Publicidade

E o Al-Hilal de Jorge Jesus, enfim, perdeu

Rúben Tavares · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Foi longa a invencibilidade, mas terminou no passado sábado. Foram precisos 18 jogos para Jorge Jesus conhecer o sabor da derrota na Arábia Saudita.

O desaire até aconteceu de forma inesperada: em casa, frente ao Al-Hazm SC, equipa que vive nas posições abaixo da linha de água. A pergunta e a dúvida serão, então, tentar perceber que efeitos este revés terá na equipa comandada pelo experiente técnico luso.

Para já, tal não interferiu com a liderança do campeonato, com 32 pontos, mais três do que o Al-Nassr FC, segundo classificado. Os 13 jogos, dez vitórias, dois empates e apenas uma derrota no campeonato são dados de respeito, mas a tal deve-se juntar a campanha da equipa de Riade na Liga dos Campeões Árabes, um sólido sonho de todos os adeptos e responsáveis do clube.

LÊ MAIS: Está em andamento a Liga Saudita da Era Jesus

O Al-Hilal SFC está nesta altura apurado para as meias-finais da prova, depois de eliminar o Al-Shabab SC, do Omã, e o Al-Naft SC, do Iraque.

Jesus sabe que a sua popularidade em paragens sauditas não podia ser maior e os seus incrementos na qualidade de jogo e do trabalho da sua equipa tem conhecido evolução positiva e gradual.

Num onze onde costumam alinhar os europeus Alberto Botía, Carlos Eduardo, Gelmín Rivas e Bafétimbi Gomis, o treinador tem-se esforçado para que, em paragens onde o futebol não tem a qualidade de outras partes do mundo, possa levar as potencialidades dos seus jogadores ao limite, com alta intensidade.

A formação de Riade corre no primeiro lugar da Liga Saudita e é um dos semi-finalistas da Liga dos Campeões Árabes
Fonte: Al-Hilal SFC

Al-Hilal continua na rota do título

Não me parece que este acidente de percurso, a que aludi no início do texto, vá fazer grande mossa na equipa, mas, para provar isso, até ao final do ano, os “Al-Zaeem” (como é conhecido o Al-Hilal) terão dois testes de fogo, contra equipas dos lugares cimeiros da tabela. Sábado, o embate é com o Al-Ahli Jeddah SFC e, no dia 27, há duelo português com Pedro Emanuel, que defende as cores do Al-Taawon FC.

Entretanto, os sauditas vão conhecer quem vão enfrentar nas ‘meias’ da Liga dos Campeões. Enquanto isso, Jesus continua a ser o ídolo das massas e saberá, melhor do que ninguém, que o carinho recebido no Médio Oriente será inesquecível. Contudo, e como está bem na cara, no final da época despedir-se-á…

LÊ MAIS:  E se Jesus ressuscitasse?

Já com a Supertaça do país conquistada, o treinador de 64 anos faz-se acompanhar por uma autêntica legião de portugueses na equipa técnica e procura fazer do “seu” Al-Hilal um autêntico “tubarão” da Arábia.

 

Foto de Capa: Al-Hilal SFC

 

Rúben Tavares

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

FC Copenhaga 3-0 Braga | E o Gverreiro gelou

O Copenhaga nunca tinha ganho no Parken a um opositor português. Vindos da pior época da sua história (sétimo lugar interno, disputa da fase de manutenção), aos dinamarqueses resta fazer pela vida para reassumir a dianteira do seu futebol. No fim-de-semana, a derrota no terreno do Midtjylland encurtara a vantagem no topo para apenas dois pontos – poderia esse tropeção adornar o encontro com o Braga de importância extra? Pareceu definitivamente que sim, dada a energia com que a equipa de Bo Svensson entrou a pressionar Gverreiros. O ímpeto, típico de anfitrião em jogo europeu, não deveria assustar arsenalistas, tão ou mais habituados que o Copenhaga a contexto internacional. E, mesmo por isso, passando a primeira onda de histeria, o jogo acalmou. No meio do marasmo ainda surgiu oportunidade para balançar as redes portuguesas, mas Travassos estava concentrado e salvou golo certo. O agressivo 4-2-3-1 de Bo Svensson (2,4 golos por jogo na Superligaen e 17 golos nos play-offs da Conferência) era manietado pelo 3-5-2 híbrido de Carlos Vicens, com o miolo Moutinho-Tiknaz-Gorby a ganhar ascendente na luta física e na luta pela posse de bola. No apito final da primeira metade, os portugueses contavam com 63%, superioridade notável ao nível do passe (301 completos para 169) e mais oportunidades reais de aproximação à outra baliza.

Pedro Cantoneiro · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.