Publicidade

AS Roma: O respeitinho é muito bonito… se não for em excesso

Diogo Fresco · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A Roma chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões. Não me parece anormal, já que apresentou um excelente desempenho no grupo em que calhou em sorte, e nos oitavos derrubou uma equipa igualmente bem orientada, mas sem as pretensões de clubes de posses maiores. É um clube assim que lhe calhou “em sorte”, os culés, o FC Barcelona.

Antevendo este embate, qualquer casa de apostas dá como favoritos os blaugrana. Quer em casa, quer fora. Não é fácil jogar em Roma, atenção, mas Barcelona, Real Madrid, Bayern de Munique, ou City seriam também apontados como favoritos. Clubes que não são imbatíveis, mas batê-los seria algo mais do que a “simples” passagem às meias.

Outra curiosidade é o facto de termos duas equipas da Seria A nos quartos de final. Estes últimos seis a Juventus foi sempre campeã, e mais curioso ainda foi o bem modesto 7º lugar na classificação na temporada que antecedeu o primeiro título nacional conquistado neste série que se mantém, e parece continuar, se bem que o Nápoles está vivo. A Liga Italiana, que já foi a melhor do mundo, após uma quebra a nível competitivo interno, deixa o indício de voltar a colocar equipas num contexto competitivo externo.

Voltando à Roma, e às suas hipóteses na presente edição da Liga dos Campeões, que me parecem muito mínimas, não se lhe permite dar a eliminatória por perdida. Característica bem conhecida de qualquer italiana é a sua capacidade em defender. Chamam-lhe a “arte de defender”. Não é só isso, mas pode começar aí a abordagem aos dois jogos contra um Barcelona que não facilita.

 

Levar o jogo vivo para o Stadio Olimpico pode não ser a solução, mas pode ser fator a ter em conta
Fonte: AS Roma

A primeira mão joga-se no Camp Nou. Sendo a equipa, teoricamente, que irá cair aos pés dos catalães, e Di Francesco não deverá encarar o jogo como se fosse frente ao Shakhtar, mas segundo as mesmas intenções: mas agora, no máximo dos máximos, trazer a eliminatória ainda remediável para terras transalpinas. Muita contenção defensiva em Camp Nou, ou atrevimento ofensivo? Prevejo as duas, o Barça assim o obriga.

É muito difícil ver o Barcelona cair. É improvável que a equipa romana o consiga fazer. Mas vêem-se muitos jogadores a subir de nível, como por exemplo, de equipas como a Roma para equipas como o Barcelona, e corresponderem ao que o nível “elite” exige. Vejo em Dzeko um ponta de lança mortífero, que condiz com o passado do calcio: com defesas mais impenetráveis, melhores pontas de lança são precisos. Em tempo os reais matadores fizeram lá escola, como Crespo, “Pippo” Inzaghi, Adriano, Ibra, Shevchenko, Toni, Di Natale, Vieri, Trezeguet, Totti, Batistuta, Del Piero… Dzeko é um ponta de lança que resolve. A defesa romana, que nele mesmo começa, já que será o primeiro da equipa a defender, pressionando o possante meio campo blaugrana, terá o bósnio sempre no seu horizonte. A estratégia romana dependerá não apenas de si, mas também do demérito de jogadores adversários, pois em situações normais já apontamos quem seguirá em frente na competição.

Foto de capa: AS Roma

Diogo Fresco

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.