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Tribuna VIP

Os pecados de Roger Schmidt

Os mares estão agitados pela Luz e o centro do tsunami é Roger Schmidt. O treinador alemão cometeu, na minha opinião, diversos erros desde o início da época. A estrutura e as dinâmicas estavam montadas e, apesar das saídas de Grimaldo e Gonçalo Ramos, peças preponderantes, as mudanças deviam ser mínimas, principalmente numa fase inicial da época. Mas Roger Schmidt cedeu aos nomes e valores das transferências e as transformações no onze foram mais profundas e a equipa nunca mais se encontrou. Podemos também dizer que o planeamento não foi o melhor até porque, por exemplo, Arthur Cabral e Jurásek estão longe de ter características parecidas com Gonçalo Ramos e Grimaldo, respetivamente. Mas a pergunta que eu deixo é a seguinte: Não seria mais adequado mudar apenas dois jogadores, com “substituições diretas”, e com o tempo ir ajustando e introduzindo as restantes contratações? Parece-me claramente que sim, mas os nomes, por exemplo, de Di Maria e Kokçu falaram mais alto e entraram diretamente para o onze e, com isso, as mudanças foram mais profundas e complexas. Além de tudo isto, alguns dos jogadores nunca tiveram a oportunidade de ter uma sequência de jogos significativa, mesmo que com exibições menos conseguidas, para que a confiança e as rotinas fossem adquiridas.

Luís Coelho · 2 min de leitura
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