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FC Barcelona e Real Madrid CF irão disputar no próximo domingo o 183.º jogo entre si para a Liga Espanhola e, como em muitos outros aspetos da atualidade, o equilíbrio é palavra de ordem no maior clássico desportivo espanhol. E neste ano não é excepção, pelo menos a avaliar pelas odds das apostas da Betano para este jogo, com o Barcelona cotado a 2.55 e o Real Madrid não muito longe, a 2.25. Um “El Clásico” para acompanhar e apostar ao vivo com o LiveStream da Betano.pt.
Nos 182 jogos disputados até agora para a La Liga, a vitória sorriu por 75 vezes aos merengues contra 72 jogos ganhos pelos culés.
Nos jogos em Camp Nou, onde se irá realizar esta partida, os catalães venceram mais de metade dos jogos disputados para a Liga, batendo os rivais em 55 ocasiões, contra 21 derrotas frente ao clube de Madrid.
Curiosamente, o ciclo de três partidas vencidas pelo Real Madrid nos últimos três jogos já não acontecia desde a temporada 11/12, quando o Barcelona de Guardiola venceu três encontros consecutivos (um para a Supertaça, outro para a Liga e um para a Taça do Rei).
Na presente temporada, ambas as equipas estão longe do estrelato e da luta a dois no campeonato. O Barça de Koeman tem desiludido a toda a linha, com derrotas humilhantes a nível nacional e até europeu.
Já o Real Madrid de Ancelotti perdeu de forma história frente ao FK Sheriff, da Moldávia, para a Champions mas, para o campeonato, está nos lugares cimeiros da classificação.
Posto isto, e aproveitando esta fase menos fulgurante dos dois históricos emblemas mundiais, é hora de apresentar um onze que, à semelhança do que se passa atualmente, teria dificuldades em fazer, pelo menos, um brilharete a nível europeu.
1. Richard Dutruel (FC Barcelona)
¿Qué fue de Richard Dutruel?: de portero del Barcelona a político https://t.co/Tnla5DDBCc pic.twitter.com/BERhWpgWUv
— Diario AS (@diarioas) January 28, 2018
O guardião francês, internacional por uma vez num amigável frente ao Camarões, foi contratado ao RC Celta de Vigo (onde esteve presente na goleada por 7-0 frente ao SL Benfica) e era visto como uma boa solução após a saída de mais um mediano guarda-redes e capricho pessoal de Van Gaal, o neerlandês Ruud Hesp.
Na Catalunha, o fracasso foi de tal ordem que acabou por jogar apenas na primeira temporada (00/01) e perdeu a titularidade para um jovem de 18 anos, de seu nome Pepe Reina.
2. Jonathan Woodgate (Real Madrid CF)
ON THIS DAY: In 2004, Jonathan Woodgate signed for Real Madrid from newcastle for £13.4m.
He scored an own goal & sent off on his debut. 👎 pic.twitter.com/3PhlhM2qBO
— Squawka Football (@Squawka) August 20, 2017
Ponto prévio: Woodgate não era um mau jogador. O central inglês revelou-se num Leeds United FC recheado de jovens estrelas e cedo se mostrou uma das promessas da equipa, ao lado de um tal de Rio Ferdinand.
Na chegada a Madrid, os 20 milhões investidos na contratação ao Newcastle tornaram-se numa despesa milionária, com o jogador britânico a não jogar qualquer encontro na temporada 04/05 devido às incontáveis lesões.
A estreia com a camisola dos blancos apenas surgiu em setembro de 2005, num jogo frente ao Athletic Club Bilbao, e que estreia foi: um autogolo aos 25 minutos e expulso por acumulação de amarelos aos 66…
Acabou por fazer 14 jogos pelo Real (cerca de 1,40 Milhões de euros por jogo) e saiu na temporada seguinte rumo à Premier League.
3. Dmytro Chyhrynskyi (FC Barcelona)
O último zagueiro que o Barcelona havia contratado foi o ucraniano Dmytro Chyhrynskyi, em 2009. pic.twitter.com/VndF23tDOS
— EQ Sports News (@EQSportsNews) July 24, 2014
Uma das contratações que, a meu ver, menos espelha o futebol tiki-taka de Pep Guardiola no FC Barcelona.
