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Os 5 melhores momentos da carreira de Gerard Piqué

Diogo Lagos Reis · 3 min

Foto: FC Barcelona

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Esta quinta-feira, Gerard Piqué anunciou de surpresa o adeus ao FC Barcelona e ao futebol. Em 2020, já tinha avisado: “Se tiver de partir para chegar sangue novo, vou embora”. Prometido é devido e agora é tempo de recordar os seus maiores momentos de carreira.

Em causa, está a evidente quebra de rendimento nos últimos anos e a consequente perda de espaço no plantel. Esta época, sobretudo o lance diante do Inter em que abre os braços, foi a gota de água para muitos. Assim, acumular-se-iam assobios, críticas e pedidos de saída.

Também concordo que já não tenha nível para jogar no Barcelona, mas isso não significa que se tenha de desrespeitar uma lenda do clube como muitos adeptos de curta memória o têm feito. É hora de fechar um ciclo, mas o modo como se faz é igualmente importante. Até porque Piqué é “mais que um jogador”. É um dos maiores centrais que o Barcelona já teve. Um culé de coração azul e vermelho. Uma lenda.

Obrigado pelo futebol que deste, Gerard.

5. O bom filho a casa torna

Embora o amor blaugrana tenha nascido com ele, Piqué só se juntou ao clube com 10 anos. Quis o destino uma passagem pelo Manchester United e Real Zaragoza antes de voltar ao clube do coração. Mas voltou e o resto é história. No dia 13 de agosto de 2008, estreou-se pela equipa principal frente ao Wisla Krakow na Liga dos Campeões. “Desde muito pequeno que não queria ser futebolista. Queria ser jogador do Barça”.

4. Um Rei da Copa del Rey

Não há ninguém que tenha ganho a competição mais vezes que Piqué (7x). Em 2009, conquistou a primeira taça e título da sua carreira, cerrando poeticamente o ciclo em 2021. Na primeira mão das meias-finais, o Barcelona teria perdido 0-2 com o Sevilha FC e precisava agora de uma remontada. Clássico. Na segunda mão, marca muito cedo aos 12´, mas desesperava por mais um golo antes do final. Até que no último minuto de jogo, Piqué veste a capa de herói e empata a eliminatória de cabeça. Uma História Majestosa.

3. Glória, Glória e mais Glória

Se já é um sonho jogar no clube do coração, então imaginem, no primeiro ano que chega, ganhar tudo o que há para ganhar: Liga Espanhola, Copa del Rey, Liga dos Campeões, Supertaça de Espanha e da Europa e Mundial de Clubes. Melhor ano, impossível! Serão sempre relembrados como uma das melhores equipas da História. Seis anos mais tarde, conquista outro Triplete, incluindo nos cinco troféus em seis que ganharam. Coisa pouca.

2. Sucesso por Espanha

Mesmo que tenha convicções políticas contraditórias às da Seleção Espanhola (defende a independência da Catalunha), Piqué lutou com unhas e dentes pelo sucesso internacional. Em apenas dois anos, ganhou um Mundial (2010) e um Campeonato da Europa (2012). Foi extraordinário! Primeiro, com Puyol a seu lado, a Seleção apenas sofreu dois golos em todo o torneio, seguido de quatro clean sheets consecutivos nas eliminatórias. Depois, com Sérgio Ramos no Euro, esteve mais cinco jogos sem sofrer. Querem mais segurança que um Piqué em forma?

1. O amor/ódio dos El Clásico

Qualquer catalão e apaixonado do Barcelona olha o Real Madrid com outros olhos. Nesse aspeto, Piqué é a representação do adepto culé. As icónicas “manitas” (em 2010 e 2018, depois de marcarem cinco golos ao rival) e a celebração do seu primeiro golo pelo Barcelona (em casa do Real) que o digam. Se há imagens que descrevam Piqué, tem de ser estas. Não há mais Barcelonismo que isso.

Diogo Lagos Reis

Redação Bola na Rede · ver artigos