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Everton Football Club 1-3 Wolverhampton Wanderers: NES vence embate luso em solo britânico

Gonçalo Taborda · 2 min

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Com o sétimo lugar da classificação em jogo, os dois treinadores portugueses da Premier League defrontaram-se em Goodison Park. Marco Silva queria aproveitar para, em casa, tirar o clube de uma fase menos boa, na qual acumulou seis pontos em cinco jogos. Já Nuno Espírito Santo procurava somar a sua terceira vitória consecutiva no campeonato.

E foi o ex-treinador do FC Porto que começou melhor, quando Matt Doherty entrou na área do Everton FC e foi derrubado por Leighton Baines, que caiu de forma atrapalhada sobre o adversário. Rúben Neves, mais habituado a remates do meio da rua, assumiu a cobrança da marca dos 11 metros e enganou Jordan Pickford, colocando os Wolves na frente aos seis minutos de jogo.

Esta entrada lançou o Wolverhampton para uns 20 minutos iniciais fulgurantes, com mais duas oportunidades claras de golo. Só aos 23 minutos é que Theo Walcott, após passe de Tom Davies, registou o primeiro remate do Everton. Mas seria outro português a conseguir o segundo golo da tarde. André Gomes, recebendo a bola a 20 metros da baliza, cavalgou para a entrada da área, onde desferiu um remate que deixou Rui Patrício sem hipótese. Estava feito o 1-1 e o primeiro golo do ex-jogador do FC Barcelona na Premier League.

André Gomes empatou o jogo à lei da bala
Fonte: Everton FC

Apesar de ter conquistado algum espaço no jogo após o empate, o Wolverhampton voltaria a capitular, já no fim da primeira metade. João Moutinho cobra um livre indireto que encontra a cabeça de Raul Jímenez, e o mexicano emprestado pelo SL Benfica fez o 2-1, garantindo que a sua equipa iria para os balneários a vencer.

Após o intervalo, a equipa de Marco Silva procurou um jogo mais ofensivo, aproveitando uma fragilização do meio campo dos Wolves, após a lesão de Rúben Neves aos 49 minutos. Mas o golo de Leander Dendoncker, aos 66 minutos, daria à equipa visitante uma vantagem de dois golos e uma nova tranquilidade.

Até ao fim do jogo, apenas a entrada de um gato preto em campo foi digna de registo. Com umas reviengas notáveis, o felino conseguiu escapar aos seguranças de Goodison Park durante cerca de dois minutos. Um símbolo de azar que resume uma tarde onde os lobos de NES uivaram em Liverpool.

Um extremo veloz, ágil e técnico. Faz falta ao Everton FC
Fonte: Wolverhampton Wanderers

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Everton FC: J. Pickford; S. Coleman (D. Calvert-Lewin 73’); K. Zouma; M. Keane; L. Baines (J. Kenny ’37); A. Gomes; T. Davies; T. Walcott (A. Lookman 60’); G. Sigurdsson; Richarlison; C. Tosun

Wolverhampton Wanderers: R. Patrício; R. Bennett; C. Coady; W. Boly; M. Doherty; L. Dendoncker; R. Neves (R. Saiss 49’); J. Moutinho; Jonny; R. Jiménez (A. Traoré 89’); D. Jota (H. Costa 77’)

A FIGURA

Fonte: Premier League

Raúl Jiménez – O Wolverhampton está, de facto, a conseguir tirar o melhor do mexicano. O seu golo de cabeça aos 45 minutos foi crucial na terceira vitória consecutiva da equipa. Assim, será difícil para os Wolves não transformarem o empréstimo de Jiménez numa transferência permanente.

O FORA DE JOGO

Fonte: Premier League

Leighton Baines – Uma tarde para esquecer para o lateral esquerdo inglês. Aos 6 minutos fez falta para penálti e, meia hora e mais uns erros depois, estava a sair lesionado. Baines, que é conhecido pela sua consistência, deixou em Goodison Park uma imagem muito negativa.

Foto de Capa: Wolverhampton

Artigo revisto por: Jorge Neves

Gonçalo Taborda

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