Publicidade

3 jogadores que ficaram para a posteridade mas não pelas suas carreiras

Guilherme Vilabril Rodrigues · 3 min

3 jogadores que ficaram para a posteridade mas não pelas suas carreiras
Foto: UEFA

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Todos os dias nos passam pela cabeça grandes jogadores que protagonizaram os momentos mais marcantes da história do desporto-rei e executaram os lances mais bonitos que alguma vez vimos. Na realidade, são eles que nos fazem apaixonar por tudo isto, ainda que muitas vezes não saibamos bem o porquê.

No entanto falamos muito sobre os melhores, os que mais se destacaram e os que bateram records atrás de records e esquecemos-nos de diversificar. Diversificar que é a palavra-chave para os jogadores que aqui evidenciamos e que de igual forma nunca serão esquecidos por nenhum adepto. Porque se há aqueles que merecem ser falados por representarem o auge da qualidade, da exigência e do critério, também há os que marcaram a diferença e deixaram o seu legado de outra forma não tão evidente.

Assim, fazemos uma lista de três jogadores que ficaram famosos no futebol não pelas suas grandes carreiras mas sim por momentos que protagonizaram e ajudaram a construir o desporto que hoje conhecemos, dando nome a ações míticas que nunca ninguém esquecerá.

 

 

3.


Jean-Marc Bosman – O médio belga não foi um jogador cuja carreira seja digna de registo, mas, ainda assim, é um nome que vai para sempre ficar ligado à história do desporto rei.

Bosman era um perfeito desconhecido, isto antes de virar as suas atenções para burocracias que considerava erradas e que acabaram por ditar o seu afastamento dos relvados. Com o fim de contrato com o FC Líége à vista, o então jogador de 25 anos pretendia transferir-se para França, algo que lhe foi legalmente negado devido à antiga lei que permitia aos clubes serem “donos” dos jogadores. Foi nesse ano que o belga recusou prolongar o seu vínculo e que, com a suspensão automática da atividade, começou uma batalha judicial que duraria cinco anos mas que acabaria por ganhar.

Depois desse dezembro de 1995 os jogadores começaram a poder negociar livremente com outros clubes 6 meses antes do seu contrato acabar e a regra do limite da utilização de três jogadores estrangeiros em simultâneo foi também abolida. Um dos melhores golos marcados na história do futebol mundial.

2.


René Higuita –Apesar da longa carreira onde acabou por vencer uma Copa dos Libertadores e das 68 internacionalizações pela seleção A da Colômbia, não foi pelas suas conquistas que René Higuita ficou conhecido no mundo do futebol. O guarda-redes que fez grande parte do seu percurso na América do Sul é o autor da famosa defesa escorpião e era conhecido por utilizar meios pouco ortodoxos quando entrava nos relvados. Para além desta estranha forma de parar os remates adversários, o colombiano teve a audácia de fazer 41 golos nos pouco mais de 200 jogos que disputou na carreira. Apesar de ser guarda-redes, era especialista em marcar grandes penalidades e livres diretos e está atualmente no quinto lugar na lista dos guarda-redes com mais golos de sempre. Para além disso, “El Loco” era conhecido por sair a driblar oponentes desde a sua área, ultrapassando assim a primeira linha de pressão e facilitando o trabalho aos seus colegas das linhas dianteiras.

1.


Antonín Panenka –Numa carreira dividida entre a República Checa e a Áustria, Antonín Panenka não foi um daqueles jogadores que nos levava a abrir a boca e a meter as mãos na cabeça. Apesar de não ter tido um percurso especialmente brilhante, o checo marcou 12 golos ao serviço da sua seleção, acabando até por vencer o Campeonato da Europa de 1976.

Ainda assim e mesmo perante esta mediocridade, é dono de um apelido que é cada vez mais usado no mundo do futebol. Isto porque o médio vencedor de duas ligas austríacas é o autor do famoso penálti à Panenka, muito utilizado hoje em dia numa tentativa de enganar os guarda-redes. Para clarificar, esta forma de cobrar o castigo máximo consiste em rematar a bola por baixo de forma leve, levando-a a descrever um arco de cima para baixo, mas que tem um certo nível de risco e só é executado pelos mais audazes e confiantes. Certamente que não sonhava que esse gesto o levaria a ser um dos nomes mais conhecidos do desporto-rei e a tornar-se de certa forma numa lenda do futebol mundial.

Guilherme Vilabril Rodrigues

Redação Bola na Rede · ver artigos