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As 5 seleções mais fortes já apuradas para o Mundial de 2022

Kayalu Castro da Silva · 5 min

Mundial 2022 Qatar FIFA
Foto: FIFA

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É ano de Mundial. A ansiedade aumenta, os adeptos empolgam-se. Desde o mais fanático, até os menos assíduos adeptos, vestem e apoiam a bandeira de cada nação num confronto intercontinental. Os jogadores ficam ansiosos com a possibilidade de representar o seu país num torneio intercontinental e todos expomos o patriotismo e orgulho nacional durante pouco mais de um mês, no Mundial de futebol.

Mas, para esta ansiedade estar presente, é necessário conquistar o lugar entre as principais nações que vão disputar o Mundial, e o caminho não é fácil. São diversos jogos, em campos inóspitos e com adversários demasiadamente defensivos, com estilos de jogo que podem complicar os planos de um país disputar o Mundial. Porém, há aquelas tradicionais seleções que passam por cima das adversidades, com muita qualidade e superioridade e, antecipadamente, cravam o nome na lista de concorrentes do Campeonato do Mundo.

Sobre estes países que fogem da curva e previamente conseguem conquistar a desejada vaga antecipadamente, projeto as cinco melhores seleções que, por total competência, já estão apuradas para o Mundial de 2022.

5. Espanha

Enquanto outros países encontram uma nova saída para a má fase, a Espanha jogou a responsabilidade de um projeto a longo prazo para o mister Luis Enrique. O vencedor da Liga dos Campeões pelo FC Barcelona tem tempo e suporte para preparar uma nova e não tão prestigiada geração espanhola. Muitos destes jogadores podem ainda não figurar em grandes clubes do futebol mundial, porém, o desempenho da “fúria espanhola”, somado com a capacidade para lançar esses jovens craques, pode dar resultado logo neste Mundial

Foi dessa maneira inesperada que a Espanha ganhou corpo e resiliência para os jovens jogadores, que em menos de um ano tiveram de experienciar duas derrotas duras: uma nas meias-finais do Euro 2020, contra a Itália, e outra na final da Liga das Nações, contra a França. Por isso, para o Mundial, a nova geração, que começa a ficar conhecida pelos fãs de futebol, pode dar um passo seguinte e conquistar um grande resultado no Qatar.

4. Alemanha

Depois de uma vexatória campanha no último Mundial e um fraco desempenho no Europeu de 2020, a Alemanha analisou os seus próprios problemas e teve tempo de realizar uma mudança antes que fosse tarde. O antigo treinador e campeão, Joachim Low, deu lugar ao responsável por dar o título da Liga dos Campeões ao FC Bayern de Munique. Hansi Flick, apesar do pouco tempo no cargo, já deu mostras que promove uma renovação de plantel e de estilo de jogo.

Com movimentações mais perspicazes, presença de jogadores mais jovens e sem os mesmos ídolos do passado, Flick promove e dá uma nova esperança à sempre perigosa seleção alemã, que chega forte para esquecer os últimos percalços nas competições entre países.

3. Brasil

O único país a levantar o troféu de campeão cinco vezes chega ao Qatar num momento de ascensão e reconhecimento de uma nova geração. Depois do último Mundial, o Brasil sofreu com alguns problemas para achar novos jogadores que dessem uma renovação no plantel verde e amarelo. Porém, após alguns testes e muita pressão da imprensa e dos adeptos, o selecionador Tite, sem a figura do seu grande craque Neymar, conseguiu achar respostas em jogadores novos.

As entradas de Raphinha, para o ataque, e a consagração de Fred e Lucas Paquetá, bem como a emergente recuperação de Philippe Coutinho, foram as grandes diferenças num plantel que ainda está em construção. Porém, a cada jogo ganha confiança e planeia novos modelos de jogo para o Mundial.

Em suma, o Brasil não chega tão forte quanto em 2018, mas mesmo assim, é uma das melhores seleções e conta com um sistema defensivo muito conciso para voltar a ganhar um Mundial, após 20 anos.

2. Argentina

O outro concorrente sul-americano nesta lista só poderia ser o atual campeão da Copa América. Os selecionados “albicelestes” tiveram, desde 2018, uma montanha-russa de emoções, crises políticas e a quebra de um jejum histórico. Depois da fraca e dececionante campanha de Sampaoli em 2018, Lionel Scaloni foi o escolhido pela federação que não tinha forças políticas para contratar algum treinador de peso. Mesmo assim, o jovem treinador argentino teve a missão de encaixar um modelo de jogo e, após perder de forma contundente a Copa América 2019 para o Brasil (nas meias-finais), ele previu que muitas mudanças eram necessárias para os argentinos.

Assim, instituindo um esquema mais moderno, com três defesas, duas linhas de médios defensivos, que utilizam muito bem o jogo físico, dois alas habilidosos e com Messi e um ponta de lança, como avançados, a Argentina encaixou num novo modo de jogo e isso fez a seleção crescer, tanto a ponto de, em pleno Maracanã, derrubar o mesmo Brasil para encerrar o insólito jejum de mais de 27 anos sem títulos.

1. França

Como o bom ditado prevê, “em equipa que ganha, não se mexe”. Esta foi a filosofia escolhida pela Federação Francesa de Futebol, que ainda aposta no comando de Didier Deschamps. Claro que, de 2018 para 2022, algumas coisas mudaram. Novos craques surgem na incrível e quase inesgotável academia francesa de jogadores. Exemplos como Camavinga, Upamecano, Theo Hernández, além do regresso de Benzema, fazem com que o Les Bleus tenham mudado o esquema de jogo.

Não só por causa disso, mas a fraca campanha no último Europeu foi um dos sinais de alerta para que Deschamps corresse perigo no seu cargo. Contudo, as alterações foram realizadas: novos esquemas, com três defesas e dois avançados, deram o suporte físico e de qualidade para que a França voltasse aos trilhos vitoriosos, como fez na campanha da Liga das Nações.

Assim, a França recupera-se de uma leve turbulência, mas parece que volta para o mesmo caminho que a coloca como uma das favoritas para o Mundial de 2022.

Kayalu Castro da Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos