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Primeira Liga Portuguesa

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Estrela da Amadora

Uma estrela reinventada | Estrela da Amadora 2-2 Gil Vicente

Pouco antes do Clássico que marcou a jornada 25 da Primeira Liga, o Estrela da Amadora e o Gil Vicente abriam o apetite para uma tarde de futebol muito agradável. Para além dos 500 adeptos que vieram de Barcelos para demonstrar o apoio à equipa de César Peixoto – numa iniciativa que deve ser enaltecida e congratulada, já que o clube garantiu transporte e bilhete gratuito aos seus associados – e de mais de três mil adeptos estrelistas que pintavam grande parte da bancada de vermelho, branco e verde, o embate entre estes dois emblemas garantiu emoção do início ao fim do jogo. Murilo de Souza abriu o placar nos primeiros 15 minutos, através da marca dos 11 metros. No segundo tempo, entre os 54 e os 66 minutos, os amadorenses consumavam a reviravolta, depois de Jovane Cabral e Abraham Marcus fazerem o gosto ao pé. Contudo, a festa tricolor durou meros instantes porque, através de uma combinação indireta entre Elimbi, Héctor Hernández e Santi García, surgiu o golo do empate. Com o 2-2 registado no marcador final, o Estrela da Amadora acaba a presente jornada na 12ª posição, com 25 pontos – mais três do que o clube que ocupa o lugar de acesso ao playoff de manutenção –, e o Gil Vicente mantém-se no quinto lugar, desta feita com 41 pontos. O duelo no Estádio José Gomes teve duas partes distintas. Com Sydney van Hooijdonk e Leandro Antonetti lesionados, João Nuno foi, uma vez mais, obrigado a adaptar-se ao que o contexto exige. Como tal, o ex-treinador do Belenenses iniciou a partida sem uma referência ofensiva clara. Jovane Cabral funcionou como falso nove, baixando para criar superioridade e, teoricamente, ajudar a ligar a defesa ao ataque ou promover brechas na última linha defensiva – através de arrastamento de um dos centrais - com Stoica a procurar atacar o espaço entre a defensiva gilista e o guarda-redes Lucão.

Manuel Brito Henriques · 6 min de leitura
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Opinião

5 jogadores que podem decidir o Benfica x FC Porto

Joga-se este domingo, no Estádio da Luz, a 25.ª jornada da Liga Portuguesa que coloca frente a frente Benfica e FC Porto. Entre dois históricos do futebol nacional, espera-se um encontro de grande intensidade, como é tradição sempre que estas duas equipas se encontram. Habitualmente, os clássicos entre águias e dragões são marcados pelo equilíbrio competitivo, pela exigência tática, emoção e por momentos de grande qualidade coletiva e individual, em que qualquer detalhe pode acabar por fazer a diferença no resultado. Embora cada um dos emblemas apresente os seus trunfos, as diferenças de abordagem prometem um duelo estratégico interessante. Visto só a vitória interessar, a equipa orientada por José Mourinho deverá procurar assumir maior protagonismo ofensivo, tentando impor a sua estratégia e pressionar os dragões, sustentada também pela invencibilidade na Liga, o que reforça a confiança do conjunto encarnado. Já o coletivo portista tenderá a apresentar-se mais coeso e organizado do ponto de vista defensivo, privilegiando a solidez coletiva e a capacidade de explorar eventuais lacunas do adversário em momentos de transição ou de recuo coletivo.

Jorge Afonso · 4 min de leitura
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FC Porto

FC Porto | O auto da barca do Dragão

Alvalade. Luz. Avião para a Alemanha. Moreirense e Estugarda no Dragão. Braga. Depois de uma primeira volta quase perfeita, o FC Porto vai enfrentar uma das sequências mais diabólicas que o futebol português viu nos últimos anos. E nunca o fado foi tão italiano - quis o destino que a equipa que vai ter de passar por este mês horribilis fosse a turma de Francesco Farioli, que no ano passado viu o título do Ajax a fugir, cruelmente, na reta final do campeonato.

Diogo Mesquita · 3 min de leitura
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Sporting

Importante batalha no Minho | SC Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga vai ser palco de um embate de altas emoções, em plena jornada decisiva da atual edição da Liga Portuguesa. Com o Sporting em perseguição ao líder isolado FC Porto, a vontade que se vive entre os pupilos de Rui Borges é de triunfar, diante de um adversário que já causou estragos na época em curso. Os leões têm sido felizes nos últimos embates disputados e no presente ano civil, para a Liga, ainda não sofreram qualquer derrota e somam apenas um empate, na deslocação em Barcelos. Com o Clássico entre Benfica e Porto na antecâmera, os verdes e brancos têm a ambição de triunfar e esperar um desfecho frutuoso para as contas finais da Liga Portuguesa, em plena jornada de grandes emoções.

