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AFC Ajax 0-2 Manchester United: Pragmatismo vale Taça ao United

Nuno Couto · 3 min

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Cabeçalho Futebol Internacional

Eis que, finalmente, após tantas jornadas de fase de qualificação, de grupos e a eliminar, a Liga Europa viu ser disputada a sua final, em Estocolmo, na Friends Arena, entre o Manchester United de Mourinho, habituado a finais da Liga dos Campeões, mas a depender desta para, na próxima época, estar presente na liga milionária, e o Ajax, já com um título na prova, conquistada em 1992. Desta final sairia um novo campeão da Liga Europa, após três anos consecutivos nos quais a Taça foi para o Sevilla FC, clube cuja casa, curiosamente, foi o palco da última conquista de José Mourinho nesta competição, em 2003, pelo FC Porto.

A primeira parte foi marcada por um enorme equilíbrio entre as duas equipas, que encaixaram perfeitamente uma na outra, o que resultou no escasso número de oportunidades de golo para ambas. No entanto, aos 18 minutos, quase do nada, surgiu uma chance para Pogba rematar, que o francês aproveitou para colocar, com alguma sorte, a sua equipa em vantagem. Remate de pé esquerdo, desvio em Sánchez e a bola a trair o guardião Onana. A bola só parou no fundo das redes e os red devils estavam mais perto do objetivo.

O golo praticamente nada de novo trouxe ao jogo, excetuando a acentuação da diferença da percentagem de posse de bola das equipas. O Ajax viu-se obrigado a procurar o golo, mas esbarrou sempre no poderio defensivo do Manchester, que, por sua vez, ia apostando na velocidade de Valencia, Pogba e Rashford para criar perigo e avisar os holandeses para um eventual aumento da sua desvantagem.

O jogo foi mantendo este ritmo até ao intervalo, e parecia importante, durante estes quinze minutos, o Ajax pensar a sua forma de atacar e penetrar a defesa adversária e o United pensar em manter a postura que apresentara até à pausa na partida.

Mkhitaryan espreita atrapalhação da defesa do Ajax Fonte: Ian MacNicol\Getty Images
Mkhitaryan espreita atrapalhação da defesa do Ajax
Fonte: Ian MacNicol\Getty Images

Reiniciado o jogo, e passados apenas três minutos, a equipa de Mourinho chegou ao seu segundo golo, por intermédio de Mkhitaryan. Após um cruzamento para a área, na sequência de um canto, Smalling cabeceia e faz a bola encontrar o arménio que finaliza acrobaticamente e deixa cada vez mais perto a vitória para o clube inglês.

Os devils estavam agora mais descansados no jogo e faziam nele o que queriam. O Ajax continuava a não causar problemas de maior, com os seus ataques a ficarem sempre retidos nos defesas do Manchester, que iam fechando com sucesso todos os espaços do terreno por onde podiam atacar os jogadores do clube holandês, o final do jogo chegou com naturalidade, com a vitória dos ingleses por 2-0.

A verdade é que, nos últimos anos, já vimos finais muito mais interessantes do que a desta época. Com poucas oportunidades de golo para ambas as equipas, valeu o pragmatismo dos jogadores do United e a Taça foi, pela primeira vez, para o clube de Old Trafford. De salientar que a equipa de Amsterdão fez mais que o dobro dos passes do Manchester (!).

Mourinho conseguiu assim alcançar o seu segundo título da Liga Europa e igualar Rafa Benítez no sentido em que são os únicos técnicos e vencer competições europeias por três clubes diferentes. O português não se cansa de vencer e de fazer história, assim como o clube que representa, que conta agora com 68 títulos no seu palmarés.

Chega assim ao fim mais uma edição da Liga Europa, que finalmente viu ser coroado um novo clube que não o Sevilla. É disto que gostamos – competitividade e novos campeões todos os anos -, pelo bem da competição, do futebol e do nosso entretenimento. Venha 2017/2018!

 Foto de Capa: UEFA 

A FIGURA

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Paul Pogba (Manchester United) – Num jogo onde ninguém se destacou muito, a escolha recai sobre o francês pela maneira como manteve o equilíbrio da equipa no meio campo e iniciou os seus ataques. Esteve bastante sólido e abriu o marcador ao minuto 18, ainda que com uma pontinha de sorte.

O FORA DE JOGO

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Kasper Dollberg (AFC Ajax) – O ataque do Ajax foi sempre inconsequente e isso muito se deveu ao jogo apagado que Dolberg realizou. Como tantos outros, não conseguiu perfurar a defesa adversária e criar lances de perigo, tendo sido dos menos ativos nessa tarefa. Não deu sequência à senda de boas exibições que vinha a realizar na prova.

Nuno Couto

Redação Bola na Rede · ver artigos