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Com a nova época a arrancar, as atenções viram-se para as mexidas nos plantéis e nos bancos. Este verão, muitos foram os treinadores portugueses a abraçar novos projetos e, como é hábito, há grande expectativa sobre o sucesso ou insucesso que podem vir a ter.
Nesta lista estão cinco técnicos que no próximo ano têm pela frente desafios que vão ser, no mínimo, interessantes de acompanhar.
Top 5 treinadores portugueses a observar
🗣️ Fala, professor!
“É o resultado do trabalho, do esforço e principalmente da união desse grupo fantástico”.#VamosFuracão
— Athletico Paranaense (@AthleticoPR) July 4, 2021
António Oliveira – O campeonato brasileiro já vai na nona jornada e há dois treinadores portugueses nos primeiros lugares: Abel Ferreira, no SE Palmeiras, e António Oliveira, no Club Athletico Paranaense. Se o primeiro vai cumprindo o objetivo mínimo de lutar pelo título, o segundo tem sido uma das revelações do início de temporada.
O jovem técnico de 38 anos está na sua primeira experiência como técnico principal, mas já leva alguns anos de banco. Em 2012, integrou a equipa técnica do Tractor ST Football Club, do Irão, que, na altura, era orientada pelo seu pai, Toni. Seguiram-se outras passagens como adjunto no Kuwait e na Eslovénia, antes de chegar ao Brasil, no ano passado. Assumiu o comando do Athletico Paranaense nos dois últimos jogos da época passada e, este ano, agarrou o cargo em definitivo.
O clube da cidade de Curitiba não é propriamente pequeno, mas também não é um dos crónicos candidatos a vencer o “Brasileirão”. No ano em que celebra 20 anos do primeiro e único campeonato conquistado, o Athletico parece bem lançado para, pelo menos, entrar nas contas do título. Para já, segue no segundo lugar, a dois pontos do líder RB Bragantino.
Além do campeonato, o Athletico Paranaense também está nos oitavos de final da Copa Sul-americana e da Taça do Brasil – motivos mais do que suficientes para ficar com um olho do outro lado do Atlântico e seguir a época de António Oliveira.
Top 4 treinadores portugueses a observar
O Homem do Leme™ ⚓#TodosPor1 pic.twitter.com/jSs9b4EjHN
— Vitória Sport Clube (@VitoriaSC1922) June 28, 2021
Pepa – Quando, no início de maio, o presidente do FC Paços de Ferreira, Paulo Meneses, anunciou que Pepa não ia continuar no clube em 2021/22, o Vitória SC foi um dos clubes imediatamente apontados no futuro do treinador português. A confirmação oficial chegou, sem grande surpresa, no dia 21 do mesmo mês.
Depois de ter levado os pacenses às competições europeias, Pepa faz a curta viagem entre a Mata Real e o D. Afonso Henriques para lutar pelo mesmo objetivo. A diferença é que, em Guimarães, a Europa é o mínimo a alcançar e qualquer outro desfecho vai ser considerado um fracasso. O novo desafio acarreta, assim, a responsabilidade acrescida de obter bons resultados, de forma consistente.
Na temporada passada, o banco vimaranense foi sinónimo de instabilidade. Ao longo da época, foram quatro os treinadores a orientar a equipa: Tiago Mendes, João Henriques, Bino Maçães e Moreno – este último como interino. Em anos recentes, nomes como Ivo Vieira, Luís Castro ou José Peseiro também não convenceram nem adeptos, nem direção. O último a ficar mais do que um ano no cargo foi Pedro Martins.
Pepa tem à sua disposição um vasto leque de jovens talentosos, ao qual se juntam alguns jogadores mais experientes, como André André e Ricardo Quaresma. Ainda assim, esperam-se ainda alguns reforços que permitam criar um núcleo mais coeso. Resta saber se o treinador de 40 anos vai ser capaz de gerir a matéria-prima que tem à disposição e contornar a pressão constante por resultados.
Top 3 treinadores portugueses a observar
Bom trabalho, Nuno! 🇵🇹 pic.twitter.com/OqrET84ey7
— Tottenham Hotspur (@Spurs_PT) July 6, 2021
Nuno Espírito Santo – É com grande incerteza que os adeptos do Tottenham Hotspur FC olham para a nova época. Depois um desapontante sétimo lugar, o clube vive numa espécie de limbo. De um lado está o poderio financeiro e a aparente consolidação como um dos clubes do top-six inglês; e, do outro, está o peso de 13 anos sem conquistar um troféu e 50 (!) sem se sagrar campeão inglês, agravado por uma série de finais perdidas nos últimos anos. Como se não bastasse a crise identitária, os “Spurs” podem estar na iminência de perder Harry Kane, que deverá rumar a outras paragens à procura de títulos.
Depois de 72 dias sem treinador e de vários nomes que estiveram quase certos (Pochettinno, Conte, Paulo Fonseca, Gattuso), foi Nuno Espírito Santo o escolhido para assumir a difícil tarefa de levar a equipa a bom porto.