Inês Flores · 3 min de leitura
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Sporting

Euphoria em Alvalade: O estilo de jogo pela zona interior que desmontou o Estoril

Se o futebol é, muitas vezes, uma questão de ocupação de espaços, o Sporting deu, nesta 24.ª jornada contra o Estoril Praia, uma verdadeira aula de como redesenhar a variabilidade ofensiva dentro do jogo. Num triunfo claro por 3-0, os leões não só somaram os pontos, como enviaram uma mensagem clara: o ataque à profundidade e as combinações quando bem trabalhadas, são armas letais que este plantel possui. E o rosto dessa inteligência tem nome: Luis Suárez. Esqueçam o ponta-de-lança estático. Luis Suárez provou que o seu valor está na capacidade de recuar, de baixar no terreno e de arrastar consigo a marcação, criando o caos nas costas dos defesas adversários. Foi assim que o Sporting desmontou o Estoril. Com Francisco Trincão a assumir um papel mais interior e a combinar com o colombiano muito na frente junto dele, a equipa libertou-se da dependência exclusiva dos corredores laterais.

David Monteiro · 4 min de leitura
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Sporting

Noite de estrelas em Alvalade | Sporting

Num jogo que se previa difícil para o campeão em título, o Sporting goleou por 3-0 o Estoril de Ian Cathro, uma das equipas que melhor futebol pratica na liga portuguesa, na 23.ª jornada, e aproxima-se do Porto na corrida pelo título.  Alvalade preparava-se para uma boa noite de futebol, com direito a estrelas de Hollywood na bancada, e a primeira parte da equipa verde e branca foi digna de cinema. O Sporting entrou com intenções claras de explorar as debilidades defensivas de um Estoril que gosta de pressionar alto, que nunca se acobarda perante os ditos três grandes e que se compromete a debater de igual para igual. Perante este contexto, o primeiro golo surge logo aos 6’, por intermédio de Luis Suárez, após um belíssimo passe de Francisco Trincão nas costas da defensiva canarinha, que deixou o avançado colombiano sem marcação.

José Vale · 3 min de leitura
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FC Porto

Manter o voo do líder | FC Porto x Arouca

As primeiras ilações finais da presente edição da Liga Portuguesa começam a ser desenhadas e é com esse pormenor em mente que o FC Porto de Farioli vai entrar em campo, frente ao Arouca, num embate relativo à 24.ª jornada da competição nacional. Os azuis e brancos, que embora tenham perdido pontos em duas jornadas consecutivas, têm feito uma caminhada exemplar o que faz com que estejam confortavelmente na liderança desde uma fase relativamente precoce do campeonato, mas vão enfrentar agora um período decisivo naquilo que vão ser as decisões finais. Frente ao Arouca, o sentimento vivido entre os dragões é de triunfar à entrada de um ciclo de jogos determinante.

Inês Flores · 3 min de leitura
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Primeira Liga

A valorização do futebol português | Estoril Praia 3-1Gil Vicente

Tarde de sol, horário decente, estádio bem composto, duas equipas que procuravam a vitória. Foram estes os ingredientes de um dos principais jogos da jornada, que terminou com a vitória do Estoril Praia diante do Gil Vicente, por 3-1. Após golo gilista no primeiro quarto de hora do encontro, depois de uma grande penalidade convertida por Murilo Souza, a equipa de Ian Cathro reagiu rapidamente, através de um cabeceamento de Felix Bacher. No segundo tempo, Yannis Begraoui fazia o segundo e terceiro golos dos canarinhos, garantindo ao Estoril Praia subir ao sexto lugar, somando 33 pontos. No lado oposto, os comandados de César Peixoto, que, na última jornada, haviam subido ao quarto lugar da Primeira Liga, voltam ao quinto posto, com 40 pontos em todo o campeonato. O duelo entre canarinhos e galos poderia ter caído para qualquer um dos lados. Contudo, mais do que lutar pelo resultado, o encontro serviu um propósito consagrado na génese do futebol e no desporto em geral: o entretenimento. Há um vasto grupo de pessoas - nas quais não me incluo, mas que compreendo – que avalia negativamente o estado atual do futebol devido à perda de espontaneidade por parte dos jogadores e a um excesso de jogo de xadrez que padroniza em demasia o desporto-rei. O que é certo é que Estoril Praia e Gil Vicente, a partir de sistemas de jogo, dinâmicas e perfis diferentes, equilibram extremamente bem a riqueza tática e o fator espetáculo. Os quatro golos que compuseram o resultado final, aliados a mais de uma dezena de remates de uma e outra equipa, bem como a defesas de alto nível por parte de Joel Robles e Lucão, demonstram bem a intenção de Ian Cathro e César Peixoto em procurar, tanto quanto possível, a baliza contrária. Duas abordagens estrutural e mentalmente diferentes conduzem a um mesmo objetivo: lutar para ganhar, não apenas defendendo a própria baliza, mas, sobretudo, procurando as redes adversárias.

