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Tiro no Escuro

Daniel Melo · 1 min

Tiro no Escuro

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brasileirao

Começou oficialmente o Brasileirão de 2014. As emoções estão ao rubro numa das Ligas mais competitivas do mundo; se não a mais. Vejamos: 17 clubes campeões nacionais. Só na última década foram 6 (!) campeões diferentes. É muita competitividade. Por isso, é sempre um risco dar palpites sobre os possíveis vencedores, as surpresas e as certas deceções.

O jornal Record lançou como grande favorito para este ano o Cruzeiro. Em parte, concordo, porque é o campeão em título. Mas o Fluminense também o era e o ano passado só não desceu de divisão por milagre. Um milagre chamado secretaria, que fez com que a Portuguesa de Desportos descesse. O Flamengo também era o campeão de 2009 e logo a seguir fez uma época pífia. Nada é certo no Brasileirão, onde o campeonato é longo. Há muitos pontos para ganhar… mas também bastantes para perder. As quedas livres são constantes e nunca se está seguro no primeiro lugar.

Apontando um dedo neste mapa para um emblema, talvez se descubra o próximo vencedor  Fonte: blogdocazumba.com.br
Apontando um dedo para um emblema neste mapa, talvez se descubra o próximo vencedor
Fonte: blogdocazumba.com.br

Esta promete ser – como sempre – uma Liga renhida. Disputadíssima até final. Em todas as questões: título, Libertadores, Copa do Brasil e fuga à despromoção. Se pensarmos que históricos como Fluminense e Corinthians já estiveram na Série C (!), equivalente à Terceira Divisão, bem podemos pensar no quão difícil e exigente é manter-se no topo do futebol em Terras de Vera Cruz.

Por isso digo e repito: façam essa aposta convosco próprios. Tentem adivinhar o campeão deste ano. E até podem nem perceber nada de futebol brasileiro. Talvez até ajude, porque eu escrevo sobre ele e nunca acertei num campeão quando apostei. Mas uma coisa é certa: tentar adivinhar o próximo Rei do Brasil é como o Euromilhões – é mais fácil marcar um número de telefone ao acaso e sair uma pessoa que nós conheçamos do que vencer o prémio. O mesmo se passa com a Série A brasileira. A não ser que conheçam um bom adivinhão, ou então possuam um qualquer objeto supersticioso que ajude…

Daniel Melo

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Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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