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Real Sociedad de Fútbol 2-0 Club Atlético de Madrid: Queda do líder no Novo Anueta!

Tiago Silva Ferreira · 4 min

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É o regresso da La Liga após a pausa para as seleções. Frente a frente estão duas equipas com resultados diferentes no campeonato. Enquanto a Real Sociedad já experimentou todos os resultados possíveis nas três primeiras jornadas, o Atlético Madrid mantém-se imbatível, com três vitórias consecutivas.

Este jogo tinha uma condimento especial, a Real Sociedad estreava-se em casa esta época e estreava também o seu novo estádio,o novo Anoeta, que foi renomeado para Real Arena. Uma motivação para a equipa da casa se estrear com uma vitória. Aleksander Isak era também uma das estreias para este jogo e poderia ser um dos candidatos a inscrever o seu nome na história como o primeiro jogador da Real a marcar no novo estádio.

O técnico Imanol Alguacil apresentou a equipa a jogar um futebol agradável com as transições em posse a serem o foco da equipa, mas esbarrou na forte pressão da equipa de Simeone que voltou ao esquema táctico mais habitual, o 4-4-2, depois do susto da última jornada em que tinha alterado o sistema. Apesar dessa pressão, os bascos dominavam no capítulo da posse, apesar de perderem a maior parte dos duelos para a defesa dos colchoneros.

A equipa do Atlético é conhecida por sofrer poucos golos e com o regresso de Savic ao centro da defesa, essa afirmação saía mais reforçada.

Essa condição foi  posta à prova por duas ocasiões, primeiro numa bela jogada colectiva, a Real podia ter chegado ao golo, mas Jan Oblak negou de forma fantástica o golo aos bascos. Depois Diego Llorente ao ganhar nas alturas à defesa colchonera  podia ter feito melhor  mas o cabeceamento acabou por sair por cima da baliza dos madrilenos.

Para quem viu a primeira parte, só podia concordar com este nulo, embora a Real tivesse maior ascendente no jogo não conseguia marcar, ao passo que o Atleti, esteve bastante apagado a nível ofensivo.

A segunda parte iniciou com uma alteração na equipa colchonera, Marcos Llorente entrava para o lugar do muito apagado Thomas Lemar.

A qualidade global do jogo melhorou um pouco no início do segundo tempo, talvez muito por culpa do Atleti que mostrou maior interesse em chegar à grande área contrária, o que depois servia de pretexto para a Real contra-atacar.

Num bom lance ofensivo João Félix mostrava os dentes à defensiva do clube de San Sebastian, com um remate a passar ao lado da baliza de Moya.

O jogador português não ia mostrar muito mais porque pouco depois seria substituído por Ángel Correa.

Os minutos seguintes definiram o resto do jogo, numa escala de acontecimentos que levaram à queda do líder da La Liga.

Mikel Merino numa grande jogada individual entregava o esférico para Martin Odegaard que abria o marcador, inscrevendo o seu nome na história do novo Anoeta, o remate do dinamarquês ainda sofreu um desvio em Savic enganando Jan Oblak.
Fonte: Real Sociedad de Fútbol

Pouco depois ainda não refeitos do primeiro golo sofrido, a defesa do Atlético de Madrid concede outro golo, com culpas repartidas entre a defesa e Jan Oblak, foi mais lesto Nacho Monreal e empurrava a bola para dentro da baliza num lance que deixou Oblak sem sentidos, acabando o mesmo por ter que ser substituído. Muitas contrariedades em tão pouco tempo deitaram a baixo os colchoneros.

Mas quem conhece Simeone sabe que não é pessoa de se render, e isso ficou espelhado na reação da equipa. Finalmente a equipa começou a funcionar no ataque e as ocasiões foram aparecendo e no espaço de dois minutos Moya foi obrigado a intervir por duas ocasiões. A própria atitude da equipa melhorou mesmo não sendo suficiente para mudar o rumo dos acontecimentos.

Vitória a ser mais que justa para a equipa da casa que foi mais forte em todos os momentos do jogo, perante um Atlético muito estéril que voltou a mostrar dificuldades quer no momento ofensivo quer no momento defensivo, espera-se pois muito trabalho para Simeone colocar o Atleti a praticar um futebol mais “agradável”.

 

ONZE INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Real Sociedad de Fútbol – Moya, Monreal, Llorente, Elustondo, Zaldua, Merino (Zurutuza, 83′), Zubeldia, Oyarzabal, Odegaard, Portu (Januzaj, 83′) e Isak (Willian José, 73′).

Club Atlético Madrid – Oblak (Adan, 66′), Trippier, Gimenez, Savic, Renan Lodi, Lemar (Llorente, 46′), Koke, Saul, João Félix (Correa, 57′), Diego Costa e Vitolo.

FIGURA

Fonte: Real Sociedad de Fútbol

Real Sociedad – Estive para escolher Odegaard ou Merino mas decidi premiar o colectivo, esta equipa da Real Sociedad, mostrou-se muito forte em todos os sectores e apresentou um futebol positivo, contrastando com o seu adversário, da baliza aos avançados todos merecem esta distinção, é claramente uma equipa candidata a ir as competições europeias.

FORA DE JOGO

Fonte: Club Atlético de Madrid

Atlético Madrid – Não podia ser diferente esta escolha, uma equipa sem alma, sem chama,a mostrar um jogo estéril e sem brilho, não esteve ao nível do lugar que ocupa no campeonato e terá que melhorar muito se quiser conservar esse lugar.

Foto de Capa: Real Sociedad de Fútbol

artigo revisto por: Ana Ferreira

Tiago Silva Ferreira

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