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O Manchester United FC é um dos clubes com mais sucesso desde o início deste século e o grande responsável por isso é o mítico Sir Alex Ferguson, que orientou a equipa desde 1986 até 2013. Durante esse período, os red devils foram 13 vezes campeões de Inglaterra, duas da Europa, além do grande número de taças conquistadas. Durante o século XXI, foram oito Premier League e uma Liga dos Campeões, sendo que grande parte desses troféus foram entre 2000 e 2009, o que diferencia a qualidade entre a primeira e a segunda década do clube.
A era de Alex Ferguson chegou ao fim em 2013 e desde aí, o Man. United nunca mais conseguiu ser campeão, nem terminar perto do primeiro lugar. Os anos de ouro ficam marcados para a história, como um período de dominância dos red devils, que procuram atualmente reerguerem-se para esquecer os anos apagados desde a saída de Alex Ferguson. Desde 2013, venceram uma Taça, uma Supertaça, uma Taça da Liga e uma Liga Europa (os três últimos com José Mourinho no comando técnico).
A realidade é que o Manchester United foi dominante durante grande parte deste século e seguramente apresenta um onze de qualidade, apesar de grande parte das escolhas terem maior relevância no clube durante a primeira década.
1.

Edwin van der Sar – Com a saída de Peter Schmeichel na viragem do século, Ferguson demorou a conseguir o substituto desejado, até à chegada de Edwin van der Sar em 2005, para dissipar as dúvidas na baliza e assumir-se como uma figura de respeito na baliza dos diabos vermelhos. Esteve presente na conquista da Liga dos Campeões em 2008 e numa sequência de três campeonatos de Inglaterra vencidos. Era dos mais consistentes na sua posição e cometia poucos erros. É um dos melhores a vestir a camisola de guarda-redes no clube.
2.

Gary Neville – É uma escolha segura, mesmo com o impacto de Antonio Valencia. Gary Neville era um jogador muito completo, mas o que o diferenciava era a liderança, que continua a evoluir ainda nos dias hoje, com a experiência profissional como treinador. Prova dessa liderança foi a eleição como capitão de equipa em 2005. Tinha um contributo ofensivo importante, sendo possivelmente o melhor destes anos a tirar cruzamentos, e distinguia-se a nível defensivo pelo excelente posicionamento. Jogou toda a carreira no clube e venceu grande parte dos títulos conquistados durante a era de Ferguson.
3.

Patrice Evra – Apesar de ter maior preponderância antes de 2010, Evra foi crucial nas conquistas do início da segunda metade do século. Era um jogador muito esforçado, que ainda jogava com toda a vontade e energia nos últimos anos no clube e era bastante competente e cumpridor. Com quase 400 jogos pelos red devils, foi bastante importante no processo ofensivo, pela forma como subia e descia incansavelmente por aquele corredor esquerdo.
4.

Rio Ferdinand – Um dos intocáveis neste onze, não só pela qualidade exibida, não só pelos títulos, mas também pela concorrência existente. O Manchester United desde a sua saída, ainda não teve um jogador parecido nesta posição e já passou por várias experiências. Com isto, sem duvidar da qualidade de Ferdinand, por ser uma figura mítica do clube, visto que era o capitão da equipa e assumiu-se como o patrão em grande parte dos momentos. Teve 12 anos de grande sucesso ao serviço dos red devils, com quase 500 partidas. Marcava pela diferença com a raça, determinação e espírito de grupo.
5.

Nemanja Vidic – Representou o clube de Old Trafford quase uma década e saiu como uma figura emblemática para os adeptos, mesmo que não tivesse tanto destaque como Ferdinand. Encaixava-se na verdadeira definição de defesa central, pela mistura da agressividade necessária com a técnica exibida. Vidic tinha compostura e era competente no processo defensivo, além de ofensivamente também contribuir por ser forte no jogo aéreo, o que o tornou um central goleador. Dos mais completos na sua posição.
A presença do sérvio, a par do parceiro durante várias épocas, Rio Ferdinand, justifica-se por serem uma das melhores duplas de sempre, que se complementaram um ao outro e dominaram tanto a segunda metade da primeira década, como o início da segunda. Com esta dupla de centrais, van der Sar sentia-se bem mais seguro nas suas funções.
6.

Paul Scholes – Um médio com uma técnica acima da média, com uma habilidade de passe soberba, como se fosse teleguiado para o colega. Tinha facilidade no remate de longe e uma visão de jogo fora do comum. É dos melhores de sempre a vestir a camisola do clube e tem mais de 700 jogos pelo Man. United, com um total de 152 golos marcados e 73 assistências realizadas. É o terceiro jogador com mais jogos pelo clube, no qual esteve toda a carreira e ainda regressou depois de supostamente ter terminado a carreira e esteve presente nos últimos anos de Alex Ferguson como técnico principal.
7.

Cristiano Ronaldo – Quem mais podia ser? O mítico CR7, que triunfou em Inglaterra, em Espanha e agora em Itália. Foi em Manchester que espoletou, depois de se mostrar ao mundo ao serviço do Sporting. Cristiano foi incansável desde 2003 até 2009, com uma quantidade fascinante de golos marcados e oferecidos. No período que lá esteve, conseguiu ser o melhor jogador do mundo em 2008, o melhor marcador da Premier League no mesmo ano, que lhe valeu a Bota de Ouro e ainda venceu a prestigiada Liga dos Campeões. Desde a sua chegada ao clube, foi-se transformando num extremo tecnicista com faro para o golo, para um autêntico monstro goleador, batedor de bolas paradas, cabeceador exímio e, acima de tudo, um exemplo para muitos outros jovens e atletas.
8.

Ryan Giggs – Apesar de ter alinhado grande parte da carreira na esquerda, foi no meio que acabou a carreira e demonstrou outras características nesta posição. Ryan Giggs é possivelmente o melhor jogador da história do Manchester United e chegou ao clube praticamente na mesma altura que Ferguson. É o jogador com mais jogos realizados pelo Manchester United, com 963, e é o sétimo melhor marcador, com 168 golos. É uma referência dos anos de sucesso do clube e durante o século foi das figuras mais importantes. Foi titular em todas as épocas e, mesmo no declínio da carreira, era regularmente opção, sem lhe pesarem os anos em cima.
9.

Ruud van Nistelrooy – Foi talvez o melhor avançado da primeira década, na qual representou o clube desde 2001 até 2006. Em 219 jogos, foram 150 golos marcados, estando perto de entrar nos dez melhores marcadores da história, com apenas cinco épocas realizadas. Tinha mais rendimento a jogar num sistema de apenas um avançado, no entanto, com a chegada e Rooney complementaram-se e fizeram duas épocas de grande nível.
10.

Wayne Rooney – É uma das grandes referências do clube ao longo do século, com 13 anos de casa. Tornou-se o melhor marcador da história do Manchester United, com 253 golos marcados e aparece em sexto lugar na lista dos jogadores com mais aparências, com 559 partidas realizadas. Rooney tinha um espírito competitivo inigualável e desencantava sempre alguma forma de dar seguimento à jogada ou de arranjar espaço para atirar à baliza. Era um goleador nato, caracterizado pela mobilidade e é uma personalidade emblemática, que ficará para a história dos red devils.
11.

David Beckham – Demonstrou todo o seu brilho no futebol enquanto atleta do Man. United. Foi crucial para o sucesso do clube durante os anos em que lá esteve. Apesar de a maior parte deles ter sido no final do século passado, Beckham ainda apanhou quatro épocas de 2000 para a frente. A sua relação com os avançados era fantástica, tinha uma visão de jogo excecional e tirava cruzamentos deslumbrantes, sendo um dos melhores de sempre nesta arte, devido às inúmeras chances criadas. Ferguson adorava Beckham por ser um jogador que dava tudo pela equipa e disputava cada bola com uma grande intensidade. Além disso, a sua magia também se refletia nos remates, principalmente nas bolas paradas.
Fonte: Manchester United FC
Artigo revisto por Inês Vieira Brandão