O treinador português de 47 anos vem de quatro épocas de sucesso no Wolverhampton Wanderers FC, mas encontra em Londres um contexto bem diferente. Em 2017, os “Wolves” eram um clube em crescimento e com um plano bem definido para chegar a voos mais altos. Pelo contrário, o Tottenham parece, hoje, estar numa fase de estagnação e a precisar de um novo alento.
A boa notícia para Nuno é que tem no plantel uma série de jogadores que podem ser revitalizados e com características para implementar o 3-5-2 que o técnico português tanto usou em Wolverhampton. Além da tática, grande parte da tarefa de Nuno vai passar pela capacidade de manter o plantel motivado, algo que já conseguiu anteriormente. Ainda assim, avizinha-se uma época complicada para uns “Spurs”, que devem querer lutar pelo acesso à Liga dos Campeões.
Top 2 treinadores portugueses a observar
𝔹𝕣𝕦𝕟𝕠 𝕃𝕒𝕘𝕖
A nova época está já ali. 🐺 pic.twitter.com/2QdEVRO200
— Wolves Português (@WolvesPRT) July 7, 2021
Bruno Lage – Não fosse o Wolverhampton o clube mais português de Inglaterra, a missão de substituir Nuno Espírito Santo foi entregue a outro treinador luso. Bruno Lage vai ter, aos 45 anos, a primeira oportunidade para ser treinador principal na Liga Inglesa.
Entre 2015 e 2018, Lage foi adjunto de Carlos Carvalhal no Sheffield Wednesday FC e no Swansea City AFC. Seguiu-se a curta passagem pelos “B’s” do SL Benfica, antes de ser “promovido” à equipa principal, a meio da época 2018/2019. Em ano e meio, venceu uma Liga portuguesa e uma Supertaça, para além de ter amealhado o prémio de melhor treinador da Liga.
Ainda assim, essas duas épocas no clube da luz foram as únicas de Bruno Lage como técnico principal no futebol profissional; ou seja, apesar de já ter acumulado mais de duas décadas de banco, está longe de ser um treinador experiente. Tal como Nuno no Tottenham, Lage também encontra um plantel em transição e deve estar preparado para perder jogadores como Rui Patrício, Rúben Neves ou Adama Traoré, que têm sido apontados a outras paragens.
A seu favor vai estar o forte contingente português, capaz de eliminar algumas barreiras iniciais. Ainda assim, Lage deverá receber alguns reforços, tendo em conta que a falta de profundidade no plantel foi um dos maiores problemas da época passada. O objetivo vai passar por uma época tranquila, a espreitar os lugares europeus. Um desafio que vai, sem dúvida, ser interessante de acompanhar.
Top 1 de treinadores portugueses a observar
🟡🛵🔴
Life imitating art! 😂
#ASRoma pic.twitter.com/ZfHuWoRX3J— AS Roma English (@ASRomaEN) July 7, 2021
José Mourinho – Pode até estar longe do José Mourinho de outros tempos (pelo menos no que a títulos diz respeito), mas não deixa de ser uma figura incontornável do futebol mundial. Depois do desafio não superado no Tottenham, o treinador luso regressa a Itália pelas portas da AS Roma. Um clube que, curiosamente ou não, parece ter muito em comum com os “Spurs”.
Na capital italiana, a contratação foi recebida com grande entusiasmo. Mourinho é visto como o homem capaz de, finalmente, devolver os romanos ao caminho dos títulos, que lhes escapam desde a Taça de Itália de 2008. Tal como o Tottenham, a Roma é um clube grande, que não tem um palmarés a condizer. O último de apenas três campeonatos foi conquistado em 2001. Desde então, a Roma já terminou no segundo lugar em nove épocas, mas nem isso tem sido capaz de fazer recentemente. Nos últimos 3 anos, falhou o acesso à Liga dos Campeões.
O acesso à prova milionária deve ser o principal objetivo para esta época, mas já se sabe que quem contrata José Mourinho espera sempre um pouco mais. O próprio treinador não é dado a desfechos que não sejam o título e, a atravessar a pior fase da carreira, estará desejoso para provar que ainda é um dos melhores do mundo. Ser campeão com a AS Roma seria a forma ideal de recuperar esse estatuto.
Mourinho tem pela frente um desafio que tem tanto de aliciante como de complicado. Se por um lado a Juventus FC parece mais fraca, os clubes de Milão estão de volta ao que eram e ainda há a Atalanta BC, a SS Lazio, o SSC Napoli e muitos emblemas de meio da tabela que estão cada vez mais competitivos. Uma coisa é certa: o campeonato italiano fica ainda mais interessante com a chegada de Mourinho e é quase obrigatório acompanhar o percurso da AS Roma.
Artigo revisto por Andreia Custódio












