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As 3 principais ausências na convocatória da Seleção Nacional

Vasco Borges · 4 min

Ausência Seleção Ricardo Horta
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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Rúben Dias, Rúben Neves ou Renato Sanches. Três nomes que, em condições normais, estariam entre os eleitos da seleção para os decisivos jogos do playoff de apuramento para o Mundial do Qatar, mas que falharam o duelo contra a Turquia e falham também o jogo decisivo, perante a Macedónia do Norte, por indisponibilidade física.

Ausências que se fazem notar entre os convocados, mas que fazem parte do futebol. Só que, para além destes, há também outros jogadores que têm feito por estar na Seleção, mas que ficaram de fora. A escolha do selecionador nunca é fácil e há sempre nomes que têm de ficar de fora. Eis três dos principais ausentes.

3. Rui Silva

Sabemos que há profundida na baliza das “Quinas” quando um dos melhores guarda-redes do ano na Liga Espanhola não é convocado. Ainda mais quando um dos melhores da Liga Inglesa, José Sá, só foi chamada à última hora para substituir Anthony Lopes.

Atrevo-me a dizer que, a nível exibicional, tanto Sá como Silva têm feito melhores épocas do que Anthony Lopes e até do que Rui Patrício. Claro que, especialmente, em jogos tão importantes, a experiência também conta, mas Fernando Santos até surpreendeu ao lançar Diogo Costa frente à Turquia.

Quanto ao guardião do Real Bétis Balompié, tem acumulado exibições de destaque na Liga Espanhola e, mesmo que Pellegrini tenha problemas em entregar-lhe a baliza em definitivo – o compatriota do treinador chileno, Claudio Bravo, tem 17 jogos contra os 27 do português – a diferença estatística é clara: Silva sofreu 31 golos e, com menos dez jogos, Bravo concedeu 25.

Até pode não ser a ausência mais notada, mas certamente merece uma menção.

2. Ricardo Horta

Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

Há muito que o nome de Ricardo Horta aparece nas discussões sobre quem deveria, ou não, ser chamado. Dispensado pelo SL Benfica nos juvenis, o avançado acabou por se destacar alguns quilómetros a sul, no Vitória FC. Depois de uma saída precoce para o Málaga CF, assentou no Minho, ao serviço do SC Braga, onde está há seis épocas e leva quase 300 jogos e 89 golos pelo clube.

A nível de Seleção, jogou nos escalões de sub-19, sub-20 e sub-21, tendo participado em três Europeus pelas equipas jovens de Portugal. Mas a chegada à Seleção principal tem sido mais difícil. Estreou-se numa amarga derrota com a Albânia em setembro de 2014 – o jogo que ditou a demissão de Paulo Bento – e não mais voltou a vestir a camisola das Quinas.

Se é mero azar ou se Fernando Santos não aprecia as qualidades de Horta, só o selecionador sabe. Certo é que nem os 24 golos marcados em 2019/2020 serviram para convencer o ‘Engenheiro’ a dar a segunda internacionalização ao atleta do SC Braga.

Esta época, Horta tem sido, mais uma vez, um dos melhores jogadores da Liga. E dias antes do jogo frente à Turquia, foi mesmo eleito o melhor avançado do mês. Esta temporada leva 19 golos e oito assistências e é, juntamente com o Toko-Ekambi, o jogador com mais participações diretas em golos (8) na Liga Europa.

1. Rafa Silva

Rafa Silva
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No fim de semana passado, Rafa Silva marcou um dos golos do ano na Liga Portuguesa. Pegou na bola à entrada da área do SL Benfica e só parou quando bateu o guarda-redes do Estoril-Praia SAD. Na flash-interview, o repórter perguntou-lhe, de forma entusiasmada, sobre o lance, mas o avançado encarnado não partilhou a mesma emoção e só disse… que não tinha nada a dizer.

A questão que fica é o porquê de o jogador surgir tão cabisbaixo, depois de uma semana em que garantiu os ‘quartos’ da Liga dos Campeões e de um golo fenomenal. O momento do Benfica ainda não é o melhor, mas há quem garanta que se tratou de um problema com a ausência da convocatória de Fernando Santos.

Campeão europeu em 2016, Rafa conta com 25 internacionalizações e, apesar de nem sempre jogar, é presença assídua nas convocatórias. No entanto, a boa forma de Rafael Leão, em Itália, parece ter dado vantagem ao jogador do AC Milan, que também tinha sido convocado para os compromissos de novembro à frente do benfiquista. Há também Gonçalo Guedes, a cumprir uma boa temporada em Valência.

Ainda assim, os números de Rafa Silva esta temporada são muito bons, talvez mascarados pela época menos boa em termos coletivos. O avançado de 28 anos tinha, à data da convocatória, 12 golos e 16 assistências, o melhor registo da carreira. Não deixa de ser curioso que coincida com o afastamento da Seleção.

Vasco Borges

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