Manuel Brito Henriques · 5 min de leitura
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Sporting

Leão sofre até perto do fim para bater o Famalicão em Alvalade | Sporting 1-0 Famalicão

Foi mais um daqueles jogos que em Alvalade dá um nó no estômago dos adeptos. Muito esforço, poucas ocasiões claras e a sensação de que o golo só podia surgir no fim. O Sporting venceu o Famalicão por 1-0 na 22.ª jornada da Primeira Liga, num jogo decidido aos 82 minutos por Daniel Bragança, novamente através de bola parada. Desde o apito inicial que se percebeu que não ia ser fácil. O Sporting controlou a posse, cruzou muitas vezes, criou cantos e insistiu, mas faltava sempre aquele passe final. O Famalicão, sólido e organizado, esperava no bloco médio e complicava a vida à equipa de Rui Borges.

Eduarda Ferreira · 2 min de leitura
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FC Porto

A “Muralha do Dragão” garante, mais uma vez, um pleno equilíbrio | FC Porto 1-1 Sporting

Esta segunda-feira trouxe ao Dragão um empate a uma bola que espelha quase na perfeição aquilo que foi o jogo entre FC Porto e Sporting: duas equipas que se respeitaram demasiado para se soltarem verdadeiramente. Sporting e FC Porto entraram em campo plenamente conscientes do peso do adversário e isso traduziu-se num encontro de cautelas, de linhas juntas e de riscos muito bem medidos. Não foi um jogo pobre por falta de ideias, mas sim um jogo condicionado por um respeito mútuo que travou qualquer veleidade mais ousada. O Porto apresentou-se numa lógica curiosa: ao preterir Pablo Rosario em detrimento de Gabri Veiga, optou por uma abordagem respeitadora, mas longe de ser tremendamente defensiva. Houve intenção de ter bola, de gerir ritmos e de não oferecer transições, sem nunca abdicar totalmente de chegar à frente. Do outro lado, o Sporting regressou à sua equipa mais base, deixando os reforços no banco e apostando num trio móvel no apoio ao avançado: Geny na direita, Pote no meio e Trincão pela esquerda, com permutas constantes entre Pote e Trincão. A dinâmica foi interessante e até prometedora, mas acabou por produzir poucos efeitos práticos frente a um adversário com uma defesa altamente disciplinada e rigorosa nos posicionamentos.

João Francisco Gomes · 3 min de leitura
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Benfica

Dois Toques, Dois Golos | Como Anísio Cabral curou a miopia ofensiva da Luz

O Benfica somou mais três pontos na caminhada da Liga Portugal, mas o triunfo sobre o Alverca deixou no ar mais interrogações do que certezas. Num Estádio da Luz que esperava uma afirmação categórica, a equipa de José Mourinho voltou a evidenciar uma perigosa instabilidade: uma capacidade assinalável de gerar volume ofensivo, contrariada por uma preocupante permeabilidade defensiva e uma ineficácia finalizadora que ameaçou deitar tudo a perder. Valeu a irreverência do banco, personificada no jovem Anísio Cabral, para resgatar uma vitória que o coletivo tardava em segurar. É imperativo analisar a gritante crise de eficácia que afeta o caudal ofensivo do Benfica, onde a dependência excessiva de golos de Vangelis Pavlidis tem limitado a capacidade de fecho dos jogos. Embora a equipa de José Mourinho consiga produzir um volume de ocasiões assinalável, jogadores como Gianluca Prestianni, Georgiy Sudakov e Andreas Schjelderup têm demonstrado uma preocupante falta de «instinto assassino».

David Monteiro · 4 min de leitura
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Benfica

O Benfica ainda é candidato ao título?

A derrota do FC Porto frente ao Casa Pia reduziu a distância para o líder de dez para nove pontos, um cenário que, teoricamente, permitiria reabrir a discussão sobre o título. Contudo, a resposta à pergunta não se encontra na matemática, mas sim na realidade exibicional e na consistência competitiva. A resposta é não. O Benfica está afastado da luta pelo 39.º título da Primeira Liga e alimentar o contrário é apenas adiar o inevitável. O momento em que o Benfica deixou de ser um candidato credível tem uma data precisa e foi no empate (2-2) frente ao Braga. Foi nesse jogo que a desvantagem cresceu para sete pontos, cavando um fosso psicológico e pontual irrecuperável. Curiosamente, o Benfica vive um paradoxo estatístico único na Europa, pois é o único clube nos principais campeonatos do ranking da UEFA (top 8) que ainda não perdeu, somando 13 vitórias e sete empates.

Duarte Rêgo · 2 min de leitura
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