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5 jogadores portugueses em destaque no estrangeiro

Inês Figueiredo Mendanha · 6 min

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Portugal, sendo um berço de formação de grandes jogadores, torna-se igualmente, um exportador de talentos; não sendo possível segurar as nossas pérolas durante muito tempo, somos inexoravelmente obrigados a deixá-las voar e brilhar noutros campeonatos. Mas o certo, é que a qualidade florescendo, não sai mais de lá. É como andar de bicicleta. Neste início de época, ainda para mais com as qualificações para as competições europeias, temos já vários talentos nacionais em destaque; vejamos quem são e o que andam a fazer para pôr o nome de Portugal nas bocas do mundo.

5.


André Silva- Desde a sua saída do FC Porto para o estrangeiro, André Silva teve algumas dificuldades em adaptar-se às várias equipas por onde andou. Depois de uma primeira temporada no AC Milan um pouco abaixo das expectativas, também na época seguinte, não foi tremendamente feliz no Sevilla FC. Finalmente, em 2019/2020, serviu que nem uma luva à equipa do Eintrach Frankfurt, onde toda a sua qualidade veio ao de cima. Foram 16 golos em 37 jogos, uma das melhores épocas da carreira.

Pelo meio, pormenores de deixar água na boca e o regresso da felicidade por jogar futebol. Um dos jogadores mais importantes da equipa, foi absolutamente determinante na conquista do 9º lugar da Bundesliga, o que fez o clube avançar para a sua contratação a título definitivo; esta época começou para André Silva como terminou a anterior: com golos e muita qualidade. São já dois, no mesmo número de jogos. Veremos se o instinto goleador continua.

4.


Miguel Silva- Miguel Silva foi durante anos, apontado como o futuro dono das redes do Vitória SC. A jovem promessa até teve uma primeira época de sonho na baliza vimaranense, mas rapidamente as suas debilidades vieram ao de cima e acabou por perder o lugar para o experiente Douglas. Após a decepcionante época do Vitória SC no ano passado, em que o clube falhou inclusive os lugares de acesso à Europa, o guarda-redes deixou o clube para rumar ao APOEL, do Chipre.

Agarrou o lugar de imediato e, apesar de se ter transferido para uma Liga de menor prestígio e um clube menos renomado, a verdade é que as coisas estão a correr bem ao guardião português. O clube tem passado as várias eliminatórias de acesso à Liga Europa, sempre com o contributo do Miguel, ocupando à data o 5º lugar do seu campeonato. A mudança pode vir a trazer a revelar a qualidade do guardião português; não só terá mais experiência, como competirá numa realidade distinta e tem até possibilidade de disputar a Liga Europa, algo que em Guimarães, esta época se revelaria impossível. Para já, parece prevalecer  “A quem muda, Deus ajuda”.

3.


Podence- Podence foi mais uma pérola de Alcochete muito mal aproveitada. Após realizar toda a formação no Sporting CP, nunca chegou a ser verdadeira aposta na equipa principal dos leões. Destacou-se num empréstimo ao Moreirense FC, em 2016/2017, onde até ganhou a Taça da Liga, o que o fez voltar a Alvalade, no mercado de Inverno e na época seguinte, onde somou 33 jogos. Teve sempre poucos minutos para fazer a diferença, mas deixou sempre bons apontamentos, quer em termos técnicos, quer na velocidade que emprestava ao jogo.

No final da atribulado época de 2017/2018, onde se deu o célebre ataque à Academia de Alcochete, Daniel Podence, agastado com os acontecimentos e ciente de que não seria aposta, desvinculou-se do Sporting e rumou ao Olympiacos. Na época de estreia, assinou a melhor temporada da carreira, fazendo 41 jogos e apontando 8 golos; ainda participou na primeira metade da época seguinte, mas a sua qualidade apontava a clubes e ligas mais competitivas, o que o levou à equipa com mais jogadores portugueses da Liga Inglesa, o Wolverhampton.

Podence ainda procura afirmar-se na equipa e adaptar-se ao futebol mais físico de terras de Sua Majestade, mas aqueles pezinhos de lã já começam a fazer efeito; que o diga De Bruyne….

2.


Pedro Tiba- Pedro Tiba é a prova de que, mesmo com poucas oportunidades, os jogadores portugueses deixam a sua marca em qualquer lado. O médio-centro português evidenciou-se na Primeira Liga ao serviço do SC Braga, em 2014/2015; os seus cinco golos em 36 jogos faziam prever que teria mais oportunidades nos arsenalistas, mas a verdade é que isso não aconteceu. Na época seguinte, foi emprestado ao Valladolid. Depois, cumpriu meia época no Braga e foi emrpestado ao GD Chaves, onde se tornou o cérebro da equipa.

Essa importância para os flavienses, ficou bem patente na fantástica temporada de 2017/2018, em que os trasmontanos terminaram em 6º lugar, contando com a experiência e a qualidade de Pedro Tiba. Essa foi a melhor época da sua carreira, pontando 11 golos nos 34 jogos pêlo Chaves. Depois dessa época, em que veio ao de cima todo o seu talento, com a grande capacidade de drible, a visão de jogo, a capacidade de passe acima da média e a extraordinária ocupação de espaços, à qual juntava um invulgar faro goleador, Tiba foi vendido ao Lech Poznan; sem querer diminuir a Liga Polaca, sempre acreditei que o talento do médio português o levaria para campeonatos e equipas mais competitivas.

Esta é já uma das melhores épocas do português no clube polaco. Nos sete jogos já realizados, apontou 3 golos e fez quatro assistências, estando a ser peça fulcral para o clube polaco e para a sua caminhada na Liga Europa. É um jogador diferenciado no Lech Poznan, que deve estar bem satisfeito com o seu investimento num dos jogadores centrocampistas portugueses mais subaproveitados da sua geração.

1.


Rui Silva- Um dos jogadores surpresa da Liga Santander 2019/2020, terá sido o Granada CF, que terminou a prova num honroso 7º lugar, a segunda melhor classificação da sua história. Um dos responsáveis por este feito foi o guarda-redes da equipa, o português Rui Silva. O guardião, que se evidenciou no CD Nacional, foi somando jogos nos madeirenses, ao longo de várias épocas, denotando um talento que já previa um salto na sua carreira.

Em 2016/2017, após 20 jogos pêlos madeirenses, foi comprado pêlos espanhóis, rendendo um milhão de euros ao Nacional. Após uma época e meia de adaptação, agarrou com unhas e dentes a oportunidade concedida pêlos andaluzes e tornou-se o dono das redes do clube. Com um sentido posicional impecável, reflexos felinos e muita segurança, Rui Silva tem encantado os espanhóis e as suas exibições chamaram a atenção do seleccionador nacional Fernando Santos, que o convocou para os últimos embates a contar para a Liga das Nações.

Nos últimos jogos tem sido intransponível na baliza do Granada, ajudando a equipa a avançar na qualificação para a Liga Europa e a cimentar o seu lugar na liga espanhola. No entanto, com tanto talento, duvido que o Granada o segure por muito tempo.

Inês Figueiredo Mendanha

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