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As 5 piores lutas no futebol

Frederico Seruya · 3 min

As 5 piores lutas no futebol
Foto: Reuters

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Bill Shankly, histórico treinador do Liverpool FC, disse que o futebol não era uma questão de vida ou morte, era muito mais do que isso. A verdade é que a paixão e a emoção que gravitam em torno do desporto rei levam a que muitas vezes se cometam excessos no calor do momento.

Neste artigo, elencamos as cinco piores lutas no futebol. São cinco momentos em que a razão deu lugar à emoção e se produziram dentro de campo espetáculos bem diferentes daqueles que deveriam ocorrer.

5.

CR Flamengo – Veléz Sarsfield, 1995- Jogo da extinta Supercopa dos Libertadores. Num lance fortuito, Edmundo tenta fintar o defesa Zandoná, que deixa o cotovelo em riste. O jogador do Flamengo responde com um “tapa” na cara de Zandoná e o defesa argentino riposta com um murro de mão fechada, que deita Edmundo por terra. Romário, o baixinho, surge em defesa do companheiro de equipa com uma “voadora” que aniquila Zandoná. O resto é melhor ver porque contado dificilmente se acredita.

4.


Brasil – Uruguai, 1976-Em jogo do Torneio do Atlântico, mais uma competição que também foi extinta, brasileiros e uruguaios envolvem-se numa autêntica rixa após o apito final. Na sequência de um “sururu” entre Zico e Sergio Ramirez, Rivelino vai lá “molhar a sopa” para defender o compatriota. O jogo continua, mas os uruguaios não se esquecem do golpe do brasileiro. Assim que o árbitro termina o encontro, a equipa do Uruguai lança-se em perseguição a Rivelino, que escorrega pelas escadas abaixo até aos balneários.

3.

Valência FC – FC Internazionale, 2007-Conhecida como a “Batalha de Mestalla”, esta é talvez a maior troca de agressões de que há memória na Liga dos Campeões. Joga-se a segunda mão dos oitavos de final e o resultado de 0-0 apura o Valência, depois do empate a dois na primeira mão, no Giuseppe Meazza. Na sequência de um duelo aéreo aparatoso já em tempo de descontos, quando o árbitro termina o jogo começa o “Rumble”, com os portugueses Figo, Miguel e Hugo Viana à mistura. Navarro, não utilizado neste jogo pela equipa do Valência, acaba por criar o maior foco de tensão ao partir o nariz a Burdisso com um autêntico golpe de pugilista. Como consequência, enfrenta uma suspensão de sete meses, depois reduzida para seis.

2.


Athletic Club Bilbao – FC Barcelona, 1984-Joga-se a final da Taça do Rei no Santiago Bernabéu, País Basco vs. Catalunha. O que se vê são cenas de violência a fazer lembrar o mítico Royal Rumble da WWE. Goikoetxea, jogador conhecido pelo excesso de virilidade, é o autor de uma entrada assassina sobre Diego Maradona, quando as duas equipas se defrontam para o campeonato em setembro de 1983. Não é por acaso que a sua alcunha é “The Butcher of Bilbao”.

Meses mais tarde, quando as equipas se defrontam na final da Taça, Goiko volta a assinar uma entrada duríssima sobre Maradona, que foi também ele bastante apupado durante o jogo. No final, em resposta à provocação do jogador basco Miguel Sola, o astro argentino abre as hostilidades com uma joelhada na cara do adversário, que desmaia no mesmo segundo. O resto, é ver para crer.

1.

 

SE Palmeiras – SC Corinthians, 1999- Final do Campeonato Paulista. A 15 minutos do fim, o resultado é 2-2, após vitória do Corinthians por 3-0 no jogo da primeira mão. Edilson Capetinha, jogador do Corinthians que já tinha representado o Benfica, resolve fazer as célebres “embaixadas”, que os ingleses apelidam de “showboating”. Quem não acha graça são os jogadores do Palmeiras, que partem para a agressão, encabeçados por Paulo Nunes, jogador que tinha representado o Benfica na época anterior. O que se segue é uma autêntica batalha campal.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Frederico Seruya

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