Publicidade

BVB Dortmund 3-3 RB Leipzig: Empate em jogo de loucos

Miguel Simões · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Jogo eletrizante no Signal Iduna Park! Com possibilidades de se aproximar da liderança, o BVB Dortmund recebeu o líder, RB Leipzig, numa partida que terminaria com um incrível empate a três bolas. Os auri-negros chegaram a estar a vencer por 2-0 e por 3-2, contudo, uma série de erros defensivos acabaria por ditar um empate.

Num início de jogo algo morno, a formação da casa ia tendo mais bola e era a única a levar a bola com perigo até ao último terço, perante um Leipzig mais na expectativa com cautelas defensivas. Com a iniciativa apenas de um lado, as duas primeiras oportunidades saíram da cabeça de Hummels: a primeira ao lado, a segunda a obrigar Gulácsi a uma defesa espantosa.

As ameaças foram surgindo e o ritmo da partida aumentando. Hakimi deu o alerta, Sancho assustou e Weigl tratou de inaugurar o marcador. O médio alemão tentou a sua sorte de fora da área e a bola – com algum efeito – acabaria mesmo por enganar o guardião adversário.

A formação de Julian Nagelsmann só respondeu à passagem da meia hora de jogo – com um remate potente de Poulsen a sair por cima -, mas foi o Dortmund a chegar ao segundo num lance de pura magia. Receção, rotação e um grande golo de Brandt a ampliar a vantagem.

O conjunto forasteiro só cresceu nos descontos, tendo Bürki sido colocado à prova por Poulsen por duas ocasiões em trinta segundos. Dois cabeceamentos que obrigaram o guardião suíço a belas intervenções. O jogo, esse, encaminhar-se-ia para o intervalo com uma vantagem de dois golos para os auri-negros.

Brandt brilhou no 2-0, mas comprometeu no lance do 2-2
Fonte: Bundesliga

Que início de segunda parte, meus caros! Três golos em dez minutos são a prova disso mesmo. Mas vamos por partes. Com menos de dois minutos decorridos, um erro clamoroso de Bürki na saída entre os postes culminou num golo de Werner. Ele que, cinco minutos depois, viria a aproveitar uma oferta de Brandt para aparecer isolado e rematar para o 2-2. Pelo meio, Halstenberg já tinha visto um golo ser-lhe anulado por fora de jogo. Incrível, não?

O jogo estava caótico e viria a ficar ainda mais quando Sancho, após uma bela jogada coletiva, atirou para recolocar o Dortmund na frente do marcador. Fantástica reação dos homens de Lucien Favre, que chegaram a estar perto de aumentar a vantagem por mais duas ocasiões criadas por Hakimi e Reus.

Contudo, o segundo tempo da equipa do leste da Alemanha falava por si e o golo do empate não tardou em aparecer. Nova má abordagem defensiva do Dortmund, novo golo. O recém-entrado Schick aproveitou um ressalto e, no coração da área, atirou para o 3-3.

Um resultado, três desfechos possíveis. O jogo estava de tal forma eletrizante que nem dava para respirar. Se é certo que o Leipzig ameaçou a reviravolta, também os da casa estiveram perto de se recolocar na frente do marcador, contudo, o resultado não mais se alterou. Com este empate, o Dortmund continua no 3º lugar, com 30 pontos, já Leipzig mantém-se na liderança, com 34.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

BVB Dortmund:  Bürki, Zagadou, Hummels, Akanji, Guerreiro (Schulz, 84’), Brandt, Weigl, Hakimi, Sancho (Piszczek, 71’), Reus e Thorgan Hazard.

RB Leipzig: Gulácsi, Halstenberg, Upamecano, Mukiele, Klostermann, Demme, Laimer, Forsberg (Nkunku, 46’), Sabitzer (Matheus Cunha, 70’), Werner e Poulsen (Schick, 62’).

A FIGURA

Fonte: Bundesliga

Jadon Sancho – Destacou-se nos 71 minutos que jogou. Criou, ofereceu, marcou e brilhou. Esteve na assistência para o fantástico golo de Brandt e, além disso, o seu golo não poderia ter aparecido em altura mais certa. Após os erros da sua equipa que custaram o empate a abrir o segundo tempo, Sancho estava no sítio certo e à hora certa para fazer o 3-2 e reerguer a equipa de Dortmund (que viria a consentir o golo do empate já após a sua saída).

O FORA DE JOGO

Fonte: BVB Dortmund

Erros defensivos do BVB Dortmund – Três erros, três golos do adversário. Talvez seja a melhor forma de caracterizar esta escolha. Um erro gritante de Bürki na saída entre os postes, uma oferta de Brandt a ditar o 2-2 e um mau alívio defensivo a fechar estiveram na origem da forma como o Leipzig reagiu à desvantagem. Mérito para a formação do Leipzig, claro, mas também muito demérito da equipa de Dortmund.

Foto de Capa: Bundesliga

Revisto por: Jorge Neves

Miguel Simões

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.