Contratado em 2009 ao FK Shakthar Donetsk, onde foi formado, por 25 milhões de euros, o jogador ucraniano sempre pareceu peixe fora de água na constelação de estrelas que era Henry, Xavi, Puyol, Ibrahimovic ou Messi.
Para a posição de defesa central, Guardiola contava com Puyol, Piqué, Gabi Milito e até Rafa Márquez, todos jogaram mais do que Chyhrynskyi na época 09/10, sendo que o internacional mexicano saiu a meio da temporada rumo à Major League Soccer.
O ucraniano hoje ainda se encontra no activo, jogando no Ionikos FC da Grécia.
4. Philippe Christanval (FC Barcelona)
Vamos con un clásico… #ElPeorFichajeDelBarca
Venga, empiezo yo: Phillipe Christanval pic.twitter.com/4huR47qkZh— KLUIFARPISTA (@Kluiverista) June 4, 2016
Antes de Chyhrynskyi, houve Christanval. O central francês até jogou bastante na primeira época com a camisola culé, mas a qualidade era muito, muito pouca.
Para mim, ávido jogador de Championship Manager 01-02, o defesa contratado ao AS Mónaco (por 15M€) era sempre dos primeiros a ser vendidos ou, em último caso, relegado para a equipa B.
Nos resumos da Liga Espanhola, eram quase certas duas coisas de origem francesa: Magia de Zidane e falhas defensivas de Christanval.
5. Julien Faubert (Real Madrid CF)
Quando o Real Madrid contratou Julien Faubert do West Ham.
Nem Di Stefano acreditou no que estava acontecendo. pic.twitter.com/etQI5Y9U58
— Curiosidades Europa (@CuriosidadesEU) August 8, 2021
A contratação mais WTF desta lista e a cara de Alfredo Di Stefano assim o mostra. Primeiro, porque foi a única que foi um empréstimo e a segunda foi a parca qualidade mostrada em Madrid.
Faubert era um dos meus defesas direitos preferidos no Football Manager 2008; com um “20-20” em aceleração e velocidade era um jogador extremamente competente e um dos meus go to guys no jogo. Contudo, a versão real nunca fez jus ao jogo e, até para o próprio, o interesse dos merengues não passava de uma brincadeira.
Em Madrid, o internacional pela Martinica jogou apenas duas partidas – nunca a titular – e conseguiu outra proeza: faltar a um treino porque pensava que era dia de folga.
6. Royston Drenthe (Real Madrid CF)
Royston Drenthe de regresso a Espanha.
O extremo de 33 anos é o mais recente reforço do Racing Murcia, do terceiro escalão espanhol.
Nos últimos dois anos, o atleta representou o Kozakken Boys, da terceira divisão de Holanda. pic.twitter.com/p3DBIkU0mw— Diário de Transferências (@DTransferencias) January 6, 2021
O jovem neerlandês era visto como uma das maiores promessas mundiais e a contratação ao Feyenoord Roterdam foi, na altura, visto como uma excelente jogada de antecipação dos madrilenos.
No verão de 2007, Drenthe foi a figura maior de uma seleção dos Países Baixos que venceu de forma clara o Campeonato Europeu de sub-21, goleando a Sérvia por 4-1 na final e vencendo pelo caminho a seleção portuguesa de Moutinho, Miguel Veloso ou Nani.
Na primeira temporada em solo espanhol, tudo parecia correr bem: Campeonato espanhol no bolso e 26 jogos no total, marcando três golos. Porém, a estrela do canhoto foi brilhando cada vez menos e passou a ser figura fora dos relvados, sendo apanhado em contramão e em excesso de velocidade. Com a chegada de Mourinho a Madrid acabou por ser emprestado ao Hércules ACF e, a partir daí, nunca mais se encontrou.
7. Thomas Gravesen (Real Madrid CF)
A contratação de um jogador como Gravesen para uma equipa que se queria de Galácticos, e onde se podia encontrar jogadores como Roberto Carlos, Figo, Zidane ou Ronaldo foi, no mínimo, surpreendente.
Baptizado pelos adeptos merengues como “Ogre”, devido às semelhanças físicas com Shrek mas também pelo estilo de jogo que se baseava somente na vertente física, o dinamarquês esteve dois anos na capital espanhola e muitos ainda hoje se questionam como lá chegou.
