Publicidade

Os 5 portugueses que mais podem brilhar no futebol internacional

Rodrigo Ferreira · 3 min

Jogadores portugueses no futebol internacional
Foto: Manchester City FC

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

São vários os jogadores portugueses em afirmação plena nos principais clubes do futebol europeu e que entrarão na nova época com uma aura positiva. Depois dos títulos na época passada e em ano de Mundial, a vontade de mostrar serviço continuará certamente a ser muita, sendo que Fernando Santos estará certamente com muitas dores de cabeça para definir os 26 que marcarão presença no Qatar, a partir de novembro. No entanto, excluindo a Liga Portuguesa da equação e fazendo um pouco de futurologia, aqui ficam os cinco portugueses que mais podem brilhar no futebol internacional em 2022/23.

5. Nuno Mendes

Portugueses no futebol internacional
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O lateral esquerdo de 20 anos pegou de estaca em Paris e agora já é jogador em definitivo do campeão francês. Há poucos tão completos na sua posição nesta fase, pelo que, apesar da concorrência de Bernat e da saída de Pochettino, continuará a ser dono e senhor do lugar com Galtier. Marcou na pré-temporada e está pronto para brilhar na constelação de estrelas parisiense com a sua velocidade, capacidade física e qualidade no cruzamento. Além disso, numa equipa com tanto balanceamento ofensivo, o seu rigor sem bola e inteligência no posicionamento podem ser determinantes para o sucesso. Um diamante, que acabou por sair “barato”.

4. Beto

O ex-Portimonense não acusou a ascensão meteórica e, apesar do assédio, continua em Udine para fazer miséria. A sua capacidade de aceleração, qualidade no ataque ao espaço e facilidade no remate não passaram despercebidas, sendo que tem tudo para melhorar o registo de 11 golos na época de estreia. Ainda não foi convocado por Fernando Santos, mas está no espaço ideal para se mostrar e se melhorar os seus números pode bem ser a surpresa de última hora no Qatar.

3. João Cancelo

Liga dos Campeões
Fonte: Bola na Rede

É um dos laterais do momento no futebol mundial, sendo que no Manchester City acaba por ser muito mais do que um lateral. Guardiola puxou-o para a esquerda para aproveitar a sua técnica, criatividade e facilidade em aventurar-se em terrenos interiores, funcionando como mais um médio na prática, e o ex-Juventus tem dado espetáculo e vem de uma grande época. Mesmo que Cucurella ou outro lateral esquerdo aterre no Etihad, o lugar continuará a ser do internacional português e, agora com a camisola ‘7’, tem tudo para continuar a brilhar.

2. Rafael Leão

Rafael Leão Portugal x Turquia Espanha
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

O avançado luso está em ponto de rebuçado e, depois de ter sido eleito o melhor jogador da Serie A e de ter levado o AC Milan à conquista do Scudetto onze anos depois, quererá continuar a deixar marca em solo transalpino. Já começou a dar espetáculo na pré-temporada e os adversários continuam sem antídoto para a sua velocidade, potência e qualidade no drible. Está cada vez mais completo, explosivo e evoluído do ponto de vista tático, pelo que seria uma surpresa que não fosse uma das figuras no futebol italiano esta temporada. O aliciante está em subir a parada a nível europeu e deixar marca na Champions, após uma prestação paupérrima dos Rossoneri no ano passado.

1. Bernardo Silva

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Apesar dos constantes rumores que o apontam ao Barcelona, o português deverá continuar no Etihad, onde é figura de proa no bicampeão inglês. Há poucos que aliam a sua técnica, criatividade e capacidade de compromisso sem bola, pelo que Guardiola não estará disposto a abdicar do seu “craque operário”. Ganhou uma dimensão superlativa enquanto médio e forma uma dupla de peso com Kevin de Bruyne, naquela que é a equipa mais evoluída com e sem bola do futebol mundial. Aos 27 anos, está na plenitude dos seus recursos e começa também a juntar números às suas performances. Nesse sentido, o ex-Benfica e Mónaco tem tudo para realizar mais uma grande época e chegar ao Qatar com o estatuto de melhor jogador português da atualidade.

Rodrigo Ferreira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.