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1 italiano + 1 português = Uma Champions para o PSG?

Gonçalo Taborda · 3 min

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Desde outubro de 2011, quando Nasser Al-Khelaïfi assumiu o cargo de presidente do Paris Saint-Germain e pôs em prática um enorme investimento financeiro, a equipa do Parque dos Príncipes tem sido soberana a nível doméstico, ganhando cinco campeonatos em sete épocas. Mas a nível europeu os resultados são parcos, e o gasto de 238 milhões de euros da época passada, que garantiu aos parisienses os serviços de Neymar e Mbappé (emprestado por uma época; em julho, o negócio tornar-se-à permanente a troco de mais 180 milhões de euros), não mudou o panorama. Já se parece ter tentado tudo para resolver este problema, mas talvez a solução derradeira passe pela contratação de um certo craque português e um “quarentão” italiano.

Começando pelo craque, não é um segredo para ninguém que Cristiano Ronaldo já não se sente bem em Espanha: a questão da fuga ao fisco veio azedar a situação do português nas terras de nuestros hermanos. As declarações feitas após a final da Liga dos Campeões refletiram o seu estado de espírito. “Foi muito bom estar no Real Madrid”; “nos próximos dias darei uma resposta aos adeptos, que sempre estiveram do meu lado”, disse “CR7” em declarações à BeinSports. Isto pareceu deixar bem patente que esta seria a última época do extremo lusitano no Santiago Bernabéu.

Fonte: UEFA

Mas tudo o resto que poderá estar por trás deste descontentamento será pura especulação. Manu Sainz, do AS, fala no facto de o salário que Ronaldo aufere no Real Madrid – 21 milhões de euros por ano – ser muito inferior àquele que Neymar (PSG) e Messi (FC Barcelona) recebem: 35 milhões e 40 milhões de euros, respetivamente.

A vontade de sair parece existir, mas o que adicionaria Cristiano Ronaldo ao atual campeão francês? Golos, como é óbvio. Mas será que é mesmo disso que o PSG precisa? Estamos a falar de uma equipa que marcou 108 golos em 38 jogos da Ligue 1 na época passada. 47 desses 108 foram repartidos entre Edinson Cavani e Neymar. O problema não parece ser na vertente ofensiva.

Mas Cristiano é muito mais que golos: é um jogador com a capacidade de incutir nos seus colegas uma mentalidade vencedora, uma confiança que pode levar qualquer conjunto de jogadores à vitória. Com o PSG a cair nos oitavos ou nos quartos de final da Liga dos Campeões das últimas seis temporadas – desde que começou o grande investimento na equipa -, o extremo do Real Madrid, que já ganhou a competição cinco vezes, poderia ser o catalizador de uma caminhada de sucesso na Liga Milionária.´

Outro ingrediente necessário numa equipa como o PSG é a liderança: é preciso que alguém, tanto dentro como fora de campo, saiba conciliar todos os egos do clube. Dentro das quatro linhas, é Thiago Silva quem desempenha esta função. Fora de campo, era Unai Emery (entretanto substituído por Thomas Tuchel).

Tendo já perdido duas finais da Liga dos Campeões, “Gigi” estaria certamente determinado a fazer com que a terceira fosse de vez
Fonte: Juventus FC

Mas episódios como Neymar e Cavani a discutirem devido à marcação de um penálti provam que esta liderança não é muito forte para os lados de Paris. Se os rumores se confirmarem e Gianluigi Buffon – que a partir de 1 de julho ficará sem clube – rumar ao PSG, o italiano poderá ser uma peça importante para unir um balneário que parece fragmentado. Resta saber que a autoridade que “Gigi” comportava na Juventus e na seleção italiana irá ser transmitida em em terras gaulesas.

Com os rumores da saída de Cristiano Ronaldo a abrandarem, o mais provável é que o PSG apenas consiga adquirir metade desta solução. Mas com os valores do mercado de transferências a mostrarem-se cada vez mais absurdos, aquela cláusula de mil milhões de euros que Florentino Pérez colocou no português já não parece tão inalcançável.

Foto de Capa: UEFA

Gonçalo Taborda

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