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Os 5 melhores jogadores do Euro 2020

Kayalu Castro da Silva · 6 min

Donnarumma Euro 2020
Foto: UEFA

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Chega ao fim mais um Campeonato da Europa. Dentro dele, as emoções, surpresas, deceções e alegrias são escritas até o momento em que o juiz apita o final de partida em Wembley. Os capítulos escritos pelo total de 625 jogadores oficialmente inscritos, destacam-se como protagonistas dentro das inúmeras histórias que o futebol proporciona.

Passada a excitação e animação de um torneio repleto de histórias, está na hora de elencar os atores principais desta peça, que deram, além do prover seu corpo e alma, o talento e habilidade acima da média que encantou o público.

Lembramos que de forma alguma esta tarefa será algo simples. Pense bem! Enumerar somente cinco jogadores dentre um torneio com tantos capítulos por si só não é nada que se faz rapidamente. Por isso, o nosso critério não vai depender simplesmente daquele jogador que levou mais prémios de “man of the match“. Mas sim aquele que mesmo com o seu papel silencioso, conseguiu sobressair-se ao projetar um desempenho “futebolisticamente”, taticamente e emocionalmente apreciativo. Afinal não basta “apenas” marcar mais golos, tem de no momento reverso, reconquistar a confiança da sua equipa, decidir jogos, e mais importante predominar-se em relação aos demais competidores.

Posto isso, enumero um olhar que procura fugir da previsibilidade, sem prestar serviço àqueles jogadores que subiram a régua do jogo bonito, elencando os cinco melhores jogadores que encantaram os nossos olhos durante o Euro 2020.

5.

Yann Sommer – Desde que o Euro começou a comportar 24 países, as surpresas ficaram mais evidentes durante o torneio. E definitivamente a Suíça integra-se na lista de surpresas, que para manter o perfil seguro do seu desempenho, teve no guarda-redes Yann Sommer um dos destaques.

O guarda-redes do Borussia Mönchengladbach, primeiramente chamou a atenção de todos por conta do seu treinamento futurista, ao utilizar óculos que ajudam a apurar os reflexos de suas defesas. Conforme a competição foi passando, Sommer angariava grandes atuações, igualando a postura de sua equipa, de forma silenciosa e educada, conquistando muitos fãs.

Com atuações e defesas dignas de um jogador de alto nível do futebol mundial, principalmente após os incríveis embates contra França e Espanha, nos penáltis, Sommer e a Suíça tornaram-se uma das “seleções surpresa”. Mesmo com a eliminação, Sommer permaneceu como um dos destaques do Europeu. É bom que o Borussia fique de olho, pois este guarda-redes está mais do que preparado para encarar o desafio de defender clubes de grande porte do futebol mundial.

4.

Thomas Delaney – A não tão vitoriosa versão da “dinamáquina”, nos mostrou um lado ainda mais focado na máquina e menos instinto. Como destaque deste modelo o país nórdico contou com Thomas Delaney.

Principalmente após perder Chirstian Eriksen – sua principal estrela – a equipa dinamarquesa teve de lutar para não ser eliminada logo na primeira fase. No entanto, a força da claque em Copenhaga e a organização tática precisa, analítica e incessante como uma máquina, fez com que a Dinamarca chegasse entre as 4 melhores seleções do torneio.

É difícil escolher apenas um jogador para personificar o desempenho tão equilibrado deste país. Contudo, o médio central do Borussia Dortmund, muitas vezes sem aparecer tanto quanto seus conterrâneos, e sem possuir o poder decisivo de alguns de seus companheiros, Thomas foi o ponto de ligação para este desempenho dinamarquês. Com solidez defensiva, organização tática e fôlego excessivo, Delaney foi a peça principal da transformação dinamarquesa.

3.

Gianluigi Donnarumma – Já diz o famoso ditado: toda boa equipa começa por um bom guarda-redes.

