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O 11 do século XXI do BVB Dortmund

Clara Maria Oliveira · 5 min

O 11 do século XXI do BVB Dortmund
Foto: BVB Dortmund

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O BVB Dortmund terminou o século XX com uma das épocas de glória do clube. Depois de, nos anos 90, vencer duas Bundesliga, duas taças da Alemanha, uma Champions League e uma Taça Intercontinental, a formação da Vestefália do Norte voltou aos grandes triunfos após uma grande crise financeira.

Com o virar do século, e apesar da conquista do título em 2002, os auri-negros viram-se novamente num pesadelo graças a uma má gestão das finanças do clube. Num ato de fair-play, o FC Bayern Munique emprestou dois milhões de euros ao seu rival para conseguirem sobreviver. Depois de algumas vendas e dificuldades para se manterem na principal divisão alemã, os títulos voltaram à cidade de Dortmund.

A confiança depositada no novo treinador, Jurgen Klopp, e algumas contratações certeiras, foram o início de mais uma época gloriosa na história dos Schwarzgelben. Nos últimos anos, no entanto, algumas trocas com os Bávaros enfraqueceram o BVB Dortmund, mas tornaram o emblema do vale do Ruhr uma instituição estável e sem problemas financeiros.

Nesta edição do 11 do século, tive a difícil tarefa de escolher os melhores jogadores do BVB Dortmund desde 2000 até aos dias de hoje. Confesso que o mais difícil foi escolher entre tanta qualidade que os germânicos tiveram no meio-campo, mas optei por um 4-2-3-1 que provavelmente dava uma boa dor de cabeça aos adversários.

GUARDA-REDES

Roman Weidenfeller – A posição número um tem sido uma das maiores lacunas do BVB Dortmund neste século. Apesar de tudo, Weidenfeller merece este lugar pela regularidade e o respeito que sempre teve pelo clube. Fica, sem dúvida, com um lugar marcado na história e nos livros da formação auri-negra, pois foram, sem mais, nem menos, 16 anos a defender o emblema.

         DEFESA DIREITO

 

Lukasz Piszczek – Desde 2010 no vale do Ruhr, o polaco entrou numa fase de crescimento do clube, e ainda continua a deixar uma marca na formação da cidade de Dortmund. Já destronou recordes de várias lendas do BVB Dortmund, e ainda é o titular absoluto no lado direto da defesa, apesar de já se encontrar numa fase decadente da sua carreira.

DEFESA CENTRAL


Mats Hummels – Não só dos melhores centrais do clube, como também um dos nomes que mais se destacou em toda a Europa em certo período da sua carreira. Depois de boas épocas em Dortmund, o alemão passou o final do auge como jogador no FC Bayern Munique, clube que o formou, mas voltou novamente ao ninho das abelhas em 2019.

DEFESA CENTRAL

 

Jürgen Kohler – Esta escolha deve-se mais pelo que fez no final do século XX, mas Kohler foi sem dúvida uma das figuras do clube até se retirar, em 2002. O alemão era uma verdadeira força da natureza, e os avançados provavelmente tinham pesadelos cada vez que o tinham de defrontar.

LATERAL DIREITO

Dedê – Um dos nomes indiscutíveis quando o tema é o melhor 11 do século da formação preta e amarela. O brasileiro deixou a sua marca após 13 anos ao mais alto nível, onde inclusivamente se tornou o estrangeiro com mais jogos pelo emblema alemão, com 398 partidas disputadas com o emblema do BVB Dortmund ao peito.

MÉDIO DEFENSIVO


Sebastian Kehl – Outro dos nomes que tinham de estar presentes nesta lista. Jogou no Westfalenstadion durante quase toda a sua carreira e será sempre um ídolo dos adeptos.

MÉDIO DEFENSIVO

Nuri Sahin – De apanha bolas a ídolo do BVB Dortmund. A história de Nuri Sahin com os auri-negros teve contornos de conto de fadas. Ainda hoje é o mais jovem jogador a estrear-se pelo clube, mas fica sempre um sabor amargo quando pensamos na sua carreira após a saída para o Real Madrid CF.

 

 

MÉDIO CENTRO

 


 Tomas Rosicky – O pequeno maestro. No BVB Dortmund viveu dos melhores anos da carreira, sem as lesões que depois o atormentaram na estadia em Londres.

 

Menção honrosa: Henrikh Mkhitaryan

 

 MÉDIO/EXTREMO DIREITO

 


Jakub Błaszczykowski – Mais um dos jogadores que automaticamente associamos ao clube. O polaco esteve quase dez anos a defender a formação da cidade de Dortmund, e nesse período tornou-se uma referência na história da Bundesliga e dos Schwarzgelben.

  

 

MÉDIO/EXTREMO ESQUERDO

 

Marco Reus – O miúdo que nasceu e queria vingar no clube da sua cidade. Depois de algumas épocas de excelência, foi mais um dos muitos jogadores traídos pelas lesões, mas continua a ser a cara e uma das estrelas da companhia.

  

 

PONTA DE LANÇA

 

Robert Lewandowski – Provavelmente a escolha mais óbvia deste onze. O goleador polaco lançou-se para a ribalta nos relvados do Signal-Iduna Park para nunca mais deixar de brilhar ao mais alto nível, tornando-se um dos melhores avançados do mundo.

TREINADOR

 

Jurgen Klopp – Com Klopp no banco, o BVB Dortmund recuperou a mentalidade vencedora e jogou futebol de muita qualidade, catapultando-o para o Liverpool FC, onde entretanto foi considerado o melhor treinador do mundo. Pelas abelhas, o técnico alemão venceu duas Bundesliga, duas Taças da Alemanha e duas Supertaças.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Clara Maria Oliveira

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