Os media espanhóis também viam no médio defensivo uma “mina” de jogadas de apanhados e até ficou célebre a “La Gravesinha”, uma jogada que era um exemplo perfeito da qualidade técnica de Gravesen.
Acabou por ser dispensado após envolver-se numa luta com Robinho.
8. Malcom Oliveira (FC Barcelona)
Segundo o Mundo Deportivo, Barcelona e Zenit já chegaram a acordo e Malcom vai ser jogador dos russos por 40 milhões + variáveis. pic.twitter.com/cu9Q9R5Ruc
— 4 Linhas ⚽️ (@LinhasQuatro) July 31, 2019
Um dos erros de casting mais recentes do FC Barcelona. Contratado ao FCG Bordéus em 2018, por 41M de euros, o brasileiro era uma estrela em ascenção após uma excelente temporada na Ligue 1.
Contudo, a mudança de ares para a cidade condal não foi positiva para o jovem brasileiro que se viu “sem pedalada” para um ataque com Messi e Suárez e não fez esquecer Neymar, que tinha saído para o Paris Saint-Germain FC na temporada anterior.
Acabou por ser vendido para o FK Zenit na temporada seguinte, onde permanece ainda.
9. Alfonso Pérez (FC Barcelona)
Saludamos en #DeportesW a Alfonso Pérez, exfutbolista del Barcelona y del Real Madrid https://t.co/UTWhlm9V73 pic.twitter.com/VgtOXO40nA
— W Radio Colombia (@WRadioColombia) December 19, 2019
Alfonso Pérez foi um jogador de renome na La Liga e é, ainda hoje, um dos melhores jogadores da história do Real Bétis Balompié.
Formado na cantera do Real Madrid, o jogador tornou-se um dos melhores avançados espanhóis durante a primeira passagem pela Andaluzia e despertou o interesse do gigante catalão.
Contratado no mesmo mercado de Verão que Dutruel por 16,5 milhões de euros (uma fortuna para a época), Alfonso acabou por desapontar em larga escala no FC Barcelona, marcando apenas cinco golos nos 38 jogos que fez com a camisola blaugrana.
10. Elvir Baljic (Real Madrid CF)
Meia, reserva do @realmadrid campeão da Liga dos Campeões em 1999-00, Elvir Baljić completa 45 anos hoje.
Nascido na Bósnia, defendeu ainda @BursasporSk, @Fenerbahce e @GalatasaraySK. pic.twitter.com/TbojmnFtIw
— Protofutebol (@protofutebol) July 8, 2019
Quem? Diz-se que esta foi a pergunta mais vezes feita durante o Verão de 1999, quando o Real Madrid pagou 21 milhões de euros por um avançado ao Fenerbahçe SK que pouca gente tinha ouvido falar.
Considerado por muitos a pior contratação da história do clube (a dúvida é entre ele e Carlos Secretário), Baljic era apelidado na Turquia como o “Rivaldo dos Balcãs” e, se o FC Barcelona tinha o astro canarinho, o Real Madrid tinha que ter a versão europeia.
Em campo, o bósnio acabou por se lesionar cedo na primeira parte da temporada e viu terminada a época, acabando por juntar ao palmarés uma Liga dos Campeões. Foram 18 jogos com a camisola dos Los Blancos e um golo, apontado em Barcelona, mas ao RCD Espanyol.
11. Mariano Diaz (Real Madrid CF)
Partido importante en un campo complicado. ¡Vamos con todo! 💪🏽 #halamadrid pic.twitter.com/bCFLlBHIqm
— Mariano Díaz Mejía (@marianodiaz7) April 3, 2019
Após a saída de Cristiano Ronaldo para a Juventus FC em 2018, Florentino Pérez foi lesto a dar um novo dono à mítica camisola sete do Real Madrid.
A escolha recaiu em Mariano Díaz Mejía, jogador internacional pela República Dominicana e formado no clube merengue, mas que tinha sido vendido ao Olympique Lyonnais na temporada anterior.
Comprado por 21,5 milhões de euros (tinha sido vendido por oito), o extremo já perdeu entretanto o número sete para Eden Hazard mas em 48 jogos pelo Real apontou apenas seis golos – um deles num El Clásico – e tem sido notícia por uma coisa: as contínuas lesões.










