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3 possíveis sistemas táticos para o Manchester City FC com Haaland

Guilherme Vilabril Rodrigues · 4 min

Dortmund Sevilla Haaland
Foto: BVB Dortmund

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Depois de muito debate e de muita expectativa, chegou finalmente ao fim uma das mais promissoras telenovelas do futebol mundial. Erling Haaland saiu da Alemanha e assinou pelo Manchester City FC, num casamento que parece ter tudo de positivo para ambas as partes envolvidas.

O clube inglês pagou a cláusula de rescisão do norueguês, de apenas 60 milhões de euros, e garantiu assim os seus serviços a partir da próxima época, num contrato que se estende por cinco temporadas, com uma nova cláusula de rescisão de 150 milhões de euros, imposta pelo avançado que quer ter oportunidade de sair se a sua consciência assim o ditar, num prazo mínimo de três anos.

Fica assim fechado um negócio que há muito era esperado e que, em perspetiva, tem tudo para dar certo. Não só na perspetiva do jogador como também na do clube, que há muito tem vindo a acusar a falta de um ponta de lança de raiz, com capacidade de fazer um golo a cada meia oportunidade.
Para além disso, o norueguês vem trazer novas dinâmicas à equipa. A primeira uma vez que, ao contrário de todas as restantes opções de ataque, Haaland só jogará como ponta de lança e por isso sempre que aparecer no onze, o City tornar-se-à um pouco menos enigmático no que ao posicionamento das peças diz respeito. A segunda, e apesar de toda a qualidade que ele mostra em vários momentos do jogo, pelo facto de Haaland diferir em tudo dos restantes atacantes da equipa. É muito alto, muito forte fisicamente e o jogo ao primeiro toque não é definitivamente o seu forte, pelo que também terá de haver uma adaptação e uma evolução muito grandes em alguns momentos em que não é tão capaz.

Importa agora, para além de tudo o resto, perceber que Manchester City FC teremos a partir do próximo ano, que junta às imensas opções de ataque mais um nome de peso, que certamente será primeira opção para Guardiola em muitas partidas das várias competições. Será esta a peça que falta aos ingleses para conseguirem vencer a tão ambicionada Liga dos Campeões?

3. Um ponta-de-lança completo

4-3-3 / 4-4-2 – Nestes e em qualquer outro cenário, Haaland aparecerá como ponta de lança da equipa e homem alvo, essencialmente no momento do cruzamento no qual o City tem vindo a apostar cada vez mais. Ainda assim, importa perceber que a equipa raramente cruza perto da linha final, apostando mais em pôr a bola na área com passes longos vindos de zonas frontais, muitas vezes não para uma finalização direta, mas para um jogador que se preocupará em assistir um outro colega. Neste desenho, Haaland saberá posicionar-se como ninguém, não só para ser o finalizador como para dar os golos aos colegas, que terão de saber aproveitar a vantagem de estatura do norueguês.

Dentro destes dois sistemas, é possível que Guardiola aposte mais pelos três médios, até porque Haaland tem capacidade para ocupar toda a zona central do ataque, onde certamente aparecerá o médio mais ofensivo, Kevin de Bruyne. Numa outra perspetiva, o avançado norueguês é mortal nas combinações rápidas da equipa, que possam terminar com um cruzamento rasteiro, onde de primeira costuma fazer muitos golos.

2. O homem-alvo

3-4-3 – Haverá jogos onde importa ser mais incisivo e mais direto, talvez contra adversários mais recuados e com maior capacidade defensiva. Para isso, o Manchester City FC terá a opção de jogar com três defesas centrais, soltando assim os dois laterais, que se poderão envolver em zonas mais ofensivas, fazendo os extremos aproximarem-se mais de Haaland. O norueguês será, mais do que em qualquer outro sistema, homem de área, à espera que os colegas lhe coloquem boas bolas para ele finalizar.

Em grande parte dos jogos do campeonato, este poderá ser o sistema utilizado por Guardiola, até tendo em contra as imensas opções que tem para a frente de ataque, mas para isso a equipa terá de saber ser muito fria e rápida no momento da recuperação defensiva, não deixando o adversário sair para o contra-ataque.

1. A partir do banco

Na frente de ataque ninguém tem lugar cativo na equipa de Guardiola. Vimos isso ao longo desta temporada e certamente que com o norueguês não será diferente. Cada jogo tem a sua preparação e haverá ocasiões menos propícias para a presença de Haaland, que começará no banco, mas nem por isso deixa de ser peça importante no plano dos citizens.

Em jogos destas características, o Manchester City FC vai apresentar-se à imagem daquilo que têm sido as últimas temporadas e, se a coisa não estiver a correr bem (como às vezes acontece), terão no banco uma arma que antes não tinham para tentarem um outro tipo de abordagem. Haaland representa uma ameaça completamente diferente para os adversários, que não se sentirão tão confortáveis a defender as bolas na área, que até aqui aliviavam com relativa facilidade frente a esta equipa do City.

Os minutos finais das partidas em que não estão a ganhar representam um momento em que raramente são perigosos e esse é um paradigma a ser alterado com a presença desta potência física dentro da grande área adversária.

Guilherme Vilabril Rodrigues

Redação Bola na Rede · ver artigos