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Com o sétimo lugar da classificação em jogo, os dois treinadores portugueses da Premier League defrontaram-se em Goodison Park. Marco Silva queria aproveitar para, em casa, tirar o clube de uma fase menos boa, na qual acumulou seis pontos em cinco jogos. Já Nuno Espírito Santo procurava somar a sua terceira vitória consecutiva no campeonato.
E foi o ex-treinador do FC Porto que começou melhor, quando Matt Doherty entrou na área do Everton FC e foi derrubado por Leighton Baines, que caiu de forma atrapalhada sobre o adversário. Rúben Neves, mais habituado a remates do meio da rua, assumiu a cobrança da marca dos 11 metros e enganou Jordan Pickford, colocando os Wolves na frente aos seis minutos de jogo.
Esta entrada lançou o Wolverhampton para uns 20 minutos iniciais fulgurantes, com mais duas oportunidades claras de golo. Só aos 23 minutos é que Theo Walcott, após passe de Tom Davies, registou o primeiro remate do Everton. Mas seria outro português a conseguir o segundo golo da tarde. André Gomes, recebendo a bola a 20 metros da baliza, cavalgou para a entrada da área, onde desferiu um remate que deixou Rui Patrício sem hipótese. Estava feito o 1-1 e o primeiro golo do ex-jogador do FC Barcelona na Premier League.

Fonte: Everton FC
Apesar de ter conquistado algum espaço no jogo após o empate, o Wolverhampton voltaria a capitular, já no fim da primeira metade. João Moutinho cobra um livre indireto que encontra a cabeça de Raul Jímenez, e o mexicano emprestado pelo SL Benfica fez o 2-1, garantindo que a sua equipa iria para os balneários a vencer.
Após o intervalo, a equipa de Marco Silva procurou um jogo mais ofensivo, aproveitando uma fragilização do meio campo dos Wolves, após a lesão de Rúben Neves aos 49 minutos. Mas o golo de Leander Dendoncker, aos 66 minutos, daria à equipa visitante uma vantagem de dois golos e uma nova tranquilidade.
Até ao fim do jogo, apenas a entrada de um gato preto em campo foi digna de registo. Com umas reviengas notáveis, o felino conseguiu escapar aos seguranças de Goodison Park durante cerca de dois minutos. Um símbolo de azar que resume uma tarde onde os lobos de NES uivaram em Liverpool.

Fonte: Wolverhampton Wanderers
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Everton FC: J. Pickford; S. Coleman (D. Calvert-Lewin 73’); K. Zouma; M. Keane; L. Baines (J. Kenny ’37); A. Gomes; T. Davies; T. Walcott (A. Lookman 60’); G. Sigurdsson; Richarlison; C. Tosun
Wolverhampton Wanderers: R. Patrício; R. Bennett; C. Coady; W. Boly; M. Doherty; L. Dendoncker; R. Neves (R. Saiss 49’); J. Moutinho; Jonny; R. Jiménez (A. Traoré 89’); D. Jota (H. Costa 77’)
A FIGURA

Raúl Jiménez – O Wolverhampton está, de facto, a conseguir tirar o melhor do mexicano. O seu golo de cabeça aos 45 minutos foi crucial na terceira vitória consecutiva da equipa. Assim, será difícil para os Wolves não transformarem o empréstimo de Jiménez numa transferência permanente.
O FORA DE JOGO

Leighton Baines – Uma tarde para esquecer para o lateral esquerdo inglês. Aos 6 minutos fez falta para penálti e, meia hora e mais uns erros depois, estava a sair lesionado. Baines, que é conhecido pela sua consistência, deixou em Goodison Park uma imagem muito negativa.
Foto de Capa: Wolverhampton
Artigo revisto por: Jorge Neves









