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Os 10 melhores jogadores de sempre

Guilherme Vilabril Rodrigues · 7 min

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O futebol é um mundo à parte pelo qual ganhamos uma grande paixão desde cedo, ainda que não saibamos bem a razão. Talvez porque é uma forma de viver que está já enraizada na sociedade e nos vem sendo transmitida pelos nossos antepassados.

Foi em meados do século XIX, na Inglaterra, que se formou o desporto que hoje move milhões. E tal como os anos que passaram desde a sua criação, também foram muitos os jogadores praticantes da modalidade. Como em tudo na vida, uns destacaram-se mais do que outros, fazendo carreiras absolutamente notáveis e que vamos sempre recordar.

É sobre esses que nos importa falar, e hoje tentamos fazer uma lista com os dez melhores jogadores de futebol de sempre, ainda que seja injusto destacar tão poucos num meio que contou com tanto talento e variedade.

10.


Ronaldo Nazário de Lima (O Fenómeno) – O brasileiro nasceu em 1976 e aos 17 anos fazia a sua primeira época como profissional, no Cruzeiro EC, onde marcou 44 golos em 47 partidas. Qualquer observador rapidamente percebeu que este era uma daqueles casos que aparece muito raramente.

Com uma qualidade técnica pouco comum para um ponta de lança, Ronaldo o Fenómeno fez uma bela carreira passando por grandes clubes como o FC Barcelona, o FC Internazionale Milano, o Real Madrid CF e o AC Milan. Marcou um total de 414 golos nos 616 jogos que disputou ao longo dos seus 18 anos de carreira.

Para além disso recebeu o troféu de melhor jogador do mundo em 1997 e 2002, que assim se juntam a dezenas de prémios individuais que conquistou.

9.


Zinédine Zidane – Nasceu em 1972 e estreou-se no AS Cannes com apenas 16 anos. Passados quatro anos foi transferido para o FCG Bordeaux, mas foi na Juventus FC e no Real Madrid CF que se destacou.

Impressionava pela forma como conseguia controlar a bola, fazendo dela o que queria. Tinha uma qualidade técnica absurda que, aliada a uma inteligência fora do comum, fizeram dele um dos melhores de sempre.

Em 797 jogos marcou 156 golos, também muito devido à facilidade que tinha em fazer golos, mesmo não sendo um atacante.

Conquistou inúmeros prémios individuais, de entre os quais se destaca a Bola de Ouro em 1998.

8.


Franz Beckenbauer – De uma geração um pouco diferente, o alemão nasceu em 1945 e fez grande parte da carreira no seu país. Ao contrário dos demais que destacamos nesta lista, Beckenbauer é um defesa por natureza, que atuava como líbero, posição muito utilizada na altura.

Impressionava pela sua velocidade, inteligência, e facilidade em ler os lances antes dos adversários, o que fazia com que estivesse sempre uns metros à frente. Mas as suas qualidades não eram só a nível defensivo. A elas aliava a sua capacidade de drible e qualidade de passe e decisão, que o tornavam num grande médio de transição.

Apesar da sua posição recuada conseguiu marcar 112 golos em 856 jogos e conquistar inúmeros troféus coletivos, como o tricampeonato europeu entre 1974 e 1976.

7.


Michel Platini – De uma geração mais aproximada do anterior, o francês nasceu em 1955 e começou a brilhar aos 17 anos de idade, no AS Nancy-Lorraine. Destacou se mais na Juventus FC como médio ofensivo, e foi lá que conquistou as três Bolas de Ouro consecutivas, entre 1983 e 1985.

Fazia o que queria do esférico e parecia marcar golos quando lhe apetecia. Faturou por 354 vezes nas 659 partidas que realizou, a par das inúmeras assistências que tem para os colegas de equipa.

Ainda que esta não seja uma opção consensual, foi um autêntico mestre que terminou a carreira aos 32 anos com um palmarés simplesmente invejável.

6.


Eusébio da Silva Ferreira – Também ele pode não ser uma opção consensual nesta lista, mas merece todo o mérito que lhe seja dado. O português nascido em Moçambique no ano de 1942 estreou-se no futebol profissional aos 15 anos, no seu país-natal. Aos 18 anos foi transferido para o SL Benfica e foi lá que ganhou o estatuto que hoje tem no mundo do futebol.

Num total de 639 partidas que realizou, marcou 623 golos, uma média de quase um golo por jogo, algo simplesmente impensável. Ainda que os tempos fossem diferentes, era um ponta de lança genial, dotado de uma boa capacidade física que, juntamente com a qualidade técnica, fizeram dele um dos melhores de sempre.

Ganhou a Bola de Ouro em 1965, na época em que marcou 48 golos ao serviço do clube da Luz. Foi um jogador incrível, daqueles que nos faz amar este desporto. Certamente que tem deixado muitas saudades a todos os que se lembram de o ver jogar.

