Última horaChelsea pode ter baixa importante até ao final de 2026
Publicidade

Os 5 melhores centrais que vi jogar

Tiago Silva Ferreira · 4 min

Fabio Cannavaro
Foto: Nazionali Italiane

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Defender é talvez das artes mais difíceis no futebol e por conseguinte das mais desvalorizadas, quer na relevância do adepto comum, quer na atribuição de prémios onde normalmente os avançados são sempre os principais vencedores.

Neste artigo vou debruçar-me sobre os cinco melhores centrais que vi jogar, jogadores de várias gerações, todos eles com atributos diferenciados, mas que me marcaram pela qualidade apresentada!

Uma shortlist muito pessoal e onde os defesas italianos, os meus favoritos, dominam, mas houve outros que fazem parte deste curto cardápio que me encheram as medidas e mostraram que para defender bem não é preciso músculo e agressividade, mas, sim, inteligência e espírito de sacrifício. Podiam estar outros jogadores na lista, mas, como disse, esta é uma escolha pessoal, convido-vos a analisarem esta lista e, no vosso caso, dizerem as vossas escolhas.

5.


Virgil Van Djik –  Van Djik não poderia faltar nesta lista, o actual defesa da Liverpool F.C., personifica a classe de um defesa em campo.

Desde que assinou pelos Reds, a escalada do holandês tem sido impressionante, e, hoje em dia, para além de ser uma referência dentro do clube, Van Djik é uma das referências do futebol mundial, sendo unanimemente considerado um dos melhores centrais do mundo.

Com mais títulos individuais do que colectivos, a maior consagração do holandês foi feita na época passada quando a UEFA o escolheu como melhor jogador.

Liderança, boa compostura e uma aparente facilidade no desarme, são os atributos que o definem como um dos melhores centrais da história dos Reds e, por conseguinte, do mundo.

4.

Carles Puyol – Líder! Esta é a palavra que melhor define o defesa Carles Puyol.

O espanhol formado no F.C. Barcelona, capitaneou a equipa catalã por vários anos, sempre sob a batuta do fair play, uma vertente que abrilhantou toda a sua carreira.

Agressivo, sem nunca cometer excessos, apesar da sua dureza, era um jogador que cometia poucas faltas, com muita garra e uma lealdade para lá do normal. Não sendo um jogador dado a grandes belezas e com um estilo simples e meio desajeitado, conseguiu impor-se no mundo do futebol devido ao seu grande carácter, e foram esses requisitos que me fizeram apreciar um jogador que raramente aparecia nos holofotes da fama. Mas a sua essência ficará para sempre na memória dos adeptos culé.

3.

Fabio Cannavaro – Foi o único central que quebrou a hegemonia dos avançados e médios no que ao título da bola de ouro diz respeito, sendo até à data o único defesa que conseguiu vencer este prémio.

Tendo passagens pelos maiores clubes em Itália e também pelo Real Madrid, tendo conquistado títulos em praticamente todos os clubes por onde passou, foi na Squadra Azzurra que Cannavaro atingiu o seu apogeu com a conquista do Mundial.

Não sendo um central alto, tinha uma boa impulsão que lhe fazia ganhar muitos lances no jogo aéreo contra oponentes maiores, era muito rápido e assertivo no desarme.

Num todo, Cannavaro era um central completíssimo, o que lhe conferiu a conquista tanto de títulos colectivos, como de títulos individuais, e será lembrado por muitos como um dos melhores centrais de sempre.

2.

Paolo Maldini – Esta pode ser uma escolha dúbia, dado que Maldini actuou muitas vezes a defesa esquerdo, mas dado que o italiano também jogou como central algumas vezes, decidi não o deixar de fora desta curta lista.

Milanista da cabeça aos pés, Maldini representou toda a sua carreira o AC Milan, fazendo parte do período áureo dos rossoneri, conquistando um total de vinte seis títulos nos mais de 900 jogos que fez pelo clube. A somar a esses títulos colectivos, Paolo Maldini também foi agraciado pela FIFA como o melhor defesa de todos os tempos.

Sendo ambidestro, a sua polivalência foi muito bem aproveitada quer pelo AC Milan, quer pela seleção italiana. Defesa impetuoso, mas ao mesmo tempo cheio de classe, tem a escola italiana no seu ADN.

1.

Franco Baresi – É verdade, mais um defesa italiano. Desta vez o melhor dos melhores da minha lista.

Na minha infância, Baresi já era um defesa de renome e com uma carreira enorme no grande AC Milan de Sacchi. É o meu ídolo no que a centrais diz respeito.

Jogando na extinta posição de líbero, Baresi distinguiu-se pela sua cultura táctica e leitura de jogo, o que para um central/líbero eram atributos essenciais. Depois de recuperar a bola, saía a jogar fazendo incursões até ao meio campo adversário, aparecendo várias vezes em zonas de finalização. Defensivamente, representava tudo o que um central devia ser. Central duro, sem medo de ir ao choque, dono de um desarme imponente, era o pesadelo dos avançados.

Franco Baresi, para mim, o melhor dos melhores.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Tiago Silva Ferreira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.