Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Os 5 golos mais bonitos de Cristiano Ronaldo

Diogo Mimoso Ferreira · 3 min

Cristiano Ronaldo
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Não é novidade a incrível capacidade de Cristiano Ronaldo para constantemente quebrar recordes. Na sua longa carreira de profissional até agora, o número de conquistas coletivas e individuais é soberbo.

Considerado por muitos um dos melhores na história do futebol, recentemente conquistou um lugar no melhor “onze” de sempre da modalidade, atribuído pela aclamada “France Football”.

O mais recente feito do jogador português é sem dúvida um marco histórico, ultrapassando Pelé na lista de melhores marcadores de sempre em jogos oficiais. Ronaldo soma agora 758 golos marcados, mais um que o lendário futebolista brasileiro, e está a caminho de alcançar o primeiro posto nesta tabela.

Segundo dados da FIFA, o título de “melhor marcador de sempre” pertence ao austríaco Josef Bican, que em toda a sua carreira, colocou a bola no fundo das redes adversárias com sucesso por 805 ocasiões. Como forma de assinalar esta conquista pessoal de Cristiano Ronaldo, eis uma lista dos cinco golos mais bonitos, na minha opinião, do internacional português.

5.

UC Sampdoria vs. Juventus FC – Cristiano Ronaldo é muito conhecido pela sua frieza em frente à baliza, assim como pela sua enorme capacidade de finalização. Este golo foi apontado em 2019 e demonstra o quão mortífero é o capitão da seleção nacional portuguesa nos cabeceamentos, tal como na sua capacidade física.

O jogador português respondeu afirmativamente a um belo cruzamento de Alex Sandro, após um grande desenho ofensivo por parte da equipa da Juventus FC. Ronaldo entrou na pequena área da UC Sampdoria de forma fulminante, e saltou cerca de 70 centímetros, elevando-se até aos 2,56 metros.

4.

Portugal vs. Hungria – Em pleno Campeonato de Europa de 2016, Cristiano Ronaldo apontou um dos melhores golos do torneio. O camisola sete da seleção nacional portuguesa antecipou-se ao seu marcador direto, atacou o primeiro poste, e colocou a bola no fundo das redes adversárias com um toque mágico de calcanhar.

O avançado português apanhou toda a defesa da seleção húngara de surpresa e marcou um golo de grande importância na caminhada da formação lusa até ao título de campeão europeu. Apesar do momento de inspiração, Portugal não foi além do empate nessa partida.

3.

Manchester United FC vs. Portsmouth FC – Este golo representa toda a técnica de Cristiano Ronaldo na cobrança de livres diretos. Quando ainda representava o Manchester United FC, o avançado português demonstrou que esta era uma das suas especialidades.

Um livre direto em zona central, um pouco descaído para a direita, que Ronaldo cobrou de forma irrepreensível. A bola sobrevoou a barreira da equipa adversária e só parou no canto superior da baliza. O guarda redes, sem qualquer tipo de hipóteses de defesa, apenas se limitou a ver o esférico a entrar na sua baliza.

2.

Manchester United FC vs. FC Porto – Ao serviço do Manchester United FC, Ronaldo defrontou o FC Porto em 2009 no contexto da Liga dos Campeões. Sem oposição, o avançado português desferiu um potente remate do “meio da rua”, que só parou no fundo das redes da formação portista. Este brilhante tento foi considerado o melhor do ano, vencendo o prémio Puskas.

Na fase a eliminar da competição, em pleno estádio do dragão, o atual jogador da Juventus FC apontou um dos melhores golos da sua carreira. O guarda redes Hélton nada podia fazer para impedir o fantástico golo, apesar da sua tentativa para alcançar um pontapé “teleguiado”.

1.

Real Madrid CF vs. Juventus FC – Um golo que vai ficar para sempre na história do futebol, graças à beleza da execução de Ronaldo. Tudo começa numa jogada de insistência do Real Madrid CF, conduzida pelo internacional português. Após um primeiro remate defendido por Gianluigi Buffon, a bola acaba por sobrar para Dani Carvajal. O lateral direito espanhol executou um cruzamento na medida certa para Ronaldo, que na zona da marca de grande penalidade, realizou um pontapé de bicicleta perfeito.

Diogo Mimoso Ferreira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.