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A competição que vai opor o vencedor da Copa América e o campeão do Europeu vai ter uma reedição, a terceira da história, e tem já mais duas datas marcadas (2024 e 2028). A Finalissima, ou o troféu Artemio Franchi, foi já disputada em 1985 – vitória por 2-0 da França frente ao Uruguai – e em 1993 – triunfo da Argentina contra a Dinamarca, nos penáltis.
ITÁLIA OU ARGENTINA, QUEM LEVA PARA CASA A TERCEIRA EDIÇÃO DA FINALÍSSIMA? APOSTA NA BWIN.PT!
Competição apresentada, tempo agora de falar dos intervenientes. A Argentina, campeã sul americana, e a Itália, campeã europeia, vão subir ao mítico relvado de Wembley para revalidar o troféu, com 29 anos de atraso, no caso de triunfo argentino, ou para uma conquista inédia no caso dos italianos.
🏆 A new member of the family.
The revamped CONMEBOL-UEFA Cup of Champions trophy awaits the winners of Wednesday’s #Finalissima!
The new arrival weighs 8.5kg and is 45cm tall!
Full details: ⬇️
— UEFA (@UEFA) May 31, 2022
Na antevisão ao jogo, em que nenhum dos dois conjuntos quer perder, como é claro, pode haver um fator extra motivacional. A ausência dos italianos do Mundial poderá criar um motivo a mais de motivação para a conquista do troféu por parte dos europeus. Duas seleções com ligações fortes já que em casa, mas também dentro do campo, vão estar craques que mesmo defendendo as cores de uma das bandeiras, poderão ter uma costela do outro lado.
A realidade de jogadores com raízes italianas e a optarem pela Argentina ou vice-versa é algo bastante conhecido no mundo do futebol. Com esta proximidade que a bola oferece, nada melhor que aproveitar o jogo para relembrar cinco jogadores, entre outros, que poderiam ter escolhido uma das duas seleções. Já agora, apesar das motivações extra, aposto numa vitória argentina.
5. Campeão do Mundo
🇮🇹 Campeão mundial em 2006, o ex-meia Mauro Camoranesi completa 44 anos. Foi revelado no Aldosivi, da Argentina, e passou por Montevideo Wanderers, Santos Laguna, Banfield, Cruz Azul, Hellas Verona, Juventus, onde passou quase 10 anos, Stuttgart, Lanús e Racing. pic.twitter.com/wG2d7ckicS
— Guia do Futebol ➕ (@GuiaFutebolPlus) October 4, 2020
Mauro Camoranesi – O único deste top que optou pelos transalpinos. Camoranesi nasceu na Argentina, mas optou jogar pela seleção italiana, onde se estreou em 2003. O médio antes de chegar à Europa jogou no campeonato argentino, uruguaio e mexicano. Contudo, foi na Europa, mais precisamente na Juventus FC que ganhou o estatuto de quase lenda do clube.
Na Juve, Camoranesi contabilizou 288 jogos, e não abandonou a formação mesmo quando desceu de divisão. O maior troféu da carreira acabou por ser mesmo na seleção italiana, quando em 2006 foi um dos pilares da formação de Lippi na conquista do Mundial. O ex-jogador enveredou pela carreira de treinador, estando neste momento sem clube depois da aventura no NK Maribor.
4. Aquece, que vais entrar
Para além de Chiellini, também Dybala disputou o seu último jogo pela Juventus. Estes foram os seus principais números
➡3.º estrangeiro com + jogos pelo clube, depois de Nedved e Trezeguet
➡Está no Top 10 dos melhores marcadores da história do clube pic.twitter.com/Ef6IRO8s8R— playmakerstats (@playmaker_PT) May 27, 2022
Paulo Dybala – Outro jogador com fortes ligações à Juventus FC. O craque argentino, que vai trocar de clube este verão, tem dupla nacionalidade, tendo optado pela Argentina. Dybala está há dez anos em Itália, e tem cinco ligas italianas no currículo.
