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Os 4 treinadores que mudaram o futebol

Diogo Pires Gonçalves · 3 min

melhores treinadores
Foto: FIFA

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Para sempre ficarão marcados nas páginas do futebol mundial atletas como Pelé, Xavi, Iniesta, Ronaldo – qualquer um dos três – Messi, Pirlo, Zidane, Eusébio, entre muitos outros. Tantos outros.

Com maior ou menor influência nas performances dos atletas – estrelas mundiais ou não – há um nome atrás de cada um deles e que se preocupa bem mais com o desempenho coletivo. Os treinadores, que preparam, alinham e adaptam a sua equipa a cada partida, também ficam na história do jogo pelos seus feitos e singularidades.

Nesta lista reuni aquelas que considero terem sido as maiores e mais impactantes contribuições para o futebol no que à liderança das equipas diz respeito.

4.

Herbert Chapman (1878-1934) – Inglês, de Rotherham, passou despercebido enquanto jogador, mas o seu trabalho enquanto treinador do Arsenal FC e Huddersfield AFC é ainda hoje recordado nos dias de hoje. Além de ser pioneiro na preocupação com as questões da preparação física, Chapman foi o inventor do esquema tático “WM” – ou 3-2-2-3 – que revolucionou o posicionamento dos atletas até então bastante monótono e repetitivo. Terá sido, eventualmente, a primeira grande revolução tática no futebol e que inspirou muitas equipas de sucesso posteriormente.

3.

Rinus Michels (1928-2005) – Holandês, de Amsterdam, foi um dos pais do “futebol total”, conceito largamente adorado e que defende a mobilidade e ausência de uma posição definida e restritiva. Apesar da final perdida pela Holanda no Mundial de 1974 (1-2 vs Alemanha), aquela seleção será recordada como uma das melhores de sempre.

Com trabalho sobejamente reconhecido no AFC Ajax e FC Barcelona, a capacidade de ter uma equipa em constante mutação e trocas posicionais, sem ordem aparente, e numa pressão coletiva aquando da perda de bola marcaram a década de 70 e inspiram inúmeros treinadores até aos dias correntes.

2.

Josep Guardiola, 50 anos – O facto de ser o único treinador ainda vivo nesta lista já é bastante revelador. Conseguir reconhecer-lhe o contributo que deu à evolução do futebol é a parte mais fácil. Difícil é pô-lo em palavras e tentar pará-lo em campo. FC Barcelona, FC Bayern Munchen e Manchester City FC; três clubes, três ligas diferentes, três rolos compressores.

Um autêntico “papa-recordes” por onde passa e com uma capacidade incrível de adaptar-se ao plantel que tem e adaptá-lo ao seu estilo de jogo. Por onde passou reconhecem-lhe os mesmos traços; posse de bola, futebol apoiado, toques curtos. Profundamente inspirado em Rinus Michels e Johan Cruyff, os inúmeros títulos que vem conquistando são “mera” consequência da sua filosofia e forma de estar e ver o futebol.

1.

Johan Cruyff (1947-2016) – Holandês, de Amsterdam, é o símbolo máximo da filosofia de um clube, de um país, de uma forma de jogar. Esteve ao lado de Rinus Michels na seleção do “futebol total” e esteve encarregue de transpor essa filosofia para o campo e liderar uma seleção de estrelas.

Mais tarde, construiu o “dream team” do FC Barcelona na década de 90 e por lá implementou o “cruyffismo”, que o clube adoptou sem restrições, dando prioridade à técnica sobre o físico. Esta filosofia e forma de ver o futebol permitiu o aparecimento na Catalunha não só de Messi, Xavi e Iniesta, como de Pedri, Fati ou Puig já nos dias de hoje. Foi sempre uma forte influência de Pep Guardiola e, por isso, o mestre fica à frente do aprendiz nesta lista de génios táticos do futebol.

Diogo Pires Gonçalves

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