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Com o final do ano civil a aproximar-se a passos largos, começa a ser altura de olhar para trás e fazer um balanço do que melhor e pior se fez ao longo do ano no futebol internacional.
As escolhas feitas vão muito além das estatísticas, foram escolhas baseadas também no desempenho e preponderância, ou falta dela, dos jogadores nas suas respectivas equipas.
JOGADOR DO ANO

Van Dijk – Aquando da sua chegada a Liverpool há duas épocas, o holandês levantou muitas dúvidas se a sua qualidade se coaduna com o valor que os Reds deram por ele ao Southampton. Actualmente já não restam dúvidas de que o holandês é um dos melhores na sua posição. A influência de Van Dijk no Liverpool é bem evidente e a sua epopeia nos Reds começou a dar os primeiros frutos com as conquistas europeias da equipa liderada por Jurgen Klopp.
Desde que ingressou na equipa Van Dijk, assumiu logo o bastão da defesa, ajudando a estabilizar uma equipa que, pese embora a força ofensiva, continuava a ser muito débil defensivamente. A época passada trouxe o que de melhor se pode ver em Van Dijk, um central rápido e intransponível, com uma aura que contagiava toda uma equipa, um central com a ficha limpa, ou seja, sem cartões vermelhos ajudou a manter as suas redes invioladas várias vezes ajudando também a que o seu clube fosse a defesa menos batida na época passada.
Todos estes atributos e exibições foram exponenciadas com a conquista da Liga dos Campeões, Supertaça Europeia e Mundial de Clubes, títulos internacionais que fugiam aos Reds há mais de 30 anos. Falta a Van Dijk (e obviamente ao Liverpool) o tão desejado campeonato inglês para o seu currículo igualar a sua qualidade, pode ser que seja já este ano. Capitão da Laranja Mecânica, é um dos rostos da renovada seleção dos Países Baixos, e cada vez mais uma referência do seu país. Conquistou com mérito o epíteto de melhor central da Europa e é para mim, o melhor defesa da actualidade, opinião também reforçada pela Uefa que o elegeu como melhor jogador do ano.
DESILUSÃO DO ANO

Paul Pogba – Um dos casos que mais me tem intrigado no mundo do futebol é o de Pogba.
Quando assinou pelo Manchester United, estava convencido que estavam reunidas as condições ideais para o francês se afirmar como um dos melhores do mundo na sua posição.
A verdade é que os anos vão passando e Pogba é um espectro daquilo que foi na Juventus e a sua influência no conjunto dos Red Devils é cada vez menor.
Pogba tem sido um dos maiores focos de instabilidade e os boatos sobre as várias saídas de treinadores quase sempre tinham um elo em comum, Pogba.
Dentro do campo, o francês tem tido exibições muito abaixo do desejado. Saudosos os tempos na Juventus, em que se cotava como um dos melhores da equipa e carregava a Vecchia Signora às costas.
Em Manchester podemos especular que os treinadores não souberam retirar o melhor potencial do francês, até concordo, mas mais que isso, Pogba deveria mostrar mais empenho e ser uma das soluções do clube, não o contrário.
Para voltar aos seus melhores tempos, ou apanha um treinador que saiba lidar com ele, e com isso extrair o seu melhor, ou então, a sua saída de Manchester e um novo desafio na carreira possam ser solução, veremos.
O que é certo é que Pogba tem sido ao longo do ano uma desilusão nunca alcançando o estrelato que se espera vir alcançar.
REVELAÇÃO DO ANO

João Félix – Obviamente que a escolha para revelação do ano recairia em João Félix. O jovem português teve uma brutal evolução em 2019, primeiro ajudando o Benfica na conquista do título, depois ao protagonizar a maior transferência do defeso, culminando o ano com a conquista do prémio Golden Boy.
O feito de João Félix é de maior relevância, porque conquista uma enorme notoriedade afirmando-se num campeonato que foge às cinco principais ligas, e que demonstra que em Portugal, há de facto matéria prima que tem que ser aproveitada. Félix conseguiu bater vários recordes ao serviço do Benfica e a sua chamada à seleção principal das quinas foi vista com naturalidade, falta a afirmação na seleção A, mas penso que não deve demorar muito a que seja um dos jogadores mais preponderantes às ordens de Fernando Santos.
Já a sua ida para o Atlético de Madrid foi vista com desconfiança, porque o estilo de jogo da equipa não é o mais favorável às qualidades do português. Tem sido um início complicado mas Simeone começa finalmente a perceber que pode fazer o português render muito mais e as exibições do jovem começam finalmente a agradar à exigente afición madrilena.
Por aqui, acho que João Félix passará de revelação a certeza e será manchete nos vários periódicos espalhados pelo mundo fora!
Artigo revisto por Inês Vieira Brandão
Foto de Capa: Club Atlético Madrid









