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Análise ao Sorteio da Liga dos Campeões

Patrícia Nel · 4 min

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O destino das 12 equipas ainda em competição na Liga dos Campeões foi hoje traçado em Nyon, na Suíça, e nada ficou por desejar. O sorteio da ‘final 8’, que decorrerá em Lisboa, a partir do próximo dia 12 de agosto, ditou vários jogos escaldantes e alguns reencontros. Mas antes terão ainda de ser jogados, nos respetivos estádios, as segundas mãos dos oitavos de final, que foram interrompidos devido à pandemia de Covid-19.

Juventus FC/Olympique Lyonnais x Man. City FC/Real Madrid CF

Um dos jogos mais aguardados deste sorteio é, sem dúvida, o que resultar das partidas entre Juventus x Lyon e Manchester City x Real Madrid.

A Juventus procura em Cristiano Ronaldo a definição que lhe tem faltado nos últimos anos para a derradeira conquista da Liga dos Campeões, depois de vários anos a atingir meias-finais e finais, sem sucesso. No entanto, na primeira mão, o Lyon superiorizou-se a Ronaldo e companhia, e, por isso, a tarefa não será fácil. Resta saber quais serão os efeitos a nível competitivo do cancelamento da liga francesa.

Caso se apure, Ronaldo poderá encontrar o Real Madrid nos quartos-de-final, e essa será, sem dúvida, uma motivação extra para o português. Mas os merengues terão de superar a derrota frente ao Manchester City em pleno Santiago Bernabéu (1-2), e não se avizinha tarefa fácil. Pep Guardiola e os citizens não conquistaram a Premier League, e farão de tudo para se agarrar a um troféu que há tanto buscam para se afirmarem como um clube de topo a nível europeu.

FC Barcelona/SSC Nápoles x FC Bayern Munique/Chelsea FC

Apesar do empate a uma bola, em Nápoles, colocar o Barça em vantagem, o fantasma das últimas épocas paira no Camp Nou (os catalães permitiram a AC Roma e Liverpool FC incríveis reviravoltas) e o ambiente no clube não ajuda. O Nápoles pode assim surpreender o Barcelona, com Insigne e Mertens apontados à baliza adversária, mas será difícil superar os blaugrana, especialmente se Messi estiver inspirado.

Por outro lado, o Bayern demonstrou toda a sua força na primeira mão dos oitavos de final ao vencer o Chelsea por 3-0, e só uma grande hecatombe fará com que os alemães não se apurem para a ‘final 8’, em Lisboa. O Chelsea tem vindo a melhorar ao longo da época, mas não terá ainda força suficiente para dar a volta à eliminatória.

A expectativa depois deste sorteio de um Barcelona x Bayern nos quartos de final (e o reencontro de Phillipe Coutinho com a antiga equipa) é grande e, diga-se, muito provável.

RB Leipzig x Club Atlético Madrid

Nos oitavos de final, o RB Leipzig surpreendeu ao eliminar um dos finalistas da época passada, o Tottenham Hotspur FC, com um agregado de quatro golos sem resposta, mas o Atlético de Madrid não se ficou por menos: eliminou o Liverpool, numa estrondosa reviravolta em Anfield Road, e chega a esta fase com uma aura diferente, depois de eliminar o todo-o-poderoso campeão europeu e, agora, campeão inglês. O Leipzig chega sem o seu melhor marcador, Timo Werner (transferido para o Chelsea), e o Atlético de Madrid reforça assim a posição de favorito depois deste sorteio.

Paris Saint-Germain FC x Atalanta Bergamasca Calcio

À partida, o PSG seria claro favorito a vencer esta partida. A super equipa parisiense tem mais do que argumentos para se superar aos italianos, ou não contasse nas suas fileiras com jogadores como Mbappé, Cavani, Di María, e, claro, Neymar. Mas os nomes per si não ganham jogos, e a Atalanta tem vindo a demonstrar uma enorme força coletiva, que a fez chegar até esta fase como a equipa revelação da competição. Além disso, os campeões franceses vêm de uma paragem competitiva de quase cinco meses (a liga francesa foi suspensa em março e, posteriormente, cancelada), e isso terá efeito no rendimento dos jogadores – voltarão revigorados ou com falta de ritmo? De qualquer forma, a pressão após este sorteio está toda do lado do PSG e de Neymar, que tenta provar o seu génio em Paris, provavelmente, uma última vez.

Estes são os quartos-de-final que irão preencher os nossos serões de 12 a 15 de agosto, e o facto de serem apenas jogados a uma mão traz aos adeptos, jogadores e treinadores uma adrenalina extra, com as equipas dispostas a correr mais riscos, mas tornando-se também mais suscetíveis ao erro.

Artigo revisto por Joana Mendes

Patrícia Nel

Redação Bola na Rede · ver artigos