor na partida, conseguindo limitar bastante a saída curta do Braga através de uma marcação apertada aos extremos bracarenses, não permitindo que estes oferecessem apoios frontais. Sorriso foi importante neste processo, acompanhando também as constantes desmarcações de Victor Gómez pelo corredor direito. O extremo brasileiro foi ainda o foco dos ataques famalicenses durante a primeira parte, recebendo vários passes diagonais na exploração da profundidade, algo já enfatizado pelo técnico Hugo Oliveira como essencial no ataque da sua equipa. Para além disso, aproveitou o facto de o defesa-lateral espanhol estar mais subido na pressão para encontrar espaços nos quais atacou as situações de um-para-um frente a Gustaf Lagerbielke.

Dinis Jacob · 5 min de leitura
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Clubes Portugueses

A aposta dos clubes portugueses no mercado espanhol

Com a chegada de Luis Suárez, ex-jogador do Almería, da segunda divisão do campeonato espanhol, ao campeonato português para tentar substituir as proezas de Gyokeres como ponta de lança do Sporting, é importante fazer um balanço que analise o passado e as janelas mais recentes quanto à estratégia das várias formações que compõem a primeira divisão portuguesa. Suárez não é o primeiro, nem será o último avançado vindo do mercado espanhol a entrar na Liga para colmatar as lacunas de finalização e de crescimento da sintonia do coletivo de uma equipa. O avançado colombiano, de 27 anos, marcou 31 golos e fez oito assistências ao serviço do Almería na época passada, ajudando o clube a chegar aos play-offs de promoção para a La Liga, onde foram derrotados pelo Real Oviedo no conjunto das duas mãos, nas meias-finais.

Miguel Vete · 4 min de leitura
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