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A FIGURA

Payet – Durante os 90 minutos foi o mais activo dentro de campo. Insistiu e insistiu, e tentou, por várias vezes, servir os colegas. O golo já nos descontos (outra vez!) foi a recompensa por uma exibição de raça. Mais um bom golo para o homem que se começa a tornar no jogador mais determinante dos gauleses.
O FORA-DE-JOGO

Didier Deschamps – O seleccionador francês está a colher os frutos daquilo que semeou. Para um jogo como este, jogadores criativos e rápidos como Kurzawa e Lacazzete faziam falta, assim como verdadeiros matadores como Kevin Gameiro. Jogadores esses que ficaram de fora. Para este jogo decidiu dar uma lição às vedetas Pogba e Griezmann. Correu mal. Foi preciso as duas estrelas de França entrarem para os gauleses conseguirem inaugurar o marcador. Duas vitórias, mas duas vitórias suadas. Poderia tudo ser mais fácil, mas Deschamps fez questão de complicar tudo.
FRANÇA

Esta vitória valia o apuramento para a próxima fase, e por isso exigia-se uma França mais forte, mais eficaz e criativa. Depararam-se com uma muralha, difícil de contornar. Sem Griezmann e Pogba a situação complicou-se; Payet era o único criativo em campo. E, se estes jogos não se resolvem com um rasgo de génio, então como se faz? Coman e Martial não cumpriram o que lhes foi pedido, e não acrescentaram nada ao jogo. Giroud não é ponta de lança para este género de jogos. Pedia-se alguém mais móvel. No fim, Griezmann e Payet concretizaram e deram a vitória e o apuramento a França. O 2 – 0 não traduz o que se passou entre as quatro linhas. Dois jogos e duas vitórias suadas, que eram escusadas.
Lloris – 7
Evra – 6
Sagna – 6
Koscielny – 6
Rami – 6
Matuidi – 6
Kante – 6
Martial – 5
Payet – 8
Coman – 6
Giroud – 5
Pogba – 5
Griezmann – 7
Gignac – Sem tempo.
ALBÂNIA

Vieram com a lição estudada e souberam aplicá-la. A estratégia era jogar no erro do adversário, em velocidade. Conseguiram fazê-lo, quase, na perfeição. Estiveram a cinco minutos de o conseguir. É uma equipa que não joga um futebol bonito. Não. Mas tem a noção daquilo que é e das armas que tem, e de onde pode chegar com essas armas. Se olharmos para o jogo no seu conjunto: é um resultado enganador. Não traduz o que aconteceu em campo. O Euro 2016 acaba aqui, muito provavelmente. Fica a memória e a raça de quem deixou a pele no campo, mas que acabou sempre por vacilar.
Berisha – 7
Hysaj – 6
Ajeti – 6
Mavraj – 6
Agolli – 6
Kukeli – 6
Lila – 6
Abrashi – 6
Memushaj – 6
Lenjani – 6
Sadiku – 6
Roshi – 5
Xhaka – 5
Veseli – Sem tempo.
Foto de Capa: UEFA
Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho









