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Mundial 2022 | Os 5 destaques da primeira jornada da fase de grupos

Paola Amore · 4 min

Arábia Saudita Mundial 2022
Foto: FIFA

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A primeira jornada da fase de grupos do Mundial 2022 já terminou e ofereceu-nos surpresas, algumas confirmações e também a possibilidade de conhecer jogadores de quem raramente tínhamos ouvido falar até agora.

Foi intensa esta primeira ronda, e até podia sê-lo mais, mas certamente o Mundial confirma-se, novamente, como a prova rainha do futebol que mais garante visibilidade, tanto aos craques já afirmados, como às novas promessas do futebol internacional.

Puxando a fita atrás aos 16 jogos que se disputaram até agora, escolhi os cinco jogadores que, a meu ver, mais brilharam nestas primeiras partidas do Mundial do Catar.

5. Enner Valencia (Equador)

A inaugurar o marcador do Mundial 2022 esteve Enner Valencia, capitão do Equador, que se estreou com dois golos frente ao anfitrião da competição.

O avançado não é nenhuma surpresa no panorama futebolístico, tendo jogado na Primeira Liga Inglesa (West Ham United FC e Everton FC) e agora no Fenerbahçe SK, de Jorge Jesus.

O capitão equatoriano provou estar a viver uma segunda juventude nesta fase da carreira, demostrando grande maturidade em campo e até espírito de sacrifício, pela forma como conduziu a sua seleção à vitória.

4. Hassan Al-Tambakti (Arábia Saudita)

Ninguém pensava que uma equipa como a Arábia Saudita pudesse encostar às cordas uma armada poderosa como a Argentina de Messi e companhia. Mas foi o que aconteceu.

A vitória da equipa de Renard foi certamente fruto de trabalho coletivo, conseguida graças a uma garra e teimosia admiráveis. No entanto, na minha opinião, um dos jogadores que mais se destacou durante o jogo foi o defesa central Hassan Tambakti.

Claro, a atenção do público e dos media foi toda capturada pelos autores dos dois golos, Al-Dawsari e Al-Shehri, mas a verdadeira partida começou só depois de a Argentina se ver em desvantagem, tentando assaltar repetidamente a baliza árabe. E foi aí que Tambakti teve a oportunidade de demostrar a sua qualidade e tenacidade, opondo-se várias vezes a jogadores como Messi, Di Maria ou Lautaro Martinez, impedindo-os de chegar ao tão desejado golo.

3. Olivier Giroud (França)

Olivier Giroud é um daqueles jogadores que, quanto mais envelhece, melhor se torna. Um pouco como o Vinho do Porto. Se alguém estava preocupado com o facto de esta França estar a lidar com demasiados lesionados, a prestação contra a Austrália desmentiu esses receios.

Giroud jogou de maneira a que ninguém sentisse a falta de atletas como Pogba ou Benzema e demostrou, uma vez mais, estar num grande ponto da sua carreira. Sobretudo, revelou ser um jogador com o qual a França pode sempre contar.

Com os dois golos marcados na estreia na fase de grupos, alcançou o recorde de 51 golos, os mesmos de Thierry Henry, conquistando o cetro de maior goleador de todos os tempos da França.

Que mais podemos acrescentar? Ah, sim, uma pequena menção honrosa para Adrien Rabiot: o seu golo foi o que desbloqueou o marcador e foi sua a assistência no primeiro golo de Giroud.

2. Takuma Asano (Japão)

O Japão já não é o Japão de outros tempos e a vitória contra a Alemanha demostrou-o. Dos 26 convocados da seleção asiática, 18 jogadores atuam na Europa, oito deles na Liga Alemã.

Takuma Asano é um dos “filhos” desta Alemanha futebolística que tão bem ensina e faz crescer jogadores de qualidade. A lição foi aprendida tão bem que o avançado do Bochum inventou uma jogada digna de um Karim Benzema. Bola parada e remate de primeira, repleto de intenção e rápido, num espaço quase inexistente entre Neuer e a baliza.

Que golo maravilhoso e que vitória inacreditável. A vitória nipónica foi, de facto, a representação do ditado :“Quando o aluno ultrapassa o mestre”.

1. Richarlison (Brasil)

Admito que estava indecisa sobre o último jogador a escolher. A goleada da Espanha fez-me vacilar, mas depois de ter visto o golo fenomenal de Richarlison contra a Sérvia, como não o podia escolher?

O avançado do Tottenham Hotspur FC dispensa apresentações, é um fenómeno, assim como os outros jogadores da sua seleção. O seu segundo golo foi uma mistura soberba de técnica e potência, para ver e rever, de tão belo que foi.

Também o primeiro foi importante, pois desbloqueou o jogo para o Brasil na sua totalidade, dando-lhe as chaves para a vitória final.

Paola Amore

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