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Chéquia 0-4 Portugal: Golear para liderar

Alexandre Candeias · 3 min

Portugal jogadores
Foto: UEFA

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A CRÓNICA: VITÓRIA CLARA ANTES DAS DECISÕES

Para mantermos o controlo do nosso destino, era ganhar ou ganhar. Portugal deslocou-se à Chéquia a saber que uma vitória, independentemente do resultado do outro jogo do grupo (Espanha x Suíça), mantinha em aberto a luta pelo primeiro lugar e, consequentemente, pelo apuramento para a final four da Liga das Nações.

Numa primeira parte em que o jogo começou algo lento da parte de Portugal, a seleção lusa acabou por encontrar o seu melhor ritmo e foi em crescendo até ao intervalo. Mais do que a superioridade mostrada nos primeiros 45 minutos, importou o resultado ao intervalo: Diogo Dalot, que se estreou a marcar pela Seleção Nacional, e Bruno Fernandes foram os dois Red Devils que vestiram pele de anjos portugueses e levaram a equipa de todos nós a vencer por 0-2 para o tempo de descanso.

No segundo tempo, o grande destaque foi para o bis de Dalot, com um remate fantástico, colocado, ainda fora da área. Perante a vantagem tripla no marcador, Portugal controlou o ritmo de jogo até final, com Diogo Jota também a “picar o ponto” e, espantem-se, de cabeça, colocando o 0-4 no marcador e fechando as contas da partida.

Com esta vitória dominadora na Chéquia, Portugal sobe ao primeiro lugar do grupo da Liga das Nações e mantém em aberto a luta pelo apuramento para a final four da competição, com a Espanha, adversário na última jornada desta fase da competição, na terça-feira, dia 27 de setembro.

 

A FIGURA

Portugal
Fonte: Bola na Rede

Diogo Dalot – Ainda não tinha marcado qualquer golo com a camisola da principal Seleção Nacional, mas hoje abriu a conta e logo com um par de tiros certeiros. Em particular, destaque para o segundo golo de Dalot, o terceiro de Portugal, que foi conseguido com um remate colocado, de pé esquerdo, ainda fora da área adversária. Notável!

 

O FORA DE JOGO

Patrik Schick – O avançado checo podia ter relançado o jogo, com uma grande penalidade em cima do intervalo, mas falhou por completo a baliza. Para além disso, nos poucos momentos ofensivos de que a Chéquia dispôs, nunca se mostrou ao jogo por forma a ser uma dor de cabeça para os centrais portugueses.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHÉQUIA

Os checos alinharam em 3-4-1-2, com a dupla Soucek – Kral a assumir o meio-campo e com Barak a jogar nas costas dos dois avançados, Hlozek e Schick. Nas laterais, nota para Coufal e Zeleny, que poderiam ter sido mais predominantes em zonas ofensivas, mas não o conseguiram fazer, fruto dos condicionamentos impostos por Portugal.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tomas Vaclik (5)

David Zima (4)

Jakub Brabec (5)

Vaclav Jemelka (4)

Vladimir Coufal (5)

Tomas Soucek (5)

Alex Kral (5)

Jaroslav Zeleny (5)

Antonin Barak (4)

Adam Hlozek (4)

Patrik Schick (4)

SUB UTILIZADOS

Ondrej Kudela (4)

Petr Sevcik (5)

Vaclav Ceny (5)

Jan Kuchta (5)

Adam Vilkanova (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

No papel, Portugal apresentou-se em 4-3-3. Contudo, as habituais permutas entre os jogadores da Seleção Nacional, sobretudo os homens da frente, baralharam constantemente os planos da defensiva checa.

No meio-campo, Rúben Neves foi o escolhido para ser o médio mais posicional, com William Carvalho e Bruno Fernandes a terem liberdade para subirem mais no terreno. Já na frente, com CR7 como referência, os extremos tinham comportamentos diferentes: se Rafael Leão se colava um pouco mais à ala, Bernardo Silva aparecia em terrenos interiores, potenciando algumas subidas de Dalot, pela direita.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

Diogo Dalot (8)

Rúben Dias (7)

Danilo Pereira (6)

Mário Rui (7)

Rúben Neves (6)

William Carvalho (6)

Bruno Fernandes (7)

Rafael Leão (6)

Bernardo Silva (6)

Cristiano Ronaldo (6)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Jota (6)

Ricardo Horta (5)

Matheus Nunes (5)

João Palhinha (5)

João Mário (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

Alexandre Candeias

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