5.


Johan Cruyff – O holandês nasceu em 1947 e aos 17 anos de idade estreava-se no FC Ajax, clube onde mais brilhou em toda a sua carreira. Para além disso, também fez furor em Espanha, no FC Barcelona, onde conseguiu também números notáveis.

Atuava como médio ofensivo ou avançado e impressionava pelo seu drible fácil que deixava mais de meia equipa para trás. Para além disso marcava golos como quem fazia um passe, faturou por 405 vezes nos 712 jogos que realizou.

Ao serviço do clube holandês foi também tricampeão europeu entre 1971 e 1973, que coincidiram com duas das suas Bolas de Ouro. A terceira foi conquistada um ano depois, em 1974, já aos serviço dos catalães. Mais um autêntico senhor, que vai deixar para sempre muita saudade.

4.


Pelé – Considerado pelos brasileiros como o melhor jogador da história, o avançado era um tratado na altura em que jogava. Nasceu em 1940, sendo assim o jogador mais velho deste top, e estreou-se aos 16 anos no Santos FC, onde fez praticamente toda a sua carreira. No clube disputou 662 jogos e marcou 645 golos, números que não são sequer adjetiváveis.

Tinha um controlo de bola fora do normal, e fazia dos adversários o que queria, com gestos simples que os tiravam do caminho. Na “hora H” raramente tremia, e foi por isso que se destacou e hoje é lembrado como um dos melhores de sempre.

Em 2000 dividiu com Maradona o prémio de melhor jogador do século da FIFA, e ganhou por sete vezes a Bola de Ouro da France Football, sendo assim o mais coroado de sempre nesta categoria. Palavras não qualificam o jogador que foi. Simplesmente notável.

3.


Maradona – A encabeçar o top 3 aparece o argentino nascido em 1960. Estreou-se com apenas 15 anos no AA Argentinos Juniors e passados cinco anos foi transferido para o FC Barcelona, onde ficou por duas temporadas. Em Itália, no SSC Napoli foi onde se afirmou e viveu o auge da sua carreira.

Tinha um pé esquerdo que fazia maravilhas e colocava a bola exatamente onde pretendia. Para além disso tinha uma capacidade de drible soberba, fazendo com que nenhum adversário lhe conseguisse tirar a bola. Imaginação também não faltava e era a ela que recorria quando parecia encurralado por três/quatro adversários. Fazia tudo bem e não parecia frágil em nenhum momento do jogo.

Atuava como médio ofensivo ou extremo, e ainda assim marcou 346 golos ao longo de toda a sua carreira. Foi coroado no ano de 2000, a par de Pelé, como o melhor jogador do século.

2.


Cristiano Ronaldo – Este conhecemos melhor que ninguém, e orgulhamos-nos de poder dizer que é nosso. Em 1985 nascia, na Madeira, aquele que viria a ser o jogador mais completo da história do futebol. Passou por clubes como o Sporting CP, o Manchester United FC, o Real Madrid CF e hoje encontra-se em Itália, na Juventus FC.

À medida que foi crescendo foi evoluindo e ganhando novas competências. Em Inglaterra, no United, conhecemos um Ronaldo com uma capacidade de drible incrível, que passava por todos os adversários que viessem. À medida que amadureceu foi-se tornando mais num potente físico e num goleador, e hoje é o que conhecemos. Palavras nunca chegarão para descrever o maior recordista da modalidade.

De entre centenas de prémios que recebeu, destacam-se as cinco Bolas de Ouro que conquistou. Está no topo há mais de 15 anos e vai para sempre ser relembrado como um dos melhores jogadores do mundo.

1.


Lionel Messi – Esta nunca vai ser uma decisão consensual mas o argentino merece ser eleito como o melhor jogador de sempre. Nasceu em 1987 e os seus problemas de crescimento não ditavam um final tão feliz como o que hoje conhecemos. Estreou-se em Barcelona, aos 18 anos de idade, e aquele primeiro golo com a camisola dos catalães prometeu que a partir dali se iria escrever história. E assim foi.

Lionel Messi dedicou toda uma carreira ao clube espanhol e é atualmente o melhor jogador do mundo, depois de ter conquistado a sua sexta Bola de Ouro. As suas qualidades são infinitas, e é difícil de explicar o que tem de tão extraordinário. Mas joga um futebol diferente. Messi é arte, é o expoente máximo de paixão pelo futebol. É simplesmente o jogador que dá prazer ver jogar.

Palavras não são nem nunca serão suficiente para o descrever. Apenas podemos agradecer por viver na mesma altura em que o astro argentino tem espalhado magia pelos relvados de todo o mundo.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Guilherme Vilabril Rodrigues

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