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Acontece frequentemente olhar para jogadores e, pela sua forma de estar, ética, rigor tático, liderança ou capacidade de influência nos restantes companheiros, pensar que dariam bons treinadores. De facto, é o que acontece com alguns. A forma como leem e interpretam o jogo acaba por ser transportada de dentro para fora das quatro linhas e a sua inteligência não passa ao lado dos clubes que procuram alguém para os comandar.
Intelectualidade à parte, temos situações em que a mudança de posto se deu com sucesso. Noutros casos, nem tanto e talvez o melhor fosse estes treinadores deixarem o banco, calçarem as chuteiras e irem lá para dentro mostrar como é.
5.
Tiago Mendes já não é o treinador do Vitória SC. pic.twitter.com/ABEo7h6SrJ
— Diário de Transferências (@DTransferencias) October 8, 2020
Tiago – Era um dos casos que referia de que, quando jogava, funcionava como uma extensão do treinador dentro das quatro linhas. Assumiu o comando técnico do Vitória SC no início desta temporada, mas a sua passagem nos minhotos não poderia ter sido mais fugaz. Foram apenas três jogos e, curiosamente, foi após conseguir a primeira vitória que pôs o lugar à disposição. Contratado para um projeto baseado no desenvolvimento de jovens atletas, não terá ficado satisfeito com a não contratação de jogadores mais experientes para o seu plantel. Sabia ao que ia, mas acabou por não ficar. Havia expectativas para ver o que podia apresentar o Vitória este ano, no entanto, as primeiras exibições da equipa sob o comando de Tiago não entusiasmaram. Continuo a achar que pode ter sucesso no mundo dos treinadores, mas terá que esperar por uma nova oportunidade.
4.
Filippo Inzaghi é o novo treinador do Benevento (ITA). pic.twitter.com/VssJFxjCgS
— RedeBall (@Redeball) June 23, 2019
Filippo Inzaghi – Marcou 130 golos ao serviço do AC Milan e foi lá que começou a sua carreira de treinador. Não agarrou o lugar e andou pelo Venezia da Serie B, onde o bom trabalho lhe valeu uma oportunidade na Serie A no Bologna FC, onde as coisas não correram bem. Atualmente no Benevento, que levou à divisão maior do futebol italiano, falta-lhe afirmar-se ao nível altíssimo em que esteve enquanto jogou. Ao contrário do que acontecia com a bola nos pés, o seu irmão, Simone Inzaghi, parece estar a levar a melhor nesta nova etapa.
3.
Deportivo confirma Clarence Seedorf como novo treinador https://t.co/DcNssVVx11 pic.twitter.com/L9dZKHstXb
— B24 (@B24PT) February 5, 2018
Clarence Seedorf – Causou impacto quando chegou ao RC Deportivo De La Coruña, já com experiências sem grande relevo no AC Milan e no Shenzhen da China. O objetivo era conseguir a permanência do histórico clube espanhol na La Liga, mas fracassou. O clube galego acabaria mesmo por descer à segunda divisão espanhola e procurar um novo timoneiro. Entretanto, assumiu a seleção dos Camarões, uma das mais fortes seleções africanas, ainda assim, também aí deixou a desejar e acabou despedido pelos resultados pouco convincentes. Parte superior do formulário.
2.
OFFICIAL: New York City FC have confirmed that Patrick Vieira will leave as the club’s Head Coach to join Nice, effective immediately. pic.twitter.com/PBHrXo4IpO
— Squawka News (@SquawkaNews) June 11, 2018
Patrick Vieira – Com passagem pelos escalões jovens do Manchester City FC, foi na MLS, ao serviço dos New York City, que Patrick Vieira se lançou como treinador a um nível mais exigente. Nos Estados Unidos, treinou Frank Lampard e Andrea Pirlo. Atualmente, encontrou no Nice um lugar estável para se exibir na Europa. Podemos considerar a equipa francesa um conjunto da metade de cimeira, mas não é um clube que ambicione conquistar grandes títulos. No entanto, Vieira pode ter na Ligue 1 uma boa plataforma para alcançar um lugar num grande clube. O futuro o dirá.
1.
Henry está em “conversações extremamente avançadas” para ser o novo treinador do Monaco, de acordo com a @SkySportsNews pic.twitter.com/ZVOSJ5nmn4
— B24 (@B24PT) October 12, 2018
Thierry Henry – Teve uma grande oportunidade no AS Monaco para se estrear como treinador principal. A experiência não foi nada boa. O rácio de quatro vitórias em 20 jogos levou ao seu despedimento. A equipa francesa, num passado recente, tinha sido campeã e tinha chegado às meias-finais da Liga dos Campeões. Quando Henry deixou o comando, deixou os monegascos em penúltimo lugar, iniciando uma crise que dura até hoje. Nesse período da época 2018/19, contou com João Tralhão na sua equipa técnica. Por agora, disputa a MLS com os Montreal Impact, onde não tem brilhado por aí além. Por isso, coloco Thierry Henry em primeiro neste top de ex-jogadores que não vingaram como treinadores.












