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Ferrari: A desilusão do GP Austrália

Gonçalo Carneiro · 2 min

Ferrari Lewis Hamilton Charles Leclerc
Foto: Ferrari

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No passado domingo, decorreu a primeira corrida do ano, na Austrália e a Ferrari foi a equipa que mais desiludiu. A equipa italiana saiu de Melbourne no sétimo lugar no campeonato de construtores, com os pilotos acabaram apenas em oitavo e em décimo.

Antes do Grande Prémio, as esperanças de lutarem pela vitória eram altas, mas no final de uma corrida caótica a Ferrari somou apenas cinco pontos. Este é o pior arranque de temporada desde 2009.

A corrida foi uma dor de cabeça, a nível estratégico. Frédéric Vasseur, chefe de equipa, admitiu que deixar os pilotos em pista com pneus slicks, enquanto chovia intensamente nas últimas voltas, não foi a decisão mais correta.

Além da estratégia errada, a Ferrari enfrentou uma série de contratempos. Lewis Hamilton notava-se que não estava confortável nem com o carro, nem com o seu novo engenheiro de corrida, Riccardo Adami. Durante a corrida, foi percetível muitas vezes o desentendimento entre ambos.

Apesar de estarmos no início da temporada, Charles Leclerc e Bryan Bozzi proporcionaram, certamente, a comunicação rádio mais caricata desta época. O piloto monegasco informou à equipa que tinha o seu cockpit molhado ao que o seu engenheiro lhe responde que a causa disso era água.

Um dos poucos pontos positivos a retirar deste caos, é a velocidade máxima do SF-25. Hamilton atingiu a velocidade mais alta no circuito de Albert Park, com 312.5 km/h, ainda que estivesse na traseira do Williams de Alex Albon grande parte da corrida.

Os tifosi devem concentrar-se em melhor as suas estratégias de corrida, até porque, o GP da China é já neste fim de semana. Não gostava nada que a Ferrari voltasse a comprometer as suas corridas por erros estratégicos como em 2022.

Outro aspeto que eu acho essencial melhorar é a adaptação do Hamilton ao SF-75 e a relação com Riccardo Adami. O piloto britânico confessou que “Mudar da Mercedes para a Ferrari significa adaptar radicalmente o meu estilo de condução”. Sobre a relação piloto e engenheiro, acredito que se a Ferrari deixasse o marketing de lado e se focasse em criar laços entre Hamilton e Adami seriam muito melhor recompensados.

Um dado curioso é que em 2003 o GP de abertura ocorreu em Melbourne, onde a McLaren saiu vitoriosa, o recorde como líder mundial terminou, a Ferrari somou cinco pontos e acabou a época a levar os dois títulos mundiais para Maranello. Será que, 22 anos depois, a história na F1 repete-se? Espero que sim!

Gonçalo Carneiro

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