Como é de se esperar, a campeã Itália não apenas tem um excelente guarda-redes, mas sim aquele que é digno de continuar a famosa tradição italiana de guarda-redes. Depois de Zoff, em 82, Buffon, em 2006, e agora em 2021 Gianluigi Donnarumma, encara o desafio de manter a tradição italiana com total naturalidade sem sentir o peso de substituir esta linhagem de ídolos italianos.

Agora mais maduro – mesmo aos seus 22 anos – Donnarumma foi um tormento para os atacantes. Com uma altura de 1.92 metros, a sua estatura impõe um evidente respeito para qualquer que seja o seu adversário. O bom posicionamento e a segurança na saída da bola aérea garantiram uma sólida defesa italiana durante toda a competição.

Além disso, como destaque da final, Donnarumma garantiu um desempenho de melhor guarda-redes da atualidade, ao defender o derradeiro penálti de Saka que deu à Azzurra o seu segundo título da competição.

2.

Raheem Sterling – Nem Rooney, Gerrard, Beckham, Shearer ou Lineker tiveram tanto destaque quanto o jogador que tem o estádio de Wembley tatuado na sua pele. O garoto de origem jamaicana traz a habilidade, indecência e ousadia de decidir os jogos. Mesmo desde cedo visto como uma promessa por todos, Raheem Sterling precisou passar por vários estágios até amadurecer, e atualmente como líder técnico, comandou a jovem equipa inglesa à final do Campeonato da Europa.

Quando o início não foi dos mais empolgantes para a Inglaterra, Sterling chamou para si a responsabilidade de decidir as partidas e marcou dois golos nos primeiros jogos, provando que o poder de decisão do ponteiro foi definitivo para a sobrevivência inicial inglesa. Enquanto a equipa se arranjava, no tudo ou nada contra a Alemanha, Raheem foi a todo momento o sinónimo de perigo para a defesa adversária.

Sim, o penálti contra a Dinamarca foi algo minimamente vergonhoso, mas pelo visto, os ingleses aprenderam algo com a derrota de 86 de Maradona.

O poder de decisão, a experiência de alguém tantas vezes campeão inglês e a ousadia de alguém que saiu das ruas de Londres para na mesma cidade dar a Inglaterra a possibilidade mais próxima em sua história de trazer o Euro de volta para a sua casa.

1.

Jorginho – Enfim chegamos ao nosso maior destaque. A Itália fez o trabalho de casa. Se tivéssemos uma máquina do tempo e disséssemos a um italiano logo após a não classificação da Itália ao Mundial de 2018, que três anos depois a Itália se sagraria campeã do Euro, ele nunca acreditaria.

O segredo por trás do sucesso? Uma equipa jovem, ambiciosa e objetiva, além de um técnico “extra-classe” que sabe o que pode tirar dos seus jogadores e revolucionou o estilo de jogo italiano. Mas de que adianta você ter um génio no balneário se os jogadores não desempenham a sua função? É aí que Jorginho entra na história.

Jorginho é o jogador que é símbolo de tudo que a Itália passou para chegar até aqui. Constantemente convocado desde a reformulação italiana, Jorginho é a transição do futebol italiano pragmático e defensivo para um jogo mais agressivo e de transição rápida. Além disso, o médio torna-se um comandante em campo que organiza, controla, e dita o ritmo do jogo.

De origem brasileira, Jorginho passou por vários clubes até chegar na mão de Sarri no SSC Nápoles, onde o seu futebol foi elevado para um nível que pode para trazer à seleção este futebol total de marcação sólida, com uma transição veloz.

Como seu maior momento dentro do torneio, pode não ser algum lance de efeito como o grande golo de Pogba, ou um drible bem-sucedido de Chiesa, mas sim a silenciosa organização do meio-campo italiano, que deram a Jorginho o título que nem Totti ou Buffon conquistaram.

 

Artigo da opinião de Kayalu da Silva

Artigo escrito em português do Brasil

Kayalu Castro da Silva

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