Em tempos houve a possibilidade de o ofensivo representar os transalpinos, mas o jogador optou por representar o país onde nasceu. Dybala leva 32 internacionalizações e dois golos pelos albicelestes desde a sua estreia em 2015. O atleta de 28 anos tem fortes possibilidades de entrar em campo para discutir a Finalíssima.
3. Di Argentina ou Di Itália
“Depois do Mundial acho que é a hora. Há muitos garotos que estão à altura da seleção, estão crescendo e demonstrando um grande nível tanto nos seus clubes como na própria seleção”.
– Di María, sobre aposentadoria da seleção. pic.twitter.com/DekrlRMsCw
— Futmais (@futtmais) May 31, 2022
Ángel Di María – Já com a data de despedida da seleção marcada, Di María podia ter optado pelas duas seleções. O jogador que nasceu na Argentina tem ascendência italiana, tendo optado, como todos sabemos, pelos albicelestes. Com os argentinos, o antigo jogador do SL Benfica venceu um Mundial de sub-20 e uma Copa América.
Este é também um ofensivo que vai mudar de clube este verão e que promete agitar as águas do mercado. O avançado leva 121 internacionalizações e 24 golos, tendo-se estreado em 2008 num jogo frente ao Paraguai, e poderá ser mais um dos jogadores que vai subir ao relvado de Wembley.
2. O segundo com mais internacionalizações
🇦🇷 Hoje, uma verdadeira lenda do futebol argentino anunciou sua aposentadoria: Javier Mascherano.
Foram impressionantes 147 jogos pela Seleção Argentina e 25 títulos na carreira (20 pelo Barcelona), incluindo 2 Champions, 5 La Liga, 1 Argentino, 1 Brasileirão e 2 Olimpíadas. pic.twitter.com/LFhjm7TY6l
— Sala12 (@OficialSala12) November 15, 2020
Javier Mascherano – Ultrapasso só por Messi, Mascherano é o segundo argentino com mais internacionalizações (147). O jogador que conta com um palmarés recheadíssimo, venceu com a seleção albiceleste duas vezes os Jogos Olímpicos.
Como sénior, o médio, mas também defesa, defendeu a Argentina em 12 competições oficiais (Mundiais, Copas Américas e Jogos Olímpicos). O antigo jogador, agora selecionador sub-20 dos argentinos, nasceu em San Lorenzo, mas tinha ascendência italiana. Mascherano jogou no campeonato argentino, brasileiro, inglês, espanhol e chinês, mas, curiosamente, nunca calçou o campeonato transalpino.
1. Vida italiana, coração argentino
⚽️ ¡A siete años del retiro del Pupi Zanetti!
– Jugador con más partidos en la historia del Inter: 849
– Argentino con más encuentros en la Serie A: 615
– Futbolista que más veces disputó el derbi de Milán: 47
– Segundo en presencias con la Selección Argentina: 142
– Títulos: 16 pic.twitter.com/CMfnVPXnCs— ESPN Argentina (@ESPNArgentina) May 11, 2021
Javier Zanetti – Já não é o segundo, mas sim o terceiro mais internacional de sempre pela Argentina. Nasceu na capital, Buenos Aires, mas digamos que fez a sua vida em Itália. Com 23 anos trocou o Banfield pelo Internazionale Milano, e o resto é história.
Ao fim de 19 épocas em Milão, 861 jogos pelos nerazzurri a marca de Zanetti já tem sotaque italiano. Pela seleção argentina, o defesa nunca conseguiu ganhar nenhuma competição, apesar das dez competições em que participou, e vai ser certamente o jogador deste top com o coração mais dividido. Desde que terminou a carreira, Zanetti ocupou um lugar na estrutura, e provavelmente são já mais os anos de vida em solo transalpino que em solo albiceleste.












