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Arsenal FC 2–2 Tottenham Hotspur: Um dérbi de duas partes

Gonçalo Taborda · 3 min

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A quarta jornada da Premier League trouxe-nos o primeiro North London Derby desta época. Mas, nesta tarde de futebol no Emirates Stadium, o orgulho não era a única coisa em jogo. Ambas as equipas vinham de uma derrota e procuravam recuperar o seu rumo contra o rival histórico.

A qualidade do futebol era patente. Dos dois lados, temos visto futebol de encher o olho. O Arsenal tem tido particular destaque por isto mesmo. Empurrados pelos adeptos da casa, os homens de vermelho deram os primeiro sinais de perigo, com um remate de Lacazette a sair em rosca. Mas, na sequência deste lance, o Tottenham fez o que faz melhor: contra ataque rápido, incisivo, com Harry Kane a dar para Heung-Min Son. O coreano temporiza na perfeição o passe para Lamela, que remata com pouca força à baliza. Bernd Leno, que tem recebido muitos elogios neste último mês, fica mal na fotografia, ao não conseguir agarrar a bola, deixando-a à mercê de Christian Eriksen. O dinamarquês aproveitou para fazer o seu primeiro golo neste dérbi e dar a vantagem aos Spurs.

Depois de o alemão se redimir, era a vez de um suiço errar. Granit Xhaka, aos 39 minutos, faz uma entrada escusada sobre Son dentro da grande área. O árbitro não teve dúvidas, soprou o apito e, aos 40 minutos, Kane convertia a grande penalidade e fazia o 2-0.

Com o 2-0, a vitória dos Spurs parecia o resultado mais óbvio
Fonte: Tottenham Hotspur

O jogo caminhava a passos largos para o intervalo, mas uma segunda parte que se afigurava fácil para os homens de Pochettino tornou-se incerta. Isto porque, aos 45 minutos, uma perda de bola desnecessária no meio campo permitiu a Nicolas Pepe isolar Lacazette, que passou no meio de Vertonghen e Alderweireld e fuzilou a baliza de Hugo Lloris, para reduzir a desvantagem.

Para o adepto neutro, isto foi a melhor coisa que podia ter acontecido, pois a segunda parte teve um início frenético. Três hipóteses para o Arsenal, incluindo um falhanço de Kolasinac, e uma para o Tottenham, quando Kane disparou ao poste. O ambiente no Emirates deixou os Spursnuma situação desfavorável, com vários jogadores a cometerem erros poucos característicos. A entrada de Delle Alli, por troca com Lamela, veio dar alguma tranquilidade ao meio campo, que assim passava a contar com cinco homens.

Mas, a 20 minutos do fim, Guendouzi tirou um coelho da cartola (ou, melhor dizendo, do farto cabelo que já possui). Progrediu cerca de 10 metros no meio campo adversário e encontrou Aubameyang no meio de Vertonghen e Rose. O gabonês só teve de encostar e fazer o 2-2.

Daqui para a frente, só deu Arsenal. O início superior do Tottenham parecia uma memória distante, com os homens de Pochettino incapazes de montar um contra ataque ou completar uma incursão ao meio campo contrário. O terceiro golo parecia uma questão de tempo, e acabou mesmo por surgir, por intermédio de Sokratis. Mas Kolasinac, que fizera a assistência, encontrava-se em fora de jogo, e o Tottenham escapou ileso.

Num jogo com duas partes muitos distintas, os rivais londrinos acabaram por empatar. O Tottenham bem se poder dar por sortudo ao conseguir o empate, mas aumenta para três a sua série de jogos sem vencer. O Arsenal perdeu a hipótese de subir ao terceiro lugar.

A FIGURA

Fonte: Arsenal FC

Matteo Guendouzi – Colocamos esta foto do francês com Aubameyang porque foi verdadeiramente difícil escolher. Mas a segunda parte de Guendouzi foi incrível, e não só pela brilhante assistência para golo. Foi crucial ao cortar sucessivos contra ataques do Tottenham, mantendo  a teia ofensiva que os gunnerslançaram sobre os spurs.

O FORA DE JOGO

Fonte: Arsenal FC

Granit Xhaka – Se Guendouzi foi a figura, muito pode dever também a Xhaka. A tarde negativa do capitão do Arsenal permitiu ao seu colega francês destacar-se. A falta infantil para penálti comprometeu, e de que maneira, a sua equipa. Na segunda parte, mostrou-se faltoso, pouco envolvido e pouco eficaz. Nos seus melhores dias, Xhaka é um médio destruidor de jogo, capaz de grandes momentos e de remates fantásticos a meia distância. Nos seus piores, é isto.

Foto de Capa: Premier League

artigo revisto por: Ana Ferreira

Gonçalo Taborda

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