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Costa Rica Sub20 1-1 Portugal Sub20 : Empate comprometedor obriga ao uso de calculadora

Telmo Martins · 3 min

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Cabeçalho Seleção Nacional

Depois de uma derrota, não direi surpreendente porque são os campeões de África, com a Zâmbia por 2-1 e onde o desperdício português fez lembrar os velhos tempos das seleções nacionais onde reinava o jogar bem e falhar muito, era necessário vencer a Costa Rica para manter vivas as esperanças na qualificação para a próxima fase da prova a decorrer na Coreia do Sul.

O técnico português tinha alertado que avisou que “a Costa Rica é uma seleção fortíssima, com jogadores da nossa matriz sob o ponto de vista técnico”. O aviso e o repto estavam lançados para um jogo decisivo nas aspirações nacionais.

Com Emílio Peixe a fazer mexidas no XI titular, efetuando quatro alterações com as saídas de Gedson Fernandes, Florentino, André Ribeiro e José Gomes, e as entradas de Pedro Rodrigues, Miguel Luis, Xande Silva e Hélder Ferreira. Era a esta a equipa escalada para um jogo vital nas contas portuguesas.

Com ambas as equipas a querer e a precisarem de vencer, Portugal entrou mais pressionante, a querer mandar no jogo. Porém, o início foi morno e a primeira situação de perigo ocorreu ao minuto 19 com um remate de Xande Silva para uma excelente intervenção do guarda-redes da Costa Rica Pineda.

Portugal pressionava mais, tentava ser mais acutilante e, do outro lado, a Costa Rica estava mais na expectativa, à espera de uma transição rápida, de uma bola nas costas da defesa portuguesa, que jogava com o seu setor recuado mais subido devido ao recuo costa riquenho.

Os comandados de Emílio Peixe usavam e abusavam dos flancos para atacar, sobretudo o flanco esquerdo liderado por Diogo Gonçalves. Porém, este mesmo jogador numa diagonal da esquerda para o corredor central assiste, com um grande passe, Xande Silva ao minuto 27 mas o avançado do Vitória não conseguia transpor o guardião da seleção da Costa Rica.

Ao minuto 32, penalty para Portugal. Diogo Dalot a ir à linha de fundo, cruza e a bola embate no braço do defesa da Costa Rica. Diogo Gonçalves foi chamado a converter, não desperdiçando a ocasião de colocar Portugal na frente do marcador. 1-0 para a seleção nacional, a colocar justiça no marcador.

Momento do golo de Portugal Fonte: FPF
Momento do golo de Portugal
Fonte: FPF

Aos 37 minutos, nova oportunidade para Portugal. De livre direto, Bruno Xadas a fazer a bola passar perto da baliza às ordens de Pineda.

Aos 45+2, Dalot ganha posição e remata forte, de pé esquerdo, para defesa apertada de Pineda. Sinal mais para Portugal a terminar a primeira parte.

Na segunda parte, Portugal a entrar sem qualquer alteração mas com a 2ª parte a começar da pior maneira possível. Penalty para a Costa Rica por falta de Miguel Luís. Marin a concretizar apesar de Diogo Costa ter ficado perto de defender o penalty. Tudo igual logo no início do segundo tempo, obrigando Portugal a ir atrás do resultado.

A seleção reagiu bem, com Helder Ferreira a chegar atrasado a um cruzamento venenoso de Diogo Gonçalves. Helder Ferreira daria, pouco depois, lugar a André Ribeiro para agitar o jogo.

Porém, Portugal começava a perder o ímpeto, com a Costa Rica a conseguir equilibrar o jogo.

Aos 61 minutos, saía Diogo Gonçalves (o melhor até ao momento) para entrar José Gomes, tentando Emílio Peixe dar mais presença no centro do ataque das quinas.

Com o avançar do tempo, Portugal revelava dificuldades em penetrar na área costa riquenha, com Diogo Dalot a ser o único capaz de criar verdadeiro perigo. No entanto, aos 72 minutos, Rúben Dias é expulso o que complica a tarefa portuguesa de ir atrás do segundo golo. O selecionador teve de retirar Pêpê e fazer entrar Ferro para recompor a defesa.

Os últimos 15 minutos foram marcados pelo crescimento costa riquenho, a aproveitar a inferioridade numérica e a colocar mais homens na frente. Dois remates com relativo perigo da seleção da América Central mas sem que Portugal conseguisse fazer o mesmo do outro lado.

Um resultado que sabe a pouco, e que obriga a seleção a levar a calculador para o jogo final, tendo obrigatoriamente de vencer o Irão para ter possibilidades de apuramento.

A FIGURA:

Fonte: FPF
Fonte: FPF

Diogo Gonçalves – Enquanto esteve em campo, foi o jogador mais perigoso da turma das quinas, sempre irreverente, a levar perigo para a defesa costa riquenha e diretamente ligado ao resultado tendo convertido o penalty. Mais um bom jogo do extremo do Benfica

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: FPF
Fonte: FPF

Emílio Peixe – As alterações efetuadas não trouxeram nada ao jogo, Portugal não melhorou e um pouco à imagem do primeiro jogo, mexeu mal.

Foto de Capa: FPF

Telmo Martins

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