Última horaJosé Mourinho não compareceu na conferência de imprensa após o Real Madrid x Villarreal: Eis a razão
Publicidade

O protagonista que o é sem o ser

João Fernandes · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Todos os filmes de ação e romance têm, geralmente, uma personagem principal sobre a qual recai a maior parte da atenção. É esta que teve uma infância difícil, que vive o grande amor da história e que no fim derrota o vilão e segue com uma vida feliz.

No futebol, os primeiros casos que nos vêm à cabeça, sem ter de pensar muito, são Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. O português foi da ilha da Madeira para o continente com apenas 11 anos e teve de crescer sozinho até se tornar no homem que conhecemos hoje. Já o argentino mudou-se aos 13 anos da cidade de Rosário para a Catalunha, onde prosseguiu com o tratamento para o seu problema hormonal e impressionou tudo e todos.

Os dois melhores do mundo e, possivelmente, melhores de sempre, têm sido os grandes protagonistas do desporto-rei nos últimos 15 anos. As conquistas, as lágrimas, os festejos, as derrotas e, claro, a coleção de golos e assistências que nos vão oferecendo acabam por sugar o enredo que se desenvolve à sua volta.

Nesse enredo, são vários os jogadores que vão fazendo pela vida e que, com sorte, conseguem ser a figura do dia na Europa e no mundo do futebol. Um desses jogadores é Pedro Rodríguez.

Pedro Rodríguez após a conquista da Liga Europa com os blues
Fonte: Chelsea FC

O internacional espanhol passa muitas vezes despercebido. Depois de vários anos num FC Barcelona de luxo, onde o papel principal estava atribuído a Messi, em Londres também não é, de facto, o grande rosto do Chelsea FC. Apesar de ser uma das principais peças do “xadrez” de Sarri, os holofotes sempre preferiram Eden Hazard, que na próxima época já estará por Madrid.

Com 1,67 metros de altura, Pedro é o tipo de futebolista que não tem um atributo que o transforma num fora-de-série. Não é um batedor de livres exímio, não é um especialista da meia e longa distância e também não tem na velocidade e drible as caraterísticas que o distingam dos outros. O extremo de 31 anos é, sobretudo, um excelente profissional, daqueles que “fazem” o balneário e o plantel, e que dão tudo em campo, sem grandes alaridos e devaneios.

No passado dia 29 de maio, na final da Liga Europa, Pedro Rodríguez foi mais uma vez protagonista sem o ser. Com o golo marcado ao Arsenal na vitória dos blues por 4-1, o espanhol tornou-se no primeiro jogador de sempre a marcar nas finais da Liga dos Campeões, Liga Europa e Mundial de Clubes e na Supertaça Europeia: quatro competições que já venceu e que junta ao Campeonato do Mundo e Europeu conquistados pela seleção espanhola.

A estas estatísticas, Pedro pode ainda adicionar mais um dado a seu favor: em 2009, a par de Messi, marcou nas seis competições em que o Barcelona participou.

Tem um nome normal, não aparece nas capas dos jornais, nem abre o telejornal com uma notícia sua. Não movimenta milhões, não alimenta rumores de transferências, nem se envolve em polémicas e discussões. Pedro Eliezer Rodríguez Ledesma é a personagem de que todos gostamos, mas que muitas vezes nos esquecemos de que existe. Os 26 troféus que já arrecadou, e os que ainda estão por vir, vão tratando de nos recordar de que, por vezes, o papel principal pertence mesmo à personagem secundária.

Foto de Capa: UEFA

